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domingo, 5 de agosto de 2012

A Lenda da Vitória-Régia

A Amazônia é um celeiro de lendas que encantam a todos, desde os mais novos aos mais velhos. Uma lenda conhecida pelo povo indígena da região é a da Vitória-régia, flor aquática muito comum na floresta brasileira e que chega a atingir até 2 metros de diâmetro.
Sugestões de Atividades:
- Leitura e interpretação oral da lenda.
- Ilustração das partes da lenda para a confecção de um livro.
- Confecção de um painel ou mural com a Vitória-régia feita com cartolina.
- Localização no mapa da Floresta Amazônica.
- Visita ao Jardim Botânico ou a outro lugar da cidade em que tenha essa flor.
- Pesquisa de outras plantam que bóiam.
- Confecção do cenário (árvores, peixes, lua, vitória-régia) e vestuário (cocares, tangas, colares, estrelas) para a dramatização.
- Dramatização.
- Relaxamento com sons da floresta.
Adaptação da lenda para encenação por crianças da Educação Infantil:
Personagens: Cacique, índios, lua, estrelas, Naiá;
Cenário: Floresta – árvores feitas com cartolina ou papel cartão, folhas secas espalhadas pelo chão; Rio – um lençol azul esticado no chão, com peixes coloridos e a lua, presos com fita adesiva em cima dele. Algumas crianças caracterizadas de índios, sentadas em semi-círculo. O cacique está sentado num plano mais alto ou em pé. Ao lado a lua (menino) e várias estrelas em volta (meninas).
Professor – Nas tribos indígenas é muito comum os mais velhos contarem histórias para os mais novos saberem um pouco dos seus antepassados. Foi numa dessas noites que os curumins conheceram uma lenda bem antiga.
Cacique – Havia uma índia muito bonita que era da tribo dos Maués.
Índio 1 – Onde fica essa tribo?
Cacique – Fica lá no Amazonas.
Índio 2 – E como era o nome da índia?
Cacique – Naiá. Ela adorava a lua. Os índios diziam que a lua era um guerreiro valente que subiu ao céu.
Índio 3 – Ela acreditava nisso?
Cacique – Sim, ela também achava que a lua fosse um índio.
Índio 4 – E o que aconteceu?
(Entra Naiá e olha para a lua.)
Naiá – Lua, ó lua! Como você está bonita.
(As estrelas se aproximam e fazem carinho na lua.)
Estrela 1 – Posso ficar perto de você?
Estrela 2 – Eu também quero.
Estrela 3 – A noite hoje está maravilhosa.
Professor - Naiá não gosta nem um pouco, mas não pode fazer nada, pois está aqui na Terra e a lua muito distante, lá no céu.
Naiá – Ah, como eu queria ser uma estrela para ficar pertinho da lua.
Professor – Então, ela resolve dar um passeio pela floresta, admirando a linda noite de luar. De repente, ao se aproximar do rio, vê a imagem da lua refletida nas águas. Naiá acha que a lua desceu do céu para vê-la.
Naiá – Meu guerreiro! Estou muito feliz, finalmente você veio ficar comigo.
Professor – Naiá mergulhou bem fundo no rio e não voltou mais. (Levantar uma parte do lençol e a criança fica por baixo dele). Tempos depois, apareceu boiando nas águas do rio Amazonas uma enorme e maravilhosa flor, que abre as suas pétalas, à noite, para o luar. (Colocar no rio uma vitória-régia feita de cartolina). A índia transformou-se na bela Vitória-régia.
Como acontece com várias lendas, existem diferentes versões que variam de região para região.

sábado, 28 de julho de 2012

Folclore

O folclore brasileiro é de uma riqueza imensa. Cada região do país, com a diversidade de seus costumes contribui com lendas, superstições, provérbios, trava-línguas, parlendas, adivinhações, cantigas de ninar, brinquedos cantados, comidas típicas, danças.
A escola tem um papel fundamental no resgate dessa cultura, que muitas vezes é passada de geração para geração. Mula sem cabeça, Saci-Pererê, Lobisomem, Boitatá, Iara, Negrinho do Pastoreio, Cobra grande, Boto cor de rosa, o que não falta é lenda para mexer com o imaginário infantil. E como a lenda nada mais é do que uma história, temos muito material para dramatização, interpretação, recontagem, criação de textos.
Devem ser reservados de 20 a 30 minutos diários para o trabalho com as lendas. Após conhecê-la, o aluno registra o que entendeu das mais diferentes formas: desenho, recorte e colagem, pintura, dobradura, modelagem, sucata.
Através do folclore a criança tem a oportunidade de conhecer os costumes de seu povo e se interessar por novos conhecimentos, instigando o hábito da pesquisa e, futuramente, o da leitura. O folclore representa a alma da nossa terra, com sua alegria, seu trabalho e sua filosofia de vida.Seguem algumas sugestões de atividades para serem trabalhadas na Educação Infantil.
Brinquedos Cantados: Os brinquedos cantados, também conhecidos como cantigas de roda, têm origens diversas e sofreram influências de vários países, principalmente de Portugal, nosso colonizador. Eles são bem recebidos pelas crianças, que se envolvem totalmente através da música, da roda e dos gestos. Através dessa brincadeira desenvolve-se: ritmo, lateralidade, equilíbrio, percepção espaço-temporal, socialização, entre outras coisas.
De abóbora faz melão
De abóbora faz melão,
De melão faz melancia(bis)
Faz doce, sinhá, faz doce, sinhá,
Faz doce de maracujá. (bis)
Quem quiser aprender a dançar,
Vai à casa do seu Juquinha. (bis)
Ele pula, ele roda,
Ele faz requebradinho. (bis)
Sugestões de Atividades:
- Interpretação e discussão sobre a música:
*Quem é a sinhá?
*Quais as frutas que são citadas?
*A abóbora também é uma fruta? O que ela é?
*Quem é o Juquinha? Como ele é?
*O que ele faz? Quem sabe imitá-lo?
- Desenho da música na forma de história em quadrinhos, registrando todas as partes da mesma.
- Preparação de doce de abóbora, sucos de melancia, melão e maracujá para serem degustados.
- Confecção de um cartaz com outras frutas que começam com a letra M e seus benefícios para a saúde.
- Conversa com a cozinheira da escola.
*Que outros pratos podemos fazer com abóbora?
*Que cuidados devemos ter na cozinha?
- Pesquisa de doces de diferentes regiões do Brasil.
Doce de abóbora
-1/2 kg de abóbora em cubos
-1 xícara de água
-4 colheres de sopa de açúcar
-2 cravos da índia
-1 pau de canela
-4 colheres de sopa de coco ralado
Modo de preparo:
Coloque todos os ingredientes, menos o coco ralado, numa panela. Leve ao fogo, mexendo de vez em quando até desmanchar. Retire do fogo, coloque o coco ralado e sirva frio.
O momento da culinária sempre é muito rico, pois além de trabalhar a matemática presente nas noções de quantidade, medidas de volume, massa, tempo, podemos chamar a atenção das crianças para as formas e cores dos alimentos e seus sabores, trabalhar com os rótulos das embalagens, praticar hábitos de higiene, sempre destacando a importância de uma alimentação saudável.