domingo, 27 de novembro de 2011

O verdadeiro sentido do Natal


A dramatização a seguir é bem simples, ótima para quem quer apresentar alguma coisa no final do ano e deixou tudo para cima da hora ou para quem trabalha com crianças da Educação Infantil, que tem um tom de voz baixo. As falas são em grupo ou espontâneas, sendo que as últimas não atrapalham o entendimento da história se forem faladas baixo. O importante é que a criança fique à vontade, gostando de participar. Trabalho também com sons variados, baixados na internet.

O verdadeiro sentido do Natal

Narrador - Na época do Natal as lojas vivem cheias, o shopping lotado. Gente andando para lá, para cá. É assim que encontramos várias pessoas na correria pelos melhores presentes.

Entram todas as crianças, se possível pelos dois lados e começam a andar rápido e a falar todas ao mesmo tempo:
- Preciso achar um presente lindo!
- O que eu vou comprar?
- As lojas estão cheias.
- Que confusão!
- Daqui a pouco as lojas fecham.

Narrador - Mas alguma coisa vai acontecer e mudar esse Natal para sempre.

Som de um apito. As crianças congelam.

Narrador - Ganhar e dar presentes é muito bom, mas o Natal não é só isso. Contudo, para as pessoas perceberem, às vezes é preciso uma ajuda extra.

Enquanto fala, o narrador coloca um envelope nas mãos de algumas crianças. (Som de apito - voltam a se mexer. As crianças que estão com o envelope, olham o seu conteúdo)

Crianças da carta - Achei, achei, uma carta do Papai Noel!

Todos - Papai Noel?
Crianças da carta - Ele quer a nossa ajuda.

Narrador - Então, pegando o trenó mágico que o Papai Noel mandou para buscá-los, (todos entram no trenó) eles vão direto para o Polo Norte. No caminho passa um helicóptero tão baixo que quase bate no trenó (som de helicóptero - crianças se abaixam).

O tempo está mudando, parece que vem uma tempestade. Começa a ventar (som de vento - crianças balançam de um lado para o outro). E chega a tempestade. (som de trovões e chuva - eles se assustam e se protegem)

Finalmente a tempestade para e o trenó chega ao Polo Norte. (Descem, olham em volta)

Lá faz muito frio (se abraçam, tremem). O resto do caminho tem que ser feito a pé. Já é quase Natal, é melhor correr. (Correm)

Depois de muito andar, estavam exaustos. (som de coração batendo - crianças ofegantes) Eles avistam um pinheiro de Natal feio, sem enfeites. Será que era para isso que o Papai Noel queria ajuda? Mas já é tarde, todos estão cansados, a viagem foi longa,vamos dormir.

Crianças - Boa noite!
Música Noite feliz. Um de cada vez ou em dupla levantam, colocam um enfeite na árvore e voltam a dormir. Quando a música termina, toca o despertador e as meninas acordam, se espreguiçam, dão bom dia.

Narrador - É hora de acordar. Acho que tem gente que tem o sono muito pesado e precisa de ajuda. (som da alvorada - meninos acordam assustados) O pinheiro está enfeitado, já é Natal, mas acho que não é isso que o Papai Noel queria. Eles têm uma ideia. (crianças cochicham em roda) Acho que descobriram!

Todos - É isso!

Narrador - Descobriram o verdadeiro sentido do Natal.

Música - Então é Natal - Simone As crianças vão para o fundo, colocam o gorro do Papai Noel e ficam uma ao lado da outra. Durante a música, uma de cada vez vai na frente, abre uma caixa de presente, tira um cartaz, volta para o seu lugar, mostrando a palavra para o público. Dependendo do número de crianças pode ser feito em dupla.

Escolhi as seguintes palavras: Amor, União, Esperança, Felicidade, Paz, Solidariedade, Fraternidade.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Legal



Autoria de Alessandra Mourão
Mãe – Chapeuzinho! Chapeuzinho! Onde você está?
Chapeuzinho – Oi, mamãe.
Mãe – Filha, preparei uns doces lights deliciosos para você levar ao asilo Melhor Idade. Aproveite e deixe alguns na sua avó.
Chapeuzinho – Será que ela já chegou da natação, mamãe?
Mãe – Já sim, filha. E não se esqueça de sorrir para as pessoas. Sorrir abre caminhos, deixa o seu dia e o dos outros mais feliz.
Chapeuzinho – Pode deixar, mamãe.Até mais tarde!

Chapeuzinho caminha pelo bosque até que vê o Lobo plantando algumas flores.

Chapeuzinho – Bom dia, Seu Lobo!
Lobo – Bom dia, Chapeuzinho. Realmente está um dia muito agradável.
Chapeuzinho – O que você está fazendo aí?
Lobo – Eu estou aqui ajudando a cuidar do jardim da Dona Maroquinha.
Chapeuzinho – Muito bem, Seu Lobo.
Lobo – É a onda do momento, não sabia?
Chapeuzinho – É mesmo?
Lobo – Sim. O lance agora é ajudar os outros, fazer trabalho voluntário.
Chapeuzinho – E ali embaixo, o que é?
Lobo – Ali é a horta comunitária.
Chapeuzinho – O que é isso?
Lobo – As pessoas que moram aqui perto se reuniram e decidiram plantar alface, tomate, couve, batata e cenoura. Eles consomem nas refeições e ainda conseguem dinheiro vendendo na feira.
Chapeuzinho – Que legal!
Lobo (se gabando) – E adivinha quem ajuda a tomar conta da horta? O papai aqui.
Chapeuzinho – É isso ai Seu Lobo! Sempre podemos fazer algo de bom nessa vida.
Lobo – E você aonde vai com essa cesta?
Chapeuzinho – Vou deixar uns doces no asilo Melhor Idade e esses aqui vou levar para a vovó.
Lobo – Asilo Melhor Idade? Eu fiz um jardim lindo lá.
Chapeuzinho (falando para o público) – Ele agora mexe com a terra. Sabe tudo.
Lobo – Chapeuzinho, vai por esse caminho aqui que chegará mais rápido ao asilo.
Chapeuzinho – Obrigada, Seu Lobo. Tchau!
Lobo – Cuidado com a horta! Não vá pisar em nada.

Ela sai e o lobo pensa:

Lobo – Hum, acho que darei um pulo na casa da vovó. Há muito tempo não vou lá. (Sai)


Vovó está fazendo ginástica quando escuta baterem na porta. Ela abre e se depara com o Lobo.

Lobo – E aí vovó!
Vovó – Fala meu camarada! Entra aí.
Lobo – Quanto tempo! Como vai a vida?
Vovó – Tudo na paz, Seu Lobo.
Lobo – O que são aquelas latas coloridas ali, vovó?
Vovó – É que agora eu reciclo meu lixo. Latinha é num lugar, plástico no outro, papel e vidro.
Lobo – Maneiro, vovó. Assim não precisamos derrubar tantas árvores e nem consumir os bens naturais. Sabe que vou dar essa ideia lá no asilo Melhor Idade!?
Vovó – Assim contribuimos com o meio ambiente.
Lobo – Valeu, vovó! Temos que cuidar do nosso planeta.

Batem na porta e a vovó atende.

Chapeuzinho – Bom dia vovó!
Vovó – Oi minha querida. Que surpresa boa!
Chapeuzinho – Seu Lobo, o senhor por aqui?
Lobo – Vim trocar umas ideias com a minha irmãzinha aqui.
Chapeuzinho – Vovó, trouxe uns doces deliciosos que a mamãe preparou.
Vovó – Querida, estou de regime.
Chapeuzinho – São lights, vovó. Pode comer.
Lobo – Vovó cuidando da saúde, tá certa.
Chapeuzinho – Que barulho é esse lá fora?
Lobo – É o meu camarada Zé, o guarda florestal.
Vovó – Vamos convidá-lo para entrar.
Lobo – Chama lá, vovó.
Guarda - Bom dia!
Todos – Bom dia!
Chapeuzinho – Seu Zé, o que faz um guarda florestal?
Guarda – Eu sou G.N.
Chapeuzinho – O que é isso?
Guarda – G.N. significa Guardião da Natureza. Eu ajudo a preservar o bosque. Limpo a sujeira do riacho, não deixo os visitantes darem qualquer tipo de comida aos animais, coloquei placas informando sobre as espécies de plantas.
Lobo – É isso ai, Zé.
Guarda – Nosso planeta, mais do que nunca, precisa de ajuda.
Chapeuzinho – Eu queria ver como ficou o bosque com essas mudanças.
Vovó – Que tal se levarmos os docinhos e fazer um piquenique lá?
Todos – Boa ideia!
Guarda – Não esqueçam os sacos plásticos para colocar o lixo.
Chapeuzinho – Hoje aprendi que as pessoas sempre podem mudar para melhor e com isso fazer a diferença.
Vovó – Vamos pessoal!