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domingo, 28 de agosto de 2022

Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Legal

Personagens: Mãe da Chapeuzinho, Chapeuzinho Vermelho, Lobo Legal, Vovó, Guarda Zé

Adaptação da história Chapeuzinho Vermelho

Adaptada por: Alessandra Mourão

Mãe – Chapeuzinho! Chapeuzinho! Onde você está?

Chapeuzinho – Oi, mamãe.

Mãe – Filha, preparei uns doces diets deliciosos para você levar ao asilo Melhor Idade. Aproveite e deixe alguns na sua avó.

Chapeuzinho – Será que ela já chegou da natação, mamãe?

Mãe – Já sim, filha. E não se esqueça de sorrir para as pessoas. Sorrir abre caminhos, deixa o seu dia e o dos outros mais feliz.

Chapeuzinho – Pode deixar, mamãe. Até mais tarde!

Chapeuzinho caminha pelo bosque até que vê o Lobo plantando flores.

Chapeuzinho – Bom dia, Seu Lobo!

Lobo – Bom dia, Chapeuzinho! Realmente está um dia muito agradável.

Chapeuzinho – O que você está fazendo?

Lobo – Eu estou ajudando a cuidar do jardim da Dona Maroquinhas.

Chapeuzinho – Muito bem, Seu Lobo!

Lobo – O lance agora é ajudar os outros, fazer trabalho voluntário.

Chapeuzinho – Show! E ali embaixo, o que é?

Lobo – Ali, é a horta comunitária.

Chapeuzinho – O que é isso?

Lobo – As pessoas que moram aqui perto se reuniram e decidiram plantar alface, tomate, couve, batata e cenoura. Eles usam nas refeições e ainda sobra para vender na feira.

Chapeuzinho – Que legal!

Lobo (se gabando) – E adivinha quem ajuda a tomar conta da horta? O papai aqui.

Chapeuzinho – É isso ai Seu Lobo! Sempre podemos fazer algo de bom nessa vida.

Lobo – E você? Aonde vai com essa cesta?

Chapeuzinho – Vou deixar uns doces no asilo Melhor Idade e esses aqui, vou levar para a vovó.

Lobo – Asilo Melhor Idade? Eu fiz um jardim lindo lá.

Chapeuzinho (falando para o público) – Ele agora mexe com a terra. Sabe tudo!

Lobo – Chapeuzinho, vá por esse caminho aqui que você chegará mais rápido ao asilo.

Chapeuzinho – Obrigada, Seu Lobo. Tchau!

Lobo – Cuidado com a horta! Não vá pisar em nada.

Ela sai e o lobo pensa:

Lobo – Hum, acho que darei um pulo na casa da vovó. Há muito tempo não vou lá. (Sai)

Casa da vovó

Vovó está fazendo ginástica quando escuta batidas na porta. Ela abre e se depara com o Lobo.

Lobo – E aí, vovó!

Vovó – Fala meu camarada! Entra aí.

Lobo – Quanto tempo! Como vai a vida?

Vovó – Tudo na paz, Seu Lobo.

Lobo – O que são aquelas latas coloridas ali, vovó?

Vovó – É que agora eu reciclo meu lixo. Alumínio é num lugar, plástico no outro, papel e vidro.

Lobo – Maneiro, vovó. Assim não precisamos derrubar tanta árvore e consumir os bens naturais. Sabe que vou dar essa ideia lá no asilo Melhor Idade!?

Vovó – Assim estamos contribuindo com o meio ambiente.

Lobo – Valeu, vovó! Temos que cuidar do nosso planeta.

Batem na porta e a vovó atende.

Chapeuzinho – Bom dia vovó!

Vovó – Oi minha querida. Que surpresa boa!

Chapeuzinho – Seu Lobo, o senhor por aqui?

Lobo – Vim trocar uma ideia com a minha irmãzinha aqui.

Chapeuzinho – Vovó, trouxe uns doces deliciosos que a mamãe preparou.

Vovó – Querida, sua mãe sabe que estou de regime.

Chapeuzinho – São diets, vovó. Pode comer.

Lobo – Vovó cuidando da saúde, tá certa.

Chapeuzinho – Que barulho é esse lá fora?

Lobo – É o meu camarada Zé, o guarda florestal.

Vovó – Vamos convidá-lo para entrar. (grita) Zé!

Guarda - Bom dia!

Todos – Bom dia!

Chapeuzinho – Seu Zé, o que faz um guarda florestal?

Guarda – Eu sou G.N.

Chapeuzinho – O que é isso?

Guarda – G.N. significa Guardião da Natureza. Eu ajudo a preservar o bosque. Limpo a sujeira do riacho, não deixo os visitantes darem qualquer tipo de comida aos animais, coloquei placas informando sobre as espécies de plantas.

Lobo – É isso ai, Zé!

Guarda – Nosso planeta, mais do que nunca, precisa de ajuda.

Vovó – Que tal levarmos os docinhos e fazermos um piquenique lá no bosque?

Todos – Boa ideia!

Guarda – Não esqueçam os sacos plásticos para colocar o lixo.

Chapeuzinho (para o público) – Hoje aprendi que as pessoas sempre podem mudar para melhor e com isso fazer a diferença.

Vovó – Vamos pessoal!

Todos – Vamos! (para o público)Tchau!

Adaptação da história Chapeuzinho Vermelho feita por Alessandra Mourão

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Um pedido de socorro para o bosque

Personagens: Marina, Mãe, Joaninha, Sapo, Periquito, Lobo, Bicho1, Bicho2, Bicho3, Rosa
Autoria de Alessandra Mourão
Marina entra feliz, observando o lindo dia que está fazendo.
Marina – De repente me deu uma vontade de dar uma volta no bosque. Vou pedir para a mamãe. Mamãe! Mamãe!
Mãe – O que foi minha filha?
Marina – Mãe, vamos passear lá no bosque?
Mãe – Eu acho que não é uma boa ideia. Ontem eu passei por lá e estava tudo feio, as flores mortas, o rio sujo.
Marina – Mas logo agora que vai começar a Primavera!?
Mãe – É uma pena, mas as pessoas não estão respeitando a Natureza.
Marina – Eu queria tanto que as flores ficassem bonitas de novo. Como eu faço, mamãe?
Mãe – Minha filha, agora eu tenho que limpar a casa, não posso conversar. Por que você não procura a Linda Rosa Juvenil? Ela é muito bondosa e pode lhe explicar tudo.
Mãe sai de cena.
Marina – Isso mesmo! Eu vou procurar a Linda Rosa Juvenil, ela deve saber o que fazer para deixar o bosque florido de novo! Mas onde será que ela mora? Vou procurar!
Ela chega ao bosque, onde as plantas estão secas, mortas e começa a caminhar cantando: “Alecrim Dourado”. Entra a joaninha.
Marina – Quem é você?
Joaninha – Eu sou a Joaninha. Você não me conhece?
Marina – Eu estou muito triste Dona Joaninha. A Primavera vai chegar e as flores estão todas murchas.
Joaninha – É, você tem razão. Não tem mais nenhuma flor para eu ficar deitadinha.
Marina – Flores são tão bonitas, enfeitam, deixam o mundo mais belo!
Joaninha – Eu acho que assim o nosso bosque vai acabar.
(Joaninha abaixa a cabeça e começa a chorar).
Marina – Eu não vou deixar que isso aconteça! Vou procurar a Linda Rosa Juvenil e ela vai me ajudar.
Joaninha – Boa sorte pra você, então. Agora eu preciso ir.
Ela sai e a Marina continua o seu caminho cantando. Entra o sapo. Toca a música “Sapo Cururu”.
Marina – Oi Sapo Cururu!
Sapo – Oi, onde você vai?
Marina – Vou na casa da Linda Rosa Juvenil. Você sabe onde ela mora?
Sapo – Dizem que é lá no final do bosque...
Marina – Quer ir comigo sapinho?
Sapo – Eu não posso, tenho que limpar o rio que está todo sujo. Veja o que encontrei!
(Pega um saco cheio de lixo e derruba no chão).
Marina – Que sujeira! Quem fez isso?
Sapo – Foram as pessoas que vieram acampar aqui no fim de semana. Eu nem posso tomar mais o meu banho!
Marina – As pessoas estão acabando com o bosque! Destruindo a natureza.
Sapo – É verdade! Assim os bichos também vão morrer.
Marina – Eu não vou deixar isso acontecer!
Sapo – Obrigado, toda ajuda é bem vinda. Adeus!
Marina – Adeus Sapo Cururu!
Marina continua o seu caminho e encontra o periquito. Toca a música “Periquito Maracanã”. Após a música, ele foge assustado e a menina vai atrás dele.
Periquito – Socorro! Socorro!
Marina – O que foi?
Periquito – Socorro! Socorro!
Até que ele para, ofegante.
Marina – O que houve Periquito?
Periquito – Estão destruindo as árvores, eu não vou ter mais casa!
Marina – Quem está fazendo isso?
Periquito – O homem, o homem.
Marina – O homem não sabe que a mão que destroi, também serve pra plantar?
Periquito – Se cada árvore que ele derrubasse, plantasse duas, as florestas não estariam acabando e eu tinha a minha casa.
Marina – Você sabia que existe o dia da árvore? É no dia 21 de setembro.
Periquito – É mesmo, vamos convidar nossos amigos para cantar “Parabéns” para todas as árvores?
Marina - Crianças, vamos cantar parabéns para as árvores!?
Todos cantam “Parabéns pra você”, em seguida o periquito se despede e sai. Marina continua seu caminho e encontra um lobo muito astuto. Enquanto ele conversa, cheira a Marina, a rodeia, cheio de más intenções.
Lobo – O que você faz por aqui, linda criança?
Marina – Eu, eu, eu estou procurando a Linda Rosa Juvenil. Você sabe onde ela mora?
Lobo – Talvez sim, talvez não.
Marina – E você pode me ajudar a chegar até lá?
Lobo – Talvez sim, talvez não.
Marina – É que a Primavera vai chegar e as flores estão muito murchas, sem vida.
Lobo – Eu adoro pisar nas flores, destruir tudo!
Marina – Mas você não pode fazer isso! Não pode destruir a natureza!
Lobo – É o que eu mais gosto de fazer. Eu pisei em todas as flores que estavam no canteiro, quase que eu piso na Dona Joaninha também. Eu joguei latas de refrigerante lá no rio e o sapo ficou preso dentro de uma delas. Ahahahaha! Eu mostrei para os lenhadores onde era a árvore que o Periquito Maracanã morava e ele a colocou abaixo! Madeeeiiiraaa!
Marina – Mas você é muito malvado! A natureza é uma coisa maravilhosa! As árvores nos dão flores, frutas, sombra e o ar que respiramos.
Lobo – O ar que respiramos?
Marina – Sim, esse ar puro que nós respiramos, vem das árvores.
Lobo – Eu não sabia.
Marina - E você sente sede, Lobo?
Lobo – Claro que sim! Eu bebo água lá do rio, é geladinha!
Marina – Se você jogar sujeira lá, não vai ter mais água limpa para beber.
Lobo – Eu não havia pensado nisso.
Marina – Você também é da Natureza Seu Lobo.
Lobo – Eu?
Marina – Sim, todos os animais. E se destruirmos as florestas, as plantas e as árvores, os animais vão morrer.
Lobo – Você tem certeza disso?
Marina – Claro! Vou chamar alguns animais para te provar como é verdade. Amigos animais! Amigos Animais!
Aparecem diversos animais de fantoches.
Marina – Amigos, contem para o Lobo como é verdade que tem uns bichos que já não existem mais.
Bicho 1 – Sim, alguns animais já foram extintos.
Lobo – Extintos? O que é isso?
Bicho 2 – O homem destruiu a natureza e eles não tiveram onde viver.
Bicho 3 – Tem outras espécies que também estão em extinção, só existem poucos deles.
Lobo – Quer dizer que se eu destruir a natureza, não vou ter mais onde morar?
Todos - Sim!
(Fantoches saem)
Lobo – Eu prometo que vou cuidar direitinho da natureza, e para provar isso, vou te ensinar onde mora a Linda Rosa Juvenil.
Marina – Que legal! Onde é?
Lobo – Bem, você vai por esse caminho, dobra a direita e depois a esquerda.
Marina – Obrigado, você me ajudou muito. Tchau!
Lobo – Tchau.
Marina continua o seu caminho e chega perto da casa da Linda Rosa.
Marina – Acho que é aquela casa que ela mora. Estou ouvindo um barulho.
A Linda Rosa está regando as suas plantas. Entram algumas crianças, fazem uma roda, cantando “A linda rosa juvenil”. Após a música, a menina se aproxima para falar com a Rosa.
Marina – Você que é a Linda Rosa Juvenil?
Rosa – Sim, sou eu. O que você deseja?
Marina – Ah, Dona Rosa, eu queria a sua ajuda porque o bosque está muito feio, as flores secas, tudo sujo. A primavera está chegando e eu queria que tudo ficasse florido. O que eu faço?
Rosa – Isso é muito fácil. Tudo depende de nós.
Marina – Como assim?
Rosa – Nós devemos respeitar a natureza, cuidar das plantas, não jogar lixo nos rios, nos jardins, também não podemos maltratar os animais.
Marina – E como eu faço para as flores do bosque renascerem?
Rosa – Escute o seu coração, escute o seu coração!
Marina – Obrigado, adeus linda rosa.
Rosa – Adeus!
Marina sai pensativa e repetindo “escute o seu coração”. De repente tem um estalo. Marina – Já sei! O meu coração diz que eu posso fazer muito. Nós somos responsáveis pela natureza! Vou cuidar das plantas com carinho, regar, dá amor. É isso!
Ela cuida das plantas, rega, e elas começam a se transformar em flores lindas.
Marina – Todos nós podemos fazer a nossa parte. A natureza precisa de ajuda. Até que enfim vamos poder comemorar a chegada da Primavera com tudo florido!
Entram todos os personagens e cantam alegres a música final com o tema “Primavera”.

domingo, 9 de junho de 2013

Dramatização para a Festa Junina

Óia a onça
Narrador - Eu vô contá procês um causo que aconteceu lá na minha terra. Toinho era um menino que adorava contá mentira. Toda vez que tinha oportunidade ele gostava de pregá peças nos outros.
Toinho - (Para uma moça que colocava roupa no varal) Moça! Moça! Tá vindo uma tempestade arretada. Já tá tudo escuro pras bandas de lá.
Moça - (Tira a roupa rapidamente) Vixe, minha nossa senhora! Agradecida menino.
(Toinho vai embora rindo e encontra algumas crianças brincando de roda - podem cantar uma ou duas cantigas de roda, enquanto são observadas pelo menino.)
Toinho – Gente, cuidado, tá vindo um monte de abeia nessa direção. (Crianças correm e se escondem, Toinho sai rindo)
Criança 1 – Ué, cadê as abeia?
Criança 2 – Num tem nadica de nada.
Criança 3 – O Toinho tá mangando de nóis.
Criança 1 – Que coisa feia!
Criança 2 – Ele inda vai se dá mal.
Narrador – Mas Toinho só queria se diverti. E como ele se divertia pregando peças nos outros! Um dia teve um grande piquenique perto do rio. Todos foram brincá e aproveitá o dia.
Toinho – Vou pregá uma peça daquelas nesse mundaréu de gente.
Narrador – Enquanto todos aproveitavam o dia, Toinho nadou bem pro meio do lago.
Toinho – Socorro! Tô me arfogando. Acudam eu, acudam eu!
Mãe – Ai, meu fio tá se arfogando. Acudam!
(Várias pessoas correm e tiram Toinho do lago. Ele começa a rir e vai embora.)
Mãe – Esse menino num tem jeito! Que vergonha!
Pessoa 1 – Era tudinho mentira. Agora nóis tá moiado.
Pessoa 2 – Êta moleque arretado.
Narrador – Um dia, brincando no quintar de casa, Toinho leva um baita susto.
(Toinho brincando dá de cara com uma onça e fica muito assustado)
Toinho – Ai, Padim Ciço, é uma onça! Mainha, socorro é uma onça!
Mãe – (Dentro de casa arrumando a cozinha) Lá vem esse menino com história de novo. (Grita para Toinho) Num tem nada fio, é só sua imaginação!
Toinho – (Corre até onde tá o pai) Painho tem uma onça no quintar.
Pai – Deixa de lorota, menino. Seu pai precisa trabaiá.
Toinho - (Desesperado começa a gritar) Óia a onça! Óia a onça! (As pessoas passam e nem ligam pra ele. E Toinho corre com a onça atrás dele.)
Toinho – Socorro! Socorro!
Narrador – E foi assim que o menino Toinho aprendeu a lição. Desse dia em diante nunca mais contou nenhuma mentira.

domingo, 31 de março de 2013

O presente da mamãe

Autoria: Alessandra Mourão
Criança 1 – O dia da Mães está chegando...
Criança 2 – O que vamos dar de presente para a mamãe?
Criança 3 – Já sei!! Vamos fazer uns doces!! blockquote> Entra um grupo de crianças como doceiros, com colher de pau, avental. Dançam e dramatizam como se estivessem fazendo doces. Uma criança com uma bandeja serve brigadeiros às mães que assistem. Após a música o grupo sai e as crianças continuam conversando.
Criança 2 – A mamãe não vai gostar, ela só vive de regime.
Criança 3 – Vamos dar uma roupa, então.
Criança 1 – Que tal um biquini?
Entra outro grupo com trajes de banho, óculos escuros, bola, canga.
Criança 1 – A mamãe já tem muita roupa!
Criança 3 – É mesmo...
Criança 2 – Vamos fazer uma pintura!
Entra o terceiro grupo caracterizados de pintores, com telas, pincéis, tintas. Podem entrar algumas crianças de gaivota ou distribuir gaivotas e barquinhos de papel para quem assiste.
Criança 3 – A gente já faz desenho e pintura o ano todo!
Criança 2 – A minha mãe diz que quer ser feliz.
Criança 1 – Mas onde mora essa tal felicidade?
As três crianças fazem uma roda e dançam. No meio da música chamam as outras, reunindo todos que já entraram.
Narrador: Todo ano é a mesma coisa: o que vamos dar para a mamãe? Nós pensamos muito e chegamos à conclusão de que o mais importante é ter os filhos sempre por perto.
Mãe que tem a coragem de procurar, ir atrás, mesmo quando assustada. É capaz de recomeçar quantas vezes forem necessárias. Dá o passo exato no momento preciso e prepara os filhos para darem outros passos posteriormente.
Mãe, que tua alegria possa ser a certeza de que deste o melhor, direcionando teu filho no caminho do bem. Os filhos alegres, com saúde, brincalhões, esse é o maior de todos os presentes.
E é por isso que esses filhinhos estão aqui hoje, para poder te homenagear nesse dia tão feliz.
Todos cantam a música final.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

A Páscoa da Paz


O Carnaval passou e agora vem a Páscoa. Deixo para vocês a esquete A Páscoa da Paz, de minha autoria. Como sempre gosto de registrar, a dinâmica é simples, pois é para ser feito por não-atores. Quando apresentamos, foi feito pelas professoras da escola, com participação de uma turma. As meninas foram as crianças da Terra e os meninos os coelhos. No final todas as turmas tiraram fotos com os personagens. Ah, pra não perder o hábito, eu sou o Coelho.

A Páscoa da Paz
*Autoria de Alessandra Mourão

Personagens: Coelho da Páscoa, Flor, Borboleta, Peixe, Leão, Estrela e crianças

Coelho – A Páscoa está chegando, gente. Sabiam que é a minha data preferida? Mas esse ano eu estou triste. Só vejo discussões, desentendimentos, destruição. Isso não combina com a época da Páscoa. Até na terra dos coelhos tem briga. Querem ver? Coelhinhos venham cá!

Entram várias crianças vestidas de coelho e começam a brigar.
- Seu bobo, feio! Não gosto de você. Chato!
- Vou puxar a sua orelha, bobo!

Coelho – (Para a plateia) Viram como está a situação? Que coisa triste. (Para os coelhos) Parem! Parem com isso! Vão fazer os ovos da Páscoa. (Coelhinhos saem) A quem eu posso pedir ajuda para encontrar a paz? Hum, deixa eu pensar. Já sei! Vou pedir ajuda a todas as crianças do planeta Terra. (Chamando) Crianças, me ajudem! Por favor!

Entram várias crianças, cada uma com uma bandeira de um país.
Música – Crianças da Terra.
Coelho – Sei que cada um de vocês vai fazer o melhor para tentar encontrar a paz. Nunca deixem de buscá-la. Tchau, crianças! (Crianças saem) Agora fiquei mais animado. Também vou procurar a paz. (Procura por todo o palco)
Entra a Flor.
Flor – Olá Coelho da Páscoa. Tudo bem?
Coelho – Oi, como vai?
Flor – Vou bem e você? Muito animado para o domingo de Páscoa?
Coelho – Mais ou menos. Tem muita confusão pelo mundo e eu queria um domingo mais tranquilo. Estou procurando a paz. Você sabe onde ela está?
Flor – Claro que eu sei.
Coelho – Que ótimo! Onde?
Flor – A paz está no jardim, no meio dos cravos, rosas, violetas, margaridas.
Coelho – No jardim?
Flor – Com certeza, pode ir lá.
Coelho – Vou dar uma passadinha por lá. Obrigado Florzinha.
Flor – De nada. (Sai)
Coelho – Não custa nada ir até o jardim. O caminho é por aqui. (Coelho anda enquanto canta: “De olhos vermelhos, de pelo branquinho...”)

Entra a borboleta voando.
Borboleta – Oi Coelho! Que bom te ver!
Coelho – Oi, Borboleta.
Borboleta – Aonde você vai?
Coelho – Até o jardim. Vou procura a paz.
Borboleta – Mas ela não está lá.
Coelho – Não?
Borboleta – Nananinanão!
Coelho – E onde fica a paz, então?
Borboleta – Ela fica no céu, lá no meio das nuvens.
Coelho – (Olhando pra cima) No céu? Tem certeza?
Borboleta – Tenho, bem lá no alto. Está vendo?
Coelho – Não!
Borboleta – Tem que ir mais perto, daqui não dá pra ver direito. Agora não posso te mostrar, estou muito atrasada para a reunião das borboletas. Tchau Coelho. (Sai)
Coelho – Espere! Como vou achar a paz lá no céu? Coelho não voa! E o que ela foi fazer lá em cima? Sabe da maior? Vou continuar procurando por aqui mesmo, vou seguir o curso do rio. (Andando)

Peixe – Oi! Acho que eu te conheço, você não é o... o...
Coelho – Coelho da Páscoa.
Peixe – Isso mesmo! Sabia que as suas orelhas eram familiar. E como vão os preparativos para a Páscoa?
Coelho – Ah, na terra dos coelhos está a maior confusão. Eles brigam mais do que trabalham, não sei se teremos ovos suficientes esse ano. Corre até o risco de ter criança sem ovo.
Peixe – Criança sem ovo? Isso nunca aconteceu desde que eu me entendo por gente, ops peixe.
Coelho – Talvez esse seja o primeiro ano. A não ser que eu encontre a paz.
Peixe – Paz? Por que não falou logo?
Coelho – Vai dizer que você sabe onde ela está?
Peixe – Claro que eu sei.
Coelho – Então fala logo.
Peixe – A paz vive no fundo do rio.
Coelho – No fundo do rio?
Peixe – Isso aí, e de rio eu entendo. Lá é silencioso, tranquilo, uma maravilha. Aparece lá! Agora preciso ir, não posso ficar muito tempo na superfície. (Sai)

Coelho – Ai, ai, ai, cada um fala uma coisa e além do mais coelho não nada. Onde será que a paz se enfiou? Noutro dia mesmo ela vivia por aqui. (Para a plateia) A paz está por aí? E aí? Vocês viram a paz? Preciso encontrá-la e rápido!
(Entra o Leão)
Leão – Falando sozinho Coelho?
Coelho – Estou tentando achar a paz.
Leão – Ela está na floresta, não sabia?
Coelho – Na floresta?
Leão – Lá é um sossego no meio das árvores. Não se escuta essa barulheira aqui, não.
Coelho – É verdade. Lá está sempre tranquilo, só tem sons da natureza.
Leão – Aparece lá. Será muito bem-vindo e eu te mostro onde ela fica. (Sai)

Coelho – Hum, estou achando isso meio estranho. Cada um fala uma coisa diferente. Não sei não. Ai que brilho é esse? (Entra a Estrela) Uma estrela.

Estrela – Olá, Coelho. Como vai?
Coelho – Um pouco triste. A Páscoa é no domingo e eu quero que ela seja de paz, mas não consigo encontrá-la. Cada um fala uma coisa diferente. Estou confuso.
Estrela – Não consegue encontrar a paz? É porque não está procurando no lugar certo. Ela sempre esteve no espaço e se espalha por todo o universo.
Coelho – Assim vou acabar virando um coelho astronauta.
Estrela – Não é uma má ideia. Lá em cima é uma paz só. Você vai gostar. Aproveita que eu estou aqui e te dou uma carona. Vem, suba nas minhas costas.
Coelho – Não, prefiro ficar com minhas patinhas em chão firme.
Estrela – Que pena que você não quer vir.
Coelho – Fica para outra vez.
Estrela – Boa Páscoa para todos aqui da Terra. (Sai)
Coelho – (Desanimado) O tempo está passando e eu não acho a paz. Cada um vem com uma história diferente: a flor disse que está no jardim, a borboleta no meio das nuvens, o peixe no fundo do rio, o leão na floresta e a estrela no espaço. E agora? (Senta-se, abaixa a cabeça e começa a chorar) Onde está a paz?
Música – Paz – Clésio Tapety>Durante a música o coelho levanta-se e procura a paz pelo palco. Depois distribui rosas brancas ou pombas da paz feitas de cartolina para as crianças que assistem.
Coelho - Já sei! A paz está em todos os lugares! E é a gente que faz. Ela pode estar aqui, ali, lá longe, no mar, no rio, no céu, na floresta, no jardim, dentro da nossa casa, na nossa escola, no nosso país. O segredo é que ela fica aqui, dentro do nosso coração. E ela aparece quando a gente faz o bem, ajuda as pessoas, é tolerante, respeita as diferenças, desculpa o amigo, faz carinho, dá amor. É isso! Vou chamar todos os meus amigos para contar o que eu descobri. (Sai de cena)

Entram todos os personagens, cantando e dançando.
Música A paz – Roupa Nova>
Boa Páscoa!!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A bruxinha que era boa e o fantasminha Pluft


Fiz uma adaptação, juntando duas peças da grande Maria Clara Machado: A bruxinha que era boa e O fantasminha Pluft. Está bem resumido, pois é para ser feito em escolas e não por atores que já dominam todas as técnicas teatrais. Muitas vezes, o menos é mais.

Em alguns momentos não escrevo diálogos, para que os alunos possam exercer a improvisação e a espontaneidade. O texto pode ser modificado de acordo com a faixa etária do grupo, quanto mais velha a criança, maior pode ser o texto.

Ah, eu sou a Bruxa-Chefe, à esquerda da foto, de nariz postiço.


A Bruxinha que era boa e o Fantasminha Pluft

Personagens: Bruxa-Chefe, Caolha, Fredegunda, Fedelha, Fedorosa, Ângela, Pluft, Mãe do Pluft, Maribel, Perna de Pau.

CENA 1
As bruxas voam em suas vassouras, em fila, ao apito da instrutora, viram-se e começam a seguir para o outro lado, ao apito, voltam-se novamente. Até que a Bruxa-Chefe diz:

Bruxa-Chefe - Aos seus lugares! (Elas posicionam-se uma ao lado da outra.) Bruxinha Ângela, você é um fracasso! Não tem jeito! Não sabe nem voar direito. Vamos praticar agora gargalhadas de bruxa.

(A instrutora apita e todas gargalham, menos Ângela, que sorri.)
Bruxa-Chefe - Uma de cada vez agora. (Gargalhadas.) Bruxinha Ângela, você está muito mal, deste jeito irá para a Torre de Piche. Você quer ir para lá?
Ângela - Não! Claro que não!
Bruxa-Chefe - Então trate de aprender bruxarias direitinho.
Ângela – É que eu não gosto muito de fazer bruxarias.
Bruxa-Chefe - Que vergonha! O que você gosta de fazer, afinal?
Ângela - Eu gosto de passear de vassoura!
(Dá voltas na sua vassoura elegantemente.)

Bruxa-Chefe - Isso são maneiras de se comportar numa vassoura? Bruxa Caolha mostre como se faz.
(Caolha dá uma volta, gargalhando bem alto.)

Bruxa-Chefe - Viu como é!? Acho bom você treinar porque amanhã será o grande concurso de bruxas, a vencedora ganhará uma vassoura a jato.
(Todas vibram.)
Bruxa-Chefe - Agora eu quero que vocês treinem suas feitiçarias por aí. Até amanhã no concurso.
(Elas saem rindo e em seguida sai a Bruxa-Chefe.)

CENA 2
Pluft, pensativo, olha pela janela de sua casa e comenta com sua mãe, que trabalha nas tarefas domésticas.

Pluft – Mãe, gente existe?
Mãe - Claro, meu filho. Que pergunta!
Pluft - Ah! Eu tenho tanto medo de gente...
Mãe - Bobagem, Pluft.
Pluft - Ontem eu vi gente. Eles eram 3 e passavam lá embaixo. Eu fiquei com medo, mamãe.
Mãe - Deixa de ser bobo! Gente é que tem que ter medo de fantasma! Onde já se viu uma coisa dessas!
Pluft - Vem alguém ai. Vamos nos esconder.
(Eles se escondem e entra Perna de pau com Maribel.)

Perna de pau - Hum, acho que foi aqui mesmo que o Capitão Bonança escondeu o tesouro. Agora que seu avô morreu, eu vou encontrar esse baú. Venha, menina Maribel, entre. Vou buscar uma lanterna e já volto. (Sai de cena.)
Maribel - Socorro! Socorro! E agora? Quem vai me salvar?

Pluft, que olhava tudo de longe, se aproxima, a menina o vê e desmaia. Ele a observa e cada vez que ela se mexe, leva um susto e se afasta. Ela acorda e os dois se olham assustados e se apresentam.

Pluft - Quem é você? Você é gente?
Maribel - Sou a Maribel. Sim, sou gente e você é fantasma?
Pluft - Sou, meu nome é Pluft. Engraçado, de você eu não tenho medo.
Maribel - Nem eu de você.
Pluft – O que faz aqui?
Ela conta tudo o que está acontecendo para ele. Eles escutam Perna de Pau voltando. Pluft se esconde.
Perna de Pau - Voltei, não achei nenhuma lanterna, mas achei essa vela.
Ele acende a vela e Pluft apaga, ele reclama, diz que é o vento e a situação repete várias vezes.

Perna de Pau - Eu hein, acho que essa casa é mal assombrada. Não quero mais saber do tesouro. Vou embora daqui. (Foge assustado.)

Maribel – (Para Pluft) Eu preciso achar os marinheiros do barco do meu avô, o Capitão Bonança. Eles podem me ajudar a encontrar o tesouro.
Pluft - Ontem eu vi 3 pessoas passando por aqui, tinham roupas de marinheiro, devem ser eles, aqui não vem ninguém, nunca.
Maribel - Então eu vou procurar. Você me ajuda?
Pluft - Ajudo.
(Os dois saem de cena.)

CENA 3
Entram as bruxas voando e se posicionam uma ao lado da outra.

Bruxa-Chefe - Chegou o grande dia do concurso de bruxarias. A vencedora ganhará uma vassoura a jato.
(Todas vibram.)
Bruxa-Chefe - Vamos começar. Primeiro você, Fredegunda. Qual é o ingrediente mais importante do feitiço para fazer dormir?
Fredegunda – Asas de morcego!
Bruxa-Chefe - Isso! Que maravilha! Agora a Bruxa Caolha. Para que serve rabo de lagartixa e bigode de rato?
Caolha – Para fazer fumaça, muita fumaça.
Bruxa-Chefe - Ótimo! Vocês andaram estudando direitinho. Agora é a vez da Fedelha. O que não pode faltar na composição do pó mágico?
Fedelha – Ah, essa é fácil! Pimenta ardida.
Bruxa-Chefe – Brilhante! Todas estão indo bem. Fedorosa é a sua vez. Qual é o feitiço que faz nascer uma enorme verruga?
Fedorosa – Deixa eu ver, deixa eu ver... É... só mais um pouco... Feitiço de lacraia do mato.
Bruxa-Chefe - Magnífico. Vocês são ótimas! Agora a Bruxinha Ângela.
Bruxa-Chefe - Qual é o ingrediente, que se misturado a outros dois, faz uma explosão?
Ângela – Água de rosas.
Bruxa-Chefe - Não é nada disso! Ai, ai Bruxinha Ângela... Você é muito boazinha. Não tem jeito! Não aprende mesmo! Acho que vai ficar uns dias na Torre de Piche para ver se aprende a ser malvada.

Ela chora e é levada à força para a torre. Todas as Bruxas saem.

CENA 4
Pluft entra, perdido, chamando por Maribel, quando escuta o choro da Bruxinha.

Pluft - Quem está chorando?
Ângela - Sou eu! Aqui na torre.
Pluft - Uma bruxinha... Por que você está presa ai?
Ela explica toda a história e ele explica a sua.

Pluft - Eu vou te tirar daí, Bruxinha.
Ângela - Não! As bruxas vão voltar e me prender de novo!
Pluft - O que vamos fazer?
Ângela - Você me ajuda a dar um jeito nas bruxas e eu te ajudo a encontrar a Maribel.
Pluft - Combinado.
Ângela - Você precisa encontrar uma flauta e tocar. As bruxas ficam paralisadas com música de flauta.
Pluft – Vou procurar uma. Já volto.
(Ele sai e volta com uma flauta.)
Pluft - Pronto.
Ângela - Estou ouvindo gargalhadas! São elas! Vamos nos esconder.

Entram as bruxas voando em suas vassouras e gargalhando. Pluft começa a tocar a flauta e elas vão andando devagar, mais devagar, até virarem estátuas. Pluft solta a Bruxinha Ângela, eles pegam cada um uma vassoura e voam ao redor das bruxas paralisadas.
Entra Maribel trazendo o tesouro do Capitão Bonança. Eles comemoram, colocam as bruxas trancadas na Torre de Pixe e dão as mãos, felizes.

Adaptação – Alessandra Mourão

domingo, 27 de novembro de 2011

O verdadeiro sentido do Natal


A dramatização a seguir é bem simples, ótima para quem quer apresentar alguma coisa no final do ano e deixou tudo para cima da hora ou para quem trabalha com crianças da Educação Infantil, que tem um tom de voz baixo. As falas são em grupo ou espontâneas, sendo que as últimas não atrapalham o entendimento da história se forem faladas baixo. O importante é que a criança fique à vontade, gostando de participar. Trabalho também com sons variados, baixados na internet.

O verdadeiro sentido do Natal

Narrador - Na época do Natal as lojas vivem cheias, o shopping lotado. Gente andando para lá, para cá. É assim que encontramos várias pessoas na correria pelos melhores presentes.

Entram todas as crianças, se possível pelos dois lados e começam a andar rápido e a falar todas ao mesmo tempo:
- Preciso achar um presente lindo!
- O que eu vou comprar?
- As lojas estão cheias.
- Que confusão!
- Daqui a pouco as lojas fecham.

Narrador - Mas alguma coisa vai acontecer e mudar esse Natal para sempre.

Som de um apito. As crianças congelam.

Narrador - Ganhar e dar presentes é muito bom, mas o Natal não é só isso. Contudo, para as pessoas perceberem, às vezes é preciso uma ajuda extra.

Enquanto fala, o narrador coloca um envelope nas mãos de algumas crianças. (Som de apito - voltam a se mexer. As crianças que estão com o envelope, olham o seu conteúdo)

Crianças da carta - Achei, achei, uma carta do Papai Noel!

Todos - Papai Noel?
Crianças da carta - Ele quer a nossa ajuda.

Narrador - Então, pegando o trenó mágico que o Papai Noel mandou para buscá-los, (todos entram no trenó) eles vão direto para o Polo Norte. No caminho passa um helicóptero tão baixo que quase bate no trenó (som de helicóptero - crianças se abaixam).

O tempo está mudando, parece que vem uma tempestade. Começa a ventar (som de vento - crianças balançam de um lado para o outro). E chega a tempestade. (som de trovões e chuva - eles se assustam e se protegem)

Finalmente a tempestade para e o trenó chega ao Polo Norte. (Descem, olham em volta)

Lá faz muito frio (se abraçam, tremem). O resto do caminho tem que ser feito a pé. Já é quase Natal, é melhor correr. (Correm)

Depois de muito andar, estavam exaustos. (som de coração batendo - crianças ofegantes) Eles avistam um pinheiro de Natal feio, sem enfeites. Será que era para isso que o Papai Noel queria ajuda? Mas já é tarde, todos estão cansados, a viagem foi longa,vamos dormir.

Crianças - Boa noite!
Música Noite feliz. Um de cada vez ou em dupla levantam, colocam um enfeite na árvore e voltam a dormir. Quando a música termina, toca o despertador e as meninas acordam, se espreguiçam, dão bom dia.

Narrador - É hora de acordar. Acho que tem gente que tem o sono muito pesado e precisa de ajuda. (som da alvorada - meninos acordam assustados) O pinheiro está enfeitado, já é Natal, mas acho que não é isso que o Papai Noel queria. Eles têm uma ideia. (crianças cochicham em roda) Acho que descobriram!

Todos - É isso!

Narrador - Descobriram o verdadeiro sentido do Natal.

Música - Então é Natal - Simone As crianças vão para o fundo, colocam o gorro do Papai Noel e ficam uma ao lado da outra. Durante a música, uma de cada vez vai na frente, abre uma caixa de presente, tira um cartaz, volta para o seu lugar, mostrando a palavra para o público. Dependendo do número de crianças pode ser feito em dupla.

Escolhi as seguintes palavras: Amor, União, Esperança, Felicidade, Paz, Solidariedade, Fraternidade.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O Circo Mágico



O Circo Mágico

*Autoria de Alessandra Mourão

Personagens:
Palhaço, Mariazinha, Leão, Elefante, Pulga, Macaco

O Palhaço Pipoca está sentado no chão, triste, chorando, quando entra a Mariazinha.
Mariazinha – Oi, qual é o seu nome?
Palhaço – (Levantando-se) Pipoca e o seu?
Mariazinha – Mariazinha. Por que você está chorando?
Palhaço – O circo está muito chato sem animais. Eu gostava como era antigamente, o leão, o macaco, o tigre, o elefante, todos alegrando a criançada, mas agora é proibido.
Mariazinha – Eu conheço um circo que só tem animais e são eles quem mandam.
Palhaço – Você está de brincadeira. Todos os circos têm as pessoas que trabalham lá, o dono do circo, o pessoal da limpeza, o vendedor de ingressos.
Mariazinha – Mas esse é diferente, é um circo mágico.
Palhaço – Circo mágico? Isso não existe.
Mariazinha – Claro que existe. Os animais é que escolhem o que querem fazer. Eles são os donos. E tem mais uma coisa.
Palhaço – O que?
Mariazinha – (Olha para os lados para ter certeza que ninguém os escuta) Os animais falam.
Palhaço – Há há há. Isso é uma piada, não é menina?
Mariazinha – É verdade.
Palhaço – No seu sonho, não é? E onde fica esse circo mágico?
Mariazinha – Aqui mesmo. (Sai correndo)
Palhaço – Espere! Eu hein! Trabalhei toda a minha vida no circo e nunca ouvi falar de circo mágico. É cada uma que me acontece. (Se assusta com o leão)
Música
Leão – Ei, palhacinho! Venha cá, vamos conversar.
Palhaço – Não! Tenho medo.
Leão – Ora, ora, não faço mal a ninguém. Sou adestrado.
Palhaço – Adestrado?
Leão – Faço truques, sabe?
Palhaço – Que legal! Me ensina?
Leão – Claro! Amanhã estou de folga, apareça aqui no circo.
Palhaço – Tá bom, vou vir mesmo.
Leão – Vem sim, vou te ensinar uns truques maneiros. Agora tenho que treinar. Até amanhã.
Palhaço – Gente, vou aprender alguns truques com o leão. Que maravilha! Mas o que é aquilo que vem ali? Um elefante!
Música
Palhaço – Oi, seu elefante
Elefante – Oi. Qual é o seu nome?
Palhaço – Palhaço Pipoca.
Elefante – Você veio de outro circo?
Palhaço – Sim, de um circo longe daqui, mas eu estou muito chateado.
Elefante – Chateado, porque? Palhaços deviam estar sempre alegres.
Palhaço – É que agora o circo não pode ter mais animais e eu estou achando tudo isso muito chato. Sinto falta dos bichos.
Elefante – Pois o nosso circo é só com animais, não tem nenhum humano.
Palhaço – Eu devo estar sonhando, ainda não estou acreditando.
Elefante – Pois é verdade. Tudo é possível quando a gente quer muito.
Palhaço – Estou achando demais!
Elefante – Hum, está me dando uma fome. Acho que vou fazer uma boquinha.
Palhaço – Tchau, elefante. Adorei te conhecer. Nossa, fiquei mais animado, tem tanta coisa diferente nesse circo. Estou cansado, vou descansar um pouco aqui. (Deita e dorme.)
Música
(Enquanto ele dorme, entra a pulga que fica mexendo no palhaço. Ele se coça enquanto dorme.)

Palhaço – (Acordando) Que coceira. Até parece que estou com... (avista a pulga) pulga!!!
Pulga – Calma, deixa eu te fazer coçar.
Palhaço – Sai pra lá! Eu tomo banho.
Pulga – Só um pouquinho, vai. Uma coceirinha na perna.
Palhaço – Que circo mais sujo. Está cheio de pulgas. Ninguém limpa isso aqui não?
Pulga – Há, há, há, há! Eu trabalho aqui, seu bobinho.
Palhaço – Uma pulga trabalhando no circo? Ah, conta outra!
Pulga – Você nunca ouviu falar de circo de pulgas?
Palhaço – Não!
Pulga – Pois as pulgas são pequeninas, mas também fazem o seu show.
Palhaço – É, tamanho nunca foi documento.
Pulga – Olha, olha!
Palhaço – O que?
Pulga – Olha, olha!
Palhaço – O que?
Pulga - Aquilo passando ali não é um cachorro? Tenho que ir. (Sai correndo)
Palhaço – Espere! Espere! Me conta mais sobre esse circo de pulgas. Ah, ela já foi, que pena.

(Falando para a plateia) Gente, a Mariazinha tinha razão, esse circo é bem legal. (Entra o macaco, o cutuca e se esconde. Ele olha e não vê nada, continua falando sobre as belezas do circo e o macaco repete o gesto, até que o palhaço o vê)

Palhaço – Ah, eu já te vi macaquinho.
Música
Palhaço – Sabe, macaco, eu estava cansado do circo, achava chato. Agora que conheci o circo mágico, achei fascinante.
Macaco – O circo é o espetáculo mais bonito do planeta. E vem alegrando crianças há muito tempo.
Palhaço – É verdade.
Macaco – E como não pode ter animais no circo, nós criamos o nosso. O circo mágico.
Palhaço – Bem, eu conheci o leão, o elefante, a pulga e agora, você macaquinho. Será que eu posso ficar junto com vocês?
Macaco – Acho que não tem problema, você parece ser bem legal e respeita os animais. Então vou chamar os meus amigos, porque agora o artista é VOCÊ!

Entram todos os personagens e toca a música final - O circo da alegria href="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi5dis41HItDWlU1OEJwkIJhc1-GMbnIM8I7dz1fiqSBlThZlqtwh1f1ycBmYwSDA2yFsQwnt-cIJRKEraAAs2nPJ0BRRPKvW_hMFnf0juMJmGOQBcp_V4W6BKhQOzpEqgzMAf3B0I3YSc/s1600/2010+%252837%2529.JPG">
E viva o circo!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Sonho de uma noite de verão - Adaptação

Personagens:
Teseu – presidente da rede de hotelaria Olimpus
Hipólita – noiva de Teseu
Demétrio – gerente do Hotel Fazenda Monte Olimpo, apaixonado por Hérmia
Lisandro – gerente do hotel concorrente
Hérmia – apaixonada por Lisandro
Helena – amiga de Hérmia, apaixonada por Demétrio
Egeu – pai de Hérmia, diretor da rede de hotelaria Olimpus
Filóstrato – assessor de Teseu
José Cunha – secretário de entretenimento
André Chaleira – auxiliar do secretário de entretenimento
Antonio Justinho – recreador
Pedro Fundilho – recreador
Carlos Flauta – recreador
Luciano Faminto – recreador

Cenário – Sala da presidência e Hotel Fazenda Monte Olimpo




Primeiro Ato
Cena 1
Rio de Janeiro, sala da presidência da Olimpus Hotelaria. Entram Teseu, Hipólita e Filóstrato.


Teseu – Meu amor, em breve seremos marido e mulher.

Hipólita – Não vejo a hora, querido.

Teseu - Filóstrato, está tudo nos conformes para a cerimônia?

Filóstrato - Sim, senhor Teseu. Ontem mesmo chequei os últimos detalhes com o bufê e com o juiz de paz. No hotel fazenda também está tudo em ordem. À propósito, Dr. Egeu o aguarda lá fora.

Teseu – Ora, ora, por que não falou antes? Mande-o entrar.

Entram Egeu, Hérmia, Demétrio e Lisandro. Todos se cumprimentam.

Egeu – Teseu, meu caro, preciso da sua ajuda. Desde a época da faculdade que você sempre foi muito sensato nos seus conselhos, principalmente os do coração que tantas peças nos prega.

Teseu – Você sabe que pode confiar em mim. Vamos, Egeu, diga qual é o problema.

Egeu – Como vocês sabem, Hérmia e Demétrio namoram desde a festa de debutante dela, tudo com o meu consentimento. E vocês também sempre souberam da minha admiração por ele. Eu o trouxe para estagiar no grupo, ensinei tudo o que eu sabia sobre hotelaria e atualmente ele é um dos nossos melhores gerentes.

Demétrio – Imagina Dr. Egeu, eu...

Teseu – Sem modéstia, meu filho. Você está fazendo um ótimo trabalho, vai subir rápido no grupo.

Demétrio – Obrigado Dr. Teseu, eu...

Egeu – Você acredita, meu bom amigo, que essa desmiolada da Hérmia, terminou o namoro com Demétrio e está ficando com esse rapaz aqui, o Lisandro. E tem mais! Ele é gerente de um dos hotéis da concorrência.

Hérmia – Eu gosto dele de verdade, pai. E ninguém pode mandar no meu coração.

Lisandro – Meu sentimento é sincero, Dr. Teseu, e não tem nada a ver com trabalho ou concorrência.

Demétrio – Meu amor, vamos esquecer o nosso pequeno desentendimento e colocar uma pedra nesse assunto. Volte pra mim e vamos deixar tudo como antes. Nós estávamos tão bem, tão apaixonados.

Hérmia – Pai, Dr. Teseu, tentem entender, Lisandro é uma boa pessoa e eu já sou maior de idade, posso fazer as minhas próprias escolhas, estamos no século XXI.

Teseu – Você já ouviu falar de espionagem nas empresas, Hérmia? Realmente isso eu não vou admitir. A concorrência é acirrada nesse ramo, ainda mais agora que o Rio vai sediar as Olimpíadas de 2016. Para a Olimpus Hotelaria será uma questão de honra, afinal foi na terra dos meus pais que os jogos começaram e de lá alcançaram o mundo. Ah, que saudade da minha Grécia...

Hipólita – Querido, vamos ter muitas oportunidades de ir à Grécia depois de casados. Aliás, estou tendo uma ideia maravilhosa. Nesse feriadão estaremos todos juntos no hotel fazenda que o Demétrio brilhantemente dirige, que tal se convidássemos o Lisandro?

Egeu – Levar a concorrência para dentro do nosso hotel fazenda? Que absurdo! Não posso admitir.

Teseu – Tem alguma coisa de errado nas contas do hotel? Algum problema com a fiscalização?

Demétrio – Não, Dr. Teseu, imagina. Tudo está na mais perfeita ordem, como deve ser. O Hotel Fazenda Monte Olimpo segue a lei.

Teseu – (Para Lisandro) Então está resolvido. Lisandro, você vai passar o feriadão conosco. (Para os outros) Se ele se aproximou da Hérmia com interesses profissionais, logo perceberei, tenho tino para isso.

Hipólita – É verdade! (Abraçando Teseu) Meu Teseu parece ler a alma das pessoas.

Teseu – Está resolvido. Hérmia, convide Helena também, em breve espero fechar um grande negócio com o pai dela. E levem o biquini, a previsão do tempo deu sol forte nos quatro dias. Faremos nossa despedida de solteiro na 5ª feira e, no domingo, oficializaremos a nossa união com uma linda cerimônia ao ar livre.

Egeu – Não gostei dessa ideia. Contudo, se você tomou essa decisão, penso que talvez seja o melhor, teremos mais tempo e muita calma para resolver a situação.

Hipólita – Podemos ir almoçar agora, querido?

Teseu – Claro, meu bem. Egeu e Demétrio resolveremos aquele outro assunto durante o almoço. Vamos então?

(Saem Teseu, Hipólita, Filostrato, Egeu e Demétrio.)

Lisandro – Hérmia, querida, você está pálida, sente-se um pouco. Eu disse que não era uma boa ideia marcarmos aqui. Acabamos encontrando com o seu pai e com Demétrio. Ficou uma situação estranha.

Hérmia – Eu achei que eles estivessem no congresso do hotel da Barra. E Helena que ainda não chegou?

Lisandro – O que faremos agora? Devo passar o feriadão com vocês?

Hérmia – Seria uma grande oportunidade de papai conhecê-lo melhor. Tenho certeza que ele acabará cedendo e pode até te chamar para trabalhar no grupo. Mas se recusar a ir, ele vai achar que você quer esconder algo e pode piorar tudo para o nosso lado.

Lisandro – Não tenho ambições quanto a questões de trabalho, meu amor. O que me interessa está bem diante dos meus olhos. Uma pena que não vamos nem ter oportunidade de aproveitar, com seu pai nos vigiando o tempo todo. Que tal se a gente fugisse à noite para a cidade vizinha? A gente curtia e voltaria tão cansado que dormiria até tarde, evitando seu pai e o Dr. Teseu.

Hérmia – Ah, que solução ótima! Parece que haverá uma micareta nesse feriadão. Ao anoitecer eles gostam de jogar cartas e tomar uísque, ficam tão entretidos que nem notarão a nossa ausência. Aviso ao papai que estou com dor de cabeça e me deitarei mais cedo e a gente foge. No hotel fazenda tem um bosque lindo, ele já existia quando construímos e aproveitamos esse presente da natureza. Você deixa seu carro do outro lado do bosque, a gente se encontra lá e quando sairmos, eles nem ouvirão o motor do carro.

Lisandro – Esses 4 dias passarão voando e a gente vai curtir muito. Olhe, Helena está chegando.

Helena – Desculpe o atraso, mas o trânsito está horrível. É essa obra do metrô que nunca acaba! A Praça da Bandeira está toda parada, não passa nada. E aí? Perdi alguma coisa?

Hérmia – Tio Teseu quer que Lisandro passe o feriadão no hotel fazenda.

Helena – E vocês aceitaram?

Hérmia – Eu não tinha escolha, eles praticamente exigiram.

Helena – E agora, amiga? Que saia justa, hein. Como vocês vão aguentar?

Hérmia – Já combinei tudo com o Lisandro, vamos nos encontrar ao anoitecer no bosque do Duque e de lá pegar o carro. Vamos para a micareta na cidade vizinha. Quando voltarmos de manhã, estaremos tão cansados que dormiremos até tarde, evitando assim as perguntas de papai e o chato do Demétrio. Fazendo isso, os dias passarão rápido.

Helena – Tem certeza que isso não acabará em confusão?

Hérmia – Vão estar todos ocupados com a despedida de solteiro e o casamento no domingo, não sentirão a nossa falta. Ah, tio Teseu faz questão que você vá.

Lisandro – Helena, nós contamos com a sua discrição e, se possível, colaboração.

Helena – Com toda certeza. Vocês devem saber o que fazem.

Lisandro – Vamos meu amor.

Hérmia – Até mais tarde, Helena.

Hérmia e Lisandro saem.

Helena – Por que a vida é tão complicada? Às vezes parece que quer nos pregar peças. Hérmia gosta do Lisandro que também está a fim dela. Mas Demétrio também gosta de Hérmia. Não seria mais fácil se Demétrio gostasse de mim, que sou apaixonada por ele? Ah, se fosse assim estaria tudo certo. Como eu queria que ele me notasse, me desse atenção. Se pelo menos eu fosse tão bonita quanto Hérmia... Essa vida é muito injusta! E se eu contasse tudo para ele? Ele ficaria agradecido e eu teria um pouco dele para mim. Ele podia perceber como sou legal, interessante e inteligente. Mas será que isso é certo? Hérmia é minha amiga desde criança... Não sei se devo... Porém é a minha única chance de aparecer para o Demétrio. O que fala mais forte o amor ou a amizade? Sem dúvida é o amor. Contarei tudo para Demétrio, ele irá até o bosque, eu o acompanharei e, quem sabe, podemos passar a noite por lá, olhando as estrelas e ouvindo os grilos. Ah, que romântico.







Cena 2
Hotel Fazenda Monte Olimpo. Entram José Cunha, Antonio Justinho, Pedro Fundilho, Carlos Flauta, André Chaleira e Luciano Faminto.


Cunha – Essa minha ideia é ótima, modéstia à parte. Fazer uma encenação para os hóspedes é uma coisa que não se vê por aí em qualquer hotel. Estaremos oferecendo a estrutura de um hotel fazenda e a cultura do teatro. E tudo isso no dia do casamento do Dr. Teseu. Será um grande presente. Em breve terá hotel nos copiando.

Faminto – Eu acho que essa maluquice não vai funcionar, mas desde que você foi nomeado secretário de entretenimento eu espero qualquer coisa. Já trabalhei em 3 hotéis antes e nunca vi esse cargo.

Flauta – Mas se a gente vai se envolver na produção e ensaios da peça, o hotel ficará sem recreadores, vai ser criança solta pra todo lado. Será que isso não vai dar problema? No que a gente está se metendo?

Chaleira – Vocês são muito pessimistas. Cunha, pode contar comigo, ainda mais que o poderoso estará aqui, quem sabe não ganho um aumento pela minha interpretação. Vamos nos dedicar aos ensaios e à produção, vai ser um espetáculo grandioso.

Cunha – É assim que eu gosto, pensamento positivo. Fundilho, lê o que cada um vai ser.

Fundilho – José Cunha será o diretor, eu serei Píramo, Antonio Justinho será Tisbe, Carlos Flauta será o leão, André Chaleira será o luar e Luciano Faminto o muro.

Faminto – Como se faz um muro? Será que vai dar certo? Eu nunca fiz teatro antes e um muro é difícil de interpretar.

Cunha – É só ficar parado.

Justinho – Não tinha uma peça mais fácil? Alguma coisa tipo Chapeuzinho Vermelho?

Chaleira – Mas os adultos não vão querer assistir uma peça de criança. Essa está perfeita, confiem no Cunha, ele sabe o gosto do patrão.

Cunha – Gente, o patrão é grego, ele gosta de tragédia. A nossa peça se chama A triste e melancólica tragédia de Píramo e Tisbe ao anoitecer no Hotel Fazenda Monte Olimpo.

Faminto – Você é um baita de um puxa-saco, Cunha. Ainda me deu um papel ridículo de muro. Estou achando que essa história não vai sair do papel. Coisa que começa complicada, não anda.

Fundilho – Mas afinal, não querem saber do que se trata a peça?

Justinho – Desembucha logo. Mas continuo achando que devíamos fazer teatro infantil, sem muito conflito.

Cunha – É o conflito que mexe com os ânimos! Essa é a história de dois enamorados que moravam próximo, mas só se falavam através de um buraco no muro.

Faminto – Espera aí! Além de ser muro eu vou ter que ter um buraco? Essa não! Estou fora dessa palhaçada.

Chaleira – Mas o muro é o papel mais importante. Precisará de um grande esforço e muita concentração.

Cunha – Sem ele não haverá nenhuma peça.

Faminto – Vocês vão falar isso no dia do espetáculo? Sobre a importância do muro?

Fundilho – Não só falar, como vai estar escrito.

Flauta – E o leão? Também é importante?

Justinho – Mas se for assim eu posso concorrer a um Oscar, não é fácil fazer papel de mulher. Terei que rebolar, fazer trejeitos, vou usar maquiagem e peruca.

Chaleira – Todos os papéis são importantíssimos e não conseguiremos sem a dedicação de vocês. Temos que nos unir para dar tudo certo. A união faz a força e o Dr. Teseu faz hotéis.

Cunha – Isso mesmo, Chaleira esta certo. Se é para fazer, vamos começar logo, ficar discutindo a importância dos papéis não faz a peça ficar pronta. Vamos marcar os ensaios?

Fundilho – Que tal hoje à noite no bosque do Duque? Lá teremos silêncio e sossego.

Cunha – Todos concordam?

Faminto – Fazer o que, não é? Estaremos lá.

Flauta – Esse bosque não é mal assombrado?

Justinho – Por que a gente não faz no salão do hotel?

Fundilho – No salão tem muita gente, é barulhento e além de tudo tem que ser uma surpresa.

Cunha – Fechado! No bosque do Duque ao anoitecer.

Chaleira – Até mais tarde!

Flauta – Até!

Cunha – Sem atrasos e decorem seus papéis. Nos vemos ao anoitecer.

Saem todos.