domingo, 3 de junho de 2012

Boneco Cabeludo

Esse boneco é muito fácil de fazer e tem um efeito bem bacana. As crianças adoram e você vai se divertir também.
Material necessário:
-1 garrafa de iogurte
-terra preta
-alpiste
-papéis coloridos
-cola
-tesoura
Faça alguns furos no fundo do pote para que o excesso de água possa sair. Coloque terra, alpiste e regue.
Espere alguns dias para o alpiste crescer e monte o seu boneco do jeito que quiser.
Depois de mais alguns dias, chegou a hora de aparar o "cabelo" e fazer inúmeros penteados. Vamos deixar a imaginação fluir!!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Workshop Teatro na Educação



No dia 19 de maio de 2012 foi realizado mais um Workshop Teatro na Educação. Este ano foi no SB Artes que abriu as suas portas para receber educadores apaixonados que querem inovar em sala de aula.

Foi uma manhã agradável e de muito trabalho, pois ninguém ficou parado diante das propostas. O grupo de professores abraçou os jogos teatrais e contribuiu com sua experiência. Mais fotos no Orkut ou no Facebook

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Hoje em dia é de suma importância que o educador esteja sempre se atualizando e inovando dentro da sala de aula. O chamado da tecnologia é muito atrativo para as crianças e adolescentes e, com isso, tornou-se enfadonho assistir aulas que, em pleno século XXI, ainda podem ser chamadas de “cuspe e giz” . Se o professor não mudar, acompanhando o ritmo acelerado do mundo, a escola tornar-se-á monótona para alunos que estão cada vez mais atuantes. O papel do educador na atualidade é estar sempre se reciclando e se aperfeiçoando profissionalmente, afinal os alunos não aguentam mais as mesmas coisas.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

quarta-feira, 28 de março de 2012

Workshop Teatro na Educação

sábado, 25 de fevereiro de 2012

A Páscoa da Paz


O Carnaval passou e agora vem a Páscoa. Deixo para vocês a esquete A Páscoa da Paz, de minha autoria. Como sempre gosto de registrar, a dinâmica é simples, pois é para ser feito por não-atores. Quando apresentamos, foi feito pelas professoras da escola, com participação de uma turma. As meninas foram as crianças da Terra e os meninos os coelhos. No final todas as turmas tiraram fotos com os personagens. Ah, pra não perder o hábito, eu sou o Coelho.

A Páscoa da Paz
*Autoria de Alessandra Mourão

Personagens: Coelho da Páscoa, Flor, Borboleta, Peixe, Leão, Estrela e crianças

Coelho – A Páscoa está chegando, gente. Sabiam que é a minha data preferida? Mas esse ano eu estou triste. Só vejo discussões, desentendimentos, destruição. Isso não combina com a época da Páscoa. Até na terra dos coelhos tem briga. Querem ver? Coelhinhos venham cá!

Entram várias crianças vestidas de coelho e começam a brigar.
- Seu bobo, feio! Não gosto de você. Chato!
- Vou puxar a sua orelha, bobo!

Coelho – (Para a plateia) Viram como está a situação? Que coisa triste. (Para os coelhos) Parem! Parem com isso! Vão fazer os ovos da Páscoa. (Coelhinhos saem) A quem eu posso pedir ajuda para encontrar a paz? Hum, deixa eu pensar. Já sei! Vou pedir ajuda a todas as crianças do planeta Terra. (Chamando) Crianças, me ajudem! Por favor!

Entram várias crianças, cada uma com uma bandeira de um país.
Música – Crianças da Terra.
Coelho – Sei que cada um de vocês vai fazer o melhor para tentar encontrar a paz. Nunca deixem de buscá-la. Tchau, crianças! (Crianças saem) Agora fiquei mais animado. Também vou procurar a paz. (Procura por todo o palco)
Entra a Flor.
Flor – Olá Coelho da Páscoa. Tudo bem?
Coelho – Oi, como vai?
Flor – Vou bem e você? Muito animado para o domingo de Páscoa?
Coelho – Mais ou menos. Tem muita confusão pelo mundo e eu queria um domingo mais tranquilo. Estou procurando a paz. Você sabe onde ela está?
Flor – Claro que eu sei.
Coelho – Que ótimo! Onde?
Flor – A paz está no jardim, no meio dos cravos, rosas, violetas, margaridas.
Coelho – No jardim?
Flor – Com certeza, pode ir lá.
Coelho – Vou dar uma passadinha por lá. Obrigado Florzinha.
Flor – De nada. (Sai)
Coelho – Não custa nada ir até o jardim. O caminho é por aqui. (Coelho anda enquanto canta: “De olhos vermelhos, de pelo branquinho...”)

Entra a borboleta voando.
Borboleta – Oi Coelho! Que bom te ver!
Coelho – Oi, Borboleta.
Borboleta – Aonde você vai?
Coelho – Até o jardim. Vou procura a paz.
Borboleta – Mas ela não está lá.
Coelho – Não?
Borboleta – Nananinanão!
Coelho – E onde fica a paz, então?
Borboleta – Ela fica no céu, lá no meio das nuvens.
Coelho – (Olhando pra cima) No céu? Tem certeza?
Borboleta – Tenho, bem lá no alto. Está vendo?
Coelho – Não!
Borboleta – Tem que ir mais perto, daqui não dá pra ver direito. Agora não posso te mostrar, estou muito atrasada para a reunião das borboletas. Tchau Coelho. (Sai)
Coelho – Espere! Como vou achar a paz lá no céu? Coelho não voa! E o que ela foi fazer lá em cima? Sabe da maior? Vou continuar procurando por aqui mesmo, vou seguir o curso do rio. (Andando)

Peixe – Oi! Acho que eu te conheço, você não é o... o...
Coelho – Coelho da Páscoa.
Peixe – Isso mesmo! Sabia que as suas orelhas eram familiar. E como vão os preparativos para a Páscoa?
Coelho – Ah, na terra dos coelhos está a maior confusão. Eles brigam mais do que trabalham, não sei se teremos ovos suficientes esse ano. Corre até o risco de ter criança sem ovo.
Peixe – Criança sem ovo? Isso nunca aconteceu desde que eu me entendo por gente, ops peixe.
Coelho – Talvez esse seja o primeiro ano. A não ser que eu encontre a paz.
Peixe – Paz? Por que não falou logo?
Coelho – Vai dizer que você sabe onde ela está?
Peixe – Claro que eu sei.
Coelho – Então fala logo.
Peixe – A paz vive no fundo do rio.
Coelho – No fundo do rio?
Peixe – Isso aí, e de rio eu entendo. Lá é silencioso, tranquilo, uma maravilha. Aparece lá! Agora preciso ir, não posso ficar muito tempo na superfície. (Sai)

Coelho – Ai, ai, ai, cada um fala uma coisa e além do mais coelho não nada. Onde será que a paz se enfiou? Noutro dia mesmo ela vivia por aqui. (Para a plateia) A paz está por aí? E aí? Vocês viram a paz? Preciso encontrá-la e rápido!
(Entra o Leão)
Leão – Falando sozinho Coelho?
Coelho – Estou tentando achar a paz.
Leão – Ela está na floresta, não sabia?
Coelho – Na floresta?
Leão – Lá é um sossego no meio das árvores. Não se escuta essa barulheira aqui, não.
Coelho – É verdade. Lá está sempre tranquilo, só tem sons da natureza.
Leão – Aparece lá. Será muito bem-vindo e eu te mostro onde ela fica. (Sai)

Coelho – Hum, estou achando isso meio estranho. Cada um fala uma coisa diferente. Não sei não. Ai que brilho é esse? (Entra a Estrela) Uma estrela.

Estrela – Olá, Coelho. Como vai?
Coelho – Um pouco triste. A Páscoa é no domingo e eu quero que ela seja de paz, mas não consigo encontrá-la. Cada um fala uma coisa diferente. Estou confuso.
Estrela – Não consegue encontrar a paz? É porque não está procurando no lugar certo. Ela sempre esteve no espaço e se espalha por todo o universo.
Coelho – Assim vou acabar virando um coelho astronauta.
Estrela – Não é uma má ideia. Lá em cima é uma paz só. Você vai gostar. Aproveita que eu estou aqui e te dou uma carona. Vem, suba nas minhas costas.
Coelho – Não, prefiro ficar com minhas patinhas em chão firme.
Estrela – Que pena que você não quer vir.
Coelho – Fica para outra vez.
Estrela – Boa Páscoa para todos aqui da Terra. (Sai)
Coelho – (Desanimado) O tempo está passando e eu não acho a paz. Cada um vem com uma história diferente: a flor disse que está no jardim, a borboleta no meio das nuvens, o peixe no fundo do rio, o leão na floresta e a estrela no espaço. E agora? (Senta-se, abaixa a cabeça e começa a chorar) Onde está a paz?
Música – Paz – Clésio Tapety>Durante a música o coelho levanta-se e procura a paz pelo palco. Depois distribui rosas brancas ou pombas da paz feitas de cartolina para as crianças que assistem.
Coelho - Já sei! A paz está em todos os lugares! E é a gente que faz. Ela pode estar aqui, ali, lá longe, no mar, no rio, no céu, na floresta, no jardim, dentro da nossa casa, na nossa escola, no nosso país. O segredo é que ela fica aqui, dentro do nosso coração. E ela aparece quando a gente faz o bem, ajuda as pessoas, é tolerante, respeita as diferenças, desculpa o amigo, faz carinho, dá amor. É isso! Vou chamar todos os meus amigos para contar o que eu descobri. (Sai de cena)

Entram todos os personagens, cantando e dançando.
Música A paz – Roupa Nova>
Boa Páscoa!!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Faz de Conta


Artigo de minha autoria que foi publicado na revista Educação Infantil da Editora Minuano - fevereiro de 2012

O teatro é a arte que mais se aproxima das crianças, pois, desde cedo, os jogos simbólicos e as brincadeiras de faz de conta fazem parte da vida delas.

Ao observarmos uma criança brincando de casinha, de mãe e filha ou de escola, notamos que ela imita algumas coisas do seu cotidiano.

Para Vygotsky, existe uma combinação de situações reais com elementos fantasiosos, que surgem da necessidade de reproduzir a vida do adulto, da qual ela ainda não participa ativamente. Essa reprodução é baseada em conhecimentos prévios da realidade. Desse modo, quanto mais rica for a sua experiência de vida, maior será o material disponível para a sua imaginação, que se materializará no seu faz de conta.

A criança é autoexpressiva por natureza e o teatro, nessa idade, deve ser espontâneo. Um dos poucos autores que desenvolveu um discurso sobre o teatro para crianças na fase pré-escolar é o inglês Peter Slade, autor de O Jogo Dramático Infantil. Após 20 anos de observações e trabalhos com crianças, ele definiu o jogo dramático infantil como: “a maneira da criança pensar, comprovar, relaxar, trabalhar, lembrar, ousar, experimentar, criar e absorver.” (SLADE, 1958, p.18).

Existe uma diferença entre o jogo dramático e o teatro propriamente dito. O teatro como conhecemos é uma ocasião com data marcada para apresentação e tem uma ordem, onde os atores e a plateia são separados. No jogo dramático, todos são atores e público ao mesmo tempo, mas nem por isso ele é menos do que o teatro, considerando que pede envolvimento e sinceridade e é vivido fortemente pela criança.

A palavra drama tem origem no latim e significa “eu faço, eu luto”. Ainda segundo Slade, p.18: “a criança descobre a vida e a si mesma através de tentativas emocionais e físicas e depois através da prática repetitiva, que é o jogo dramático.”

O jogo dramático possui duas qualidades que são: absorção e sinceridade. A primeira significa estar totalmente envolvido no que se faz e a segunda é uma forma de honestidade ao dramatizar e para que ela ocorra precisa da absorção.

Toda criança é naturalmente criativa, e cabe ao professor organizar, de forma sistemática, esse potencial, dando oportunidade e encorajamento, o que Slade chama de “nutrição”, que, segundo ele, difere de interferência. O professor pode dar algumas sugestões sobre o que fazer, mas nunca como fazer. O seu papel é o de estimular a participação, sem obrigar, deixando a criança experimentar, e de mediar, ao aproveitar as sugestões dadas pelo grupo.



Para começar um trabalho com teatro na sua turma de Educação Infantil, o professor pode confeccionar uma caixa junto com os alunos, onde serão guardados: chapéus, arcos, perucas, luvas, máscaras, pulseiras, bolsas, óculos, roupas diversas e tudo mais que possa ser usado nas aulas.

O primeiro momento é de exploração, onde as crianças experimentam roupas e acessórios para compor os figurinos. O ideal é que tenha um espelho em sala para que elas possam ver o resultado. Conforme definem o que usarão, sentam-se, aguardando os colegas. Quando todos estão prontos, a caixa é guardada e, conforme combinado anteriormente, não se pode pegar mais nada. Se algo incomodar ou não for necessário, deve ser deixado num canto. Essa medida evita trocas de roupas durante o jogo, interrompendo o grupo.

Em uma roda de conversas, cada criança conta “quem é”: nome do seu personagem, o que gosta de fazer e tudo mais que achar importante. Observa-se que as crianças de 3, 4 anos criam os próprios personagens enquanto as de 5, 6 anos já formulam toda uma situação envolvendo o personagem e as relações que mantêm com os outros, combinadas com os colegas.

Às vezes, surgem muitas ideias ao mesmo tempo e é preciso administrá-las de modo que possam ser aproveitadas e haja um entendimento geral. Ao perceber que a história caminha pela iniciativa dos próprios alunos, o professor pode parar de contar e deixar que eles conduzam, ajudando quando necessário.

A formação dos grupos varia, dependendo no número de alunos e do interesse deles, podendo toda a turma estar envolvida na resolução de um problema ou se dividir naturalmente, cada um com seu interesse específico. Nessa idade nem todos aceitam prontamente a ideia dos colegas, querendo que as suas prevaleçam. Posteriormente o professor deve sugerir momentos em que todos possam estar novamente juntos, criando situações de integração dos subgrupos.

Em uma aula na Amanhecendo Escola para Bebês e Crianças, na Lagoa, Rio de Janeiro, os personagens criados pelas crianças foram: médica de animais, fada, porco, ovelha, leão, ninja e vendedor de gravatas. A menina de 6 anos, que era a médica de animais, tornou-se uma líder natural, levando-os por um caminho em que tinham que passar por cavernas, andar por um chão escorregadio, por caminhos estreitos, entre outros. Todos a seguiam enquanto ela dava ordens como: “esquerda”, “direita”, apesar do caminho continuar o mesmo, em volta da sala, pois as crianças ainda não dominam essas noções.

Houve um momento em que os personagens caíram num buraco imaginário e ela usou a alça de sua bolsa como corda para que eles pudessem subir. Ao jogar a “corda” para a fada, ela se corrige, dizendo: “Ah, a fada não precisa, ela sabe voar. Em outra situação fala: “A doutora esqueceu a bolsa dela.” Referindo-se a si mesma na terceira pessoa.

A história pode seguir caminhos diferentes e é preciso flexibilidade e criatividade por parte do professor, já que o final vai sendo construído à medida que ela se desenrola. A aula deve finalizar de forma calma para que todos voltem a se organizar e a se concentrar para a avaliação. Esse momento é importante para que o professor perceba o que eles gostaram, o que sentiram falta, se querem continuar com o mesmo tema na aula seguinte, o que deu certo e até sistematizar valores que apareceram, como a ajuda ao próximo, por exemplo.

Pode-se ainda desencadear discussões do tipo: Podemos ser felizes para sempre?; Será que a madrasta não podia ficar boa?; E se a princesa não quisesse se casar com o príncipe? Conseguindo, assim, com que a criança pense e elabore essas e outras questões, sem aceitar tudo o que é imposto pela sociedade.

O ser humano tem o poder de inventar, de criar e o teatro nos permite isso. Ele pode ser feito em qualquer espaço, numa sala de aula ou no pátio, tendo ou não materiais disponíveis. Cadeiras viram ônibus ou trem, debaixo da mesa pode ser uma caverna ou se for coberta com um pano, vira uma cabana, se a mesa for colocada de pernas para o ar, ela transforma-se num elevador. O uso de objetos imaginários é permitido, assim como transformar o que se tem em mãos.

Considerando que a brincadeira deve ocupar espaço de destaque nessa faixa etária, a prática dos jogos dramáticos respeita a individualidade e o momento de cada criança da Educação Infantil. Ele possui aspectos do contexto social no qual aparece um problema e deve-se buscar a solução através da prática da ação, sendo necessário um acordo entre todos. As regras são estabelecidas pelo grupo no momento em que a ação está acontecendo. Através dessa vivência social o aluno descobre a si mesmo como participante de um grupo, socializando-se. Os jogos dramáticos são os primeiros passos para a introdução dos jogos teatrais e para o ensino de teatro futuramente.


Referências Bibliográficas:
FERREIRA, Aurora. A criança e a arte – O dia-a-dia na sala de aula. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2008. In: BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da arte. 4ª ed. São Paulo: Perspectiva, 1991.

JAPIASSU, Ricardo. Metodologia do Ensino de teatro. Campinas: Papirus, 2003

MACHADO, Maria Clara e ROSMAN, Marta. 100 jogos dramáticos. Rio de Janeiro: Agir, s/d.

PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança: Imitação, jogo e sonho, imagem e representação. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.
________. O nascimento da inteligência na criança. Rio de Janeiro: Guanabara, 1987.
REVERBEL, Olga. Jogos teatrais na escola – Atividades globais de expressão. São Paulo: Scipione, 2006.
________. Um caminho do teatro na escola. São Paulo: Scipione, 1989.

SLADE, Peter. [1958] O Jogo dramático infantil. São Paulo: Summus, 1978.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

________. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ícone, 1988.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A criação de um personagem



Existem milhares de personagens espalhados pelas histórias, filmes, desenhos animados, peças de teatro. Cada um com suas características particulares, como: jeito de andar, de falar, trejeitos. A colocação de voz de uma bruxa é diferente de uma princesa, por exemplo. Uma criança não anda da mesma maneira que um idoso.

Fada, camponesa, herói, rei, rainha, homem de gelo ou de lata, animais ou objetos falantes. Podemos inventar tantos personagens quanto a nossa imaginação deixar, pois ela não tem limites.

Um excelente exercício é pedir que os alunos criem um personagem, desenhando-o. O traçado é o menos importante, e sim colocar no papel todas as características possíveis, não só físicas, mas também de personalidade.

As fotos ilustram um trabalho feito com crianças de 5 anos de idade.


Exemplo de uma aula de criação de um personagem

- Conversar com a turma sobre a variedade de personagens existentes. Qual é o preferido de cada um? Qual é o mais estranho? E o mais assustador?

- Cada um deve criar um personagem, através de desenhos, falando ou escrevendo o nome, idade, como ele é, o que gosta de fazer, manias, com quem mora e tudo mais que achar importante. Apresentá-lo para o grupo. Criar um painel com todos os desenhos.

- Todos juntos devem caminhar pelo ambiente como se fosse o seu personagem, passando por várias situações mencionadas pelo professor, como: começou a chover, estavam apressados, machucaram o pé numa pedra, ficaram zangados com um esbarrão, lembraram que alguma coisa ficou em casa e é preciso voltar, estavam cansados.

- Encontro dos personagens. Como o seu personagem age quando encontra com outro na rua? Ele fica feliz, desconfiado, chateado? Falam muito ou são de poucas palavras? Sobre o que eles conversam? Vamos dramatizar esses encontros?

- Sentados em roda, passar um objeto e cada um que estiver com ele em mãos, conta um pedaço de uma história que vai sendo criada na hora pela turma.

- Dividir em grupos e cada participante, encaixará seu personagem na história criada anteriormente pelo grupão, fazendo as adaptações necessárias.

- Cada grupo apresenta a cena criada com a participação de todos os componentes e seus respectivos personagens.
Para a próxima aula, cada um deve criar uma pequena cena individual em que o personagem apareça numa situação atual ou inusitada. Pode ser a mesma situação para todos, como por exemplo, o Carnaval.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A bruxinha que era boa e o fantasminha Pluft


Fiz uma adaptação, juntando duas peças da grande Maria Clara Machado: A bruxinha que era boa e O fantasminha Pluft. Está bem resumido, pois é para ser feito em escolas e não por atores que já dominam todas as técnicas teatrais. Muitas vezes, o menos é mais.

Em alguns momentos não escrevo diálogos, para que os alunos possam exercer a improvisação e a espontaneidade. O texto pode ser modificado de acordo com a faixa etária do grupo, quanto mais velha a criança, maior pode ser o texto.

Ah, eu sou a Bruxa-Chefe, à esquerda da foto, de nariz postiço.


A Bruxinha que era boa e o Fantasminha Pluft

Personagens: Bruxa-Chefe, Caolha, Fredegunda, Fedelha, Fedorosa, Ângela, Pluft, Mãe do Pluft, Maribel, Perna de Pau.

CENA 1
As bruxas voam em suas vassouras, em fila, ao apito da instrutora, viram-se e começam a seguir para o outro lado, ao apito, voltam-se novamente. Até que a Bruxa-Chefe diz:

Bruxa-Chefe - Aos seus lugares! (Elas posicionam-se uma ao lado da outra.) Bruxinha Ângela, você é um fracasso! Não tem jeito! Não sabe nem voar direito. Vamos praticar agora gargalhadas de bruxa.

(A instrutora apita e todas gargalham, menos Ângela, que sorri.)
Bruxa-Chefe - Uma de cada vez agora. (Gargalhadas.) Bruxinha Ângela, você está muito mal, deste jeito irá para a Torre de Piche. Você quer ir para lá?
Ângela - Não! Claro que não!
Bruxa-Chefe - Então trate de aprender bruxarias direitinho.
Ângela – É que eu não gosto muito de fazer bruxarias.
Bruxa-Chefe - Que vergonha! O que você gosta de fazer, afinal?
Ângela - Eu gosto de passear de vassoura!
(Dá voltas na sua vassoura elegantemente.)

Bruxa-Chefe - Isso são maneiras de se comportar numa vassoura? Bruxa Caolha mostre como se faz.
(Caolha dá uma volta, gargalhando bem alto.)

Bruxa-Chefe - Viu como é!? Acho bom você treinar porque amanhã será o grande concurso de bruxas, a vencedora ganhará uma vassoura a jato.
(Todas vibram.)
Bruxa-Chefe - Agora eu quero que vocês treinem suas feitiçarias por aí. Até amanhã no concurso.
(Elas saem rindo e em seguida sai a Bruxa-Chefe.)

CENA 2
Pluft, pensativo, olha pela janela de sua casa e comenta com sua mãe, que trabalha nas tarefas domésticas.

Pluft – Mãe, gente existe?
Mãe - Claro, meu filho. Que pergunta!
Pluft - Ah! Eu tenho tanto medo de gente...
Mãe - Bobagem, Pluft.
Pluft - Ontem eu vi gente. Eles eram 3 e passavam lá embaixo. Eu fiquei com medo, mamãe.
Mãe - Deixa de ser bobo! Gente é que tem que ter medo de fantasma! Onde já se viu uma coisa dessas!
Pluft - Vem alguém ai. Vamos nos esconder.
(Eles se escondem e entra Perna de pau com Maribel.)

Perna de pau - Hum, acho que foi aqui mesmo que o Capitão Bonança escondeu o tesouro. Agora que seu avô morreu, eu vou encontrar esse baú. Venha, menina Maribel, entre. Vou buscar uma lanterna e já volto. (Sai de cena.)
Maribel - Socorro! Socorro! E agora? Quem vai me salvar?

Pluft, que olhava tudo de longe, se aproxima, a menina o vê e desmaia. Ele a observa e cada vez que ela se mexe, leva um susto e se afasta. Ela acorda e os dois se olham assustados e se apresentam.

Pluft - Quem é você? Você é gente?
Maribel - Sou a Maribel. Sim, sou gente e você é fantasma?
Pluft - Sou, meu nome é Pluft. Engraçado, de você eu não tenho medo.
Maribel - Nem eu de você.
Pluft – O que faz aqui?
Ela conta tudo o que está acontecendo para ele. Eles escutam Perna de Pau voltando. Pluft se esconde.
Perna de Pau - Voltei, não achei nenhuma lanterna, mas achei essa vela.
Ele acende a vela e Pluft apaga, ele reclama, diz que é o vento e a situação repete várias vezes.

Perna de Pau - Eu hein, acho que essa casa é mal assombrada. Não quero mais saber do tesouro. Vou embora daqui. (Foge assustado.)

Maribel – (Para Pluft) Eu preciso achar os marinheiros do barco do meu avô, o Capitão Bonança. Eles podem me ajudar a encontrar o tesouro.
Pluft - Ontem eu vi 3 pessoas passando por aqui, tinham roupas de marinheiro, devem ser eles, aqui não vem ninguém, nunca.
Maribel - Então eu vou procurar. Você me ajuda?
Pluft - Ajudo.
(Os dois saem de cena.)

CENA 3
Entram as bruxas voando e se posicionam uma ao lado da outra.

Bruxa-Chefe - Chegou o grande dia do concurso de bruxarias. A vencedora ganhará uma vassoura a jato.
(Todas vibram.)
Bruxa-Chefe - Vamos começar. Primeiro você, Fredegunda. Qual é o ingrediente mais importante do feitiço para fazer dormir?
Fredegunda – Asas de morcego!
Bruxa-Chefe - Isso! Que maravilha! Agora a Bruxa Caolha. Para que serve rabo de lagartixa e bigode de rato?
Caolha – Para fazer fumaça, muita fumaça.
Bruxa-Chefe - Ótimo! Vocês andaram estudando direitinho. Agora é a vez da Fedelha. O que não pode faltar na composição do pó mágico?
Fedelha – Ah, essa é fácil! Pimenta ardida.
Bruxa-Chefe – Brilhante! Todas estão indo bem. Fedorosa é a sua vez. Qual é o feitiço que faz nascer uma enorme verruga?
Fedorosa – Deixa eu ver, deixa eu ver... É... só mais um pouco... Feitiço de lacraia do mato.
Bruxa-Chefe - Magnífico. Vocês são ótimas! Agora a Bruxinha Ângela.
Bruxa-Chefe - Qual é o ingrediente, que se misturado a outros dois, faz uma explosão?
Ângela – Água de rosas.
Bruxa-Chefe - Não é nada disso! Ai, ai Bruxinha Ângela... Você é muito boazinha. Não tem jeito! Não aprende mesmo! Acho que vai ficar uns dias na Torre de Piche para ver se aprende a ser malvada.

Ela chora e é levada à força para a torre. Todas as Bruxas saem.

CENA 4
Pluft entra, perdido, chamando por Maribel, quando escuta o choro da Bruxinha.

Pluft - Quem está chorando?
Ângela - Sou eu! Aqui na torre.
Pluft - Uma bruxinha... Por que você está presa ai?
Ela explica toda a história e ele explica a sua.

Pluft - Eu vou te tirar daí, Bruxinha.
Ângela - Não! As bruxas vão voltar e me prender de novo!
Pluft - O que vamos fazer?
Ângela - Você me ajuda a dar um jeito nas bruxas e eu te ajudo a encontrar a Maribel.
Pluft - Combinado.
Ângela - Você precisa encontrar uma flauta e tocar. As bruxas ficam paralisadas com música de flauta.
Pluft – Vou procurar uma. Já volto.
(Ele sai e volta com uma flauta.)
Pluft - Pronto.
Ângela - Estou ouvindo gargalhadas! São elas! Vamos nos esconder.

Entram as bruxas voando em suas vassouras e gargalhando. Pluft começa a tocar a flauta e elas vão andando devagar, mais devagar, até virarem estátuas. Pluft solta a Bruxinha Ângela, eles pegam cada um uma vassoura e voam ao redor das bruxas paralisadas.
Entra Maribel trazendo o tesouro do Capitão Bonança. Eles comemoram, colocam as bruxas trancadas na Torre de Pixe e dão as mãos, felizes.

Adaptação – Alessandra Mourão

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Expressão corporal e Sonoplastia

Atendendo a pedidos, posto aqui a história que contei no 4º Encontro Nacional de Educadores, realizado dia 13/01/2012, no Hotel Mirador, Copacabana, Rio de Janeiro.

Primeiramente o professor divide a turma em dois grupos. O primeiro grupo ficará responsável pela sonoplastia, usando o próprio corpo para produzir os sons. O segundo, fará os movimentos corporais de acordo com a história.

O professor pode pedir, ainda, que os alunos criem as suas próprias histórias, contando-as para todos. Deve haver um revezamento, de modo que os alunos passem pelas duas etapas. Então, eis a história...


Uma criança acordou com o despertador tocando. Levantou-se e logo ouviu os pássaros cantando no jardim. Foi até o banheiro, abriu a torneira, lavou o rosto, escovou os dentes e desceu a escada correndo.

O telefone começou a tocar. Era a mamãe pedindo para cuidar do bebê. Ele parecia que estava adivinhando, pois começou a chorar. A criança pegou seu irmãozinho com carinho, mas ele não parava de chorar. Chorava, chorava, cada vez mais alto. Finalmente o choro foi diminuindo e o bebê dormiu, sendo colocado com cuidado no carrinho.

A criança, então, abriu as janelas da sala. Na sua rua, que era uma subida, passava um caminhão vagarosamente. Do outro lado da calçada ela avistou a sua amiga, mas ela olhava em outra direção. A criança assoviou e, finalmente, a amiga acenou.

De volta à sala, ela sentou-se no sofá, relaxou, porém um barulho de um trovão a assustou. Começou um temporal. Raios e trovões eram ouvidos. A criança estava nervosa, andava de um lado para o outro, a tempestade aumentava. As janelas e portas batiam, a chuva fazia um grande barulho e ela estava com medo, muito medo. Aos poucos a chuva foi passando, passando e parou de vez. Ela sentiu-se aliviada.

Seu gatinho chegou na sala e começou a miar. A criança colocou ração para ele, fez um carinho e subiu para o seu quarto. Abriu a porta que o vento havia batido, deitou-se na sua cama. Pouco a pouco os pássaros voltavam a cantar.

Ela foi relaxando, relaxando, seus olhos foram ficando pesados e ela adormeceu.


Saiba com foi o 4º Encontro Nacional de Educadores no site:
http://www.enedu2012.com/fotos.html

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

IV Encontro de Educadores

Queridos amigos, no dia 13/01/2012 estarei no IV Encontro de Educadores promovido pelo PPD (Projetos Pedagógicos Dinâmicos).

Falarei sobre o Teatro na Educação, prática essa que é pouco usada e tão mal compreendida nas escolas. Passarei um pouco da minha experiência com o jogo dramático e os jogos teatrais e, claro, vamos vivenciar muitas coisas.

Quem puder ir, com certeza vai aproveitar bastante. Afinal, temos que estar sempre nos reciclando e nos recriando.

Um ótimo 2012 para todos.

domingo, 27 de novembro de 2011

O verdadeiro sentido do Natal


A dramatização a seguir é bem simples, ótima para quem quer apresentar alguma coisa no final do ano e deixou tudo para cima da hora ou para quem trabalha com crianças da Educação Infantil, que tem um tom de voz baixo. As falas são em grupo ou espontâneas, sendo que as últimas não atrapalham o entendimento da história se forem faladas baixo. O importante é que a criança fique à vontade, gostando de participar. Trabalho também com sons variados, baixados na internet.

O verdadeiro sentido do Natal

Narrador - Na época do Natal as lojas vivem cheias, o shopping lotado. Gente andando para lá, para cá. É assim que encontramos várias pessoas na correria pelos melhores presentes.

Entram todas as crianças, se possível pelos dois lados e começam a andar rápido e a falar todas ao mesmo tempo:
- Preciso achar um presente lindo!
- O que eu vou comprar?
- As lojas estão cheias.
- Que confusão!
- Daqui a pouco as lojas fecham.

Narrador - Mas alguma coisa vai acontecer e mudar esse Natal para sempre.

Som de um apito. As crianças congelam.

Narrador - Ganhar e dar presentes é muito bom, mas o Natal não é só isso. Contudo, para as pessoas perceberem, às vezes é preciso uma ajuda extra.

Enquanto fala, o narrador coloca um envelope nas mãos de algumas crianças. (Som de apito - voltam a se mexer. As crianças que estão com o envelope, olham o seu conteúdo)

Crianças da carta - Achei, achei, uma carta do Papai Noel!

Todos - Papai Noel?
Crianças da carta - Ele quer a nossa ajuda.

Narrador - Então, pegando o trenó mágico que o Papai Noel mandou para buscá-los, (todos entram no trenó) eles vão direto para o Polo Norte. No caminho passa um helicóptero tão baixo que quase bate no trenó (som de helicóptero - crianças se abaixam).

O tempo está mudando, parece que vem uma tempestade. Começa a ventar (som de vento - crianças balançam de um lado para o outro). E chega a tempestade. (som de trovões e chuva - eles se assustam e se protegem)

Finalmente a tempestade para e o trenó chega ao Polo Norte. (Descem, olham em volta)

Lá faz muito frio (se abraçam, tremem). O resto do caminho tem que ser feito a pé. Já é quase Natal, é melhor correr. (Correm)

Depois de muito andar, estavam exaustos. (som de coração batendo - crianças ofegantes) Eles avistam um pinheiro de Natal feio, sem enfeites. Será que era para isso que o Papai Noel queria ajuda? Mas já é tarde, todos estão cansados, a viagem foi longa,vamos dormir.

Crianças - Boa noite!
Música Noite feliz. Um de cada vez ou em dupla levantam, colocam um enfeite na árvore e voltam a dormir. Quando a música termina, toca o despertador e as meninas acordam, se espreguiçam, dão bom dia.

Narrador - É hora de acordar. Acho que tem gente que tem o sono muito pesado e precisa de ajuda. (som da alvorada - meninos acordam assustados) O pinheiro está enfeitado, já é Natal, mas acho que não é isso que o Papai Noel queria. Eles têm uma ideia. (crianças cochicham em roda) Acho que descobriram!

Todos - É isso!

Narrador - Descobriram o verdadeiro sentido do Natal.

Música - Então é Natal - Simone As crianças vão para o fundo, colocam o gorro do Papai Noel e ficam uma ao lado da outra. Durante a música, uma de cada vez vai na frente, abre uma caixa de presente, tira um cartaz, volta para o seu lugar, mostrando a palavra para o público. Dependendo do número de crianças pode ser feito em dupla.

Escolhi as seguintes palavras: Amor, União, Esperança, Felicidade, Paz, Solidariedade, Fraternidade.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O chapéu mágico



O chapéu mágico faz você se transformar em qualquer coisa: um leão, uma noiva, um dragão, uma estátua de pedra, um príncipe no cavalo ou o que a sua imaginação deixar.

O professor coloca o chapéu no chão, no centro da sala e pede aos alunos que caminhem pelo ambiente do jeito que quiserem - rápido, devagar, de costas, de mãos dadas.

Ao sinal, quem estiver mais próximo do chapéu, o coloca e se transforma no que quiser. Os outros alunos observam e tentam descobrir o que é.

À medida que forem descobrindo ou quando se sentirem prontos, começam a imitar o colega ou a criar da sua maneira o que ele está fazendo. Se a pessoa que está com o chapéu imita um cavalo galopando, os outros podem fazer igual ou, se preferirem, um cavalo pastando, dormindo, etc.

Ao segundo sinal, o chapéu volta para o meio da sala e todos continuam caminhando livremente. A situação se repete até que todos tenham colocado o chapéu.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Cavalinho de caixa de sabão em pó




O Dia das Crianças está chegando e, com ele, a preocupação dos professores em relação à lembrança dos seus alunos.

Comprar pronto, confeccionar? Qual seria a melhor alternativa? Muitos professores optam pela segunda opção, pois além de ter um toque personalizado, pode ser adaptado de acordo com o projeto que está sendo trabalhado.

Quantas vezes nos surpreendemos quando presenteamos um filho, sobrinho ou afilhado e vemos que ele gostou mais da caixa do que do próprio brinquedo. Pois é, a imaginação das crianças vai longe e elas não precisam de coisas caríssimas para se divertir.

Uma ideia diferente e que chama muito a atenção, por causa do bonito visual, é o cavalo feito com caixa de sabão em pó.

Quem nunca brincou de cavalinho quando era criança? Pode ter sido com um comprado pronto ou improvisado num cabo de vassoura, essa brincadeira está na lembrança de quase todo mundo. Presente também em muitos contos de fadas aonde príncipe e princesa vão embora montados num belo cavalo, esse brinquedo mexe com o imaginário popular.
Então, vamos aprender a fazê-lo?

Material necessário:
- 1 caixa de sabão em pó vazia
- papéis coloridos (cartolina, papel camurça, etc)
- cola
- fita crepe
- tesoura
- 1 elástico de escritório
- hidrocor
- lã ou papel crepom

Coloque a caixa numa posição em que a abertura da saída do sabão fique para baixo, pois aproveitaremos para colocar o cabo aí. Recorte a caixa de acordo com o desenho 1. Você vai recortar a parte da frente e as duas laterais, o único lugar que não corta é a parte de cima e a de baixo. Prenda as laterais do corte de cima com fita crepe na própria caixa, formando a cara do cavalo.

Faça um furo na parte de cima da caixa, amarre uma das pontas do elástico e a outra ponta na parte de baixo da caixa. Ele dará o movimento da boca. Veja a segunda foto.

Encape toda a caixa com o papel que preferir, cobrindo, inclusive os nós do elástico que ficam para fora. Corte um pedaço de lã de aproximadamente 6 cm e prenda na parte de baixo da boca. Quando você puxar esse pedacinho de lã, a boca abre e depois fecha sozinha com a pressão do elástico que está por dentro.

Agora é só completar com os olhos, orelhas, rédeas e tudo mais que a sua imaginação quiser. A crina é feita com pedaços de lã ou fitinhas de papel crepom. Quanto mais cheia a crina, mais bonita ficará.

O cabo pode ser de vassoura ou então faça um rolo grosso com várias folhas de jornal. Depois é só cobri-lo com papéis ou até durex colorido.
Agora é só dar asas à imaginação!

domingo, 14 de agosto de 2011

O longo caminho do teatro na educação


O objetivo do teatro na educação não é somente a formação de público, mas ele pode sim contribuir para uma plateia crítica, que interprete os signos de um espetáculo, buscando o estabelecimento de novas relações. Mas para isso acontecer deve ser feito um trabalho antes e outro depois da ida ao teatro ou da apresentação na escola. Com a familiaridade com os códigos teatrais os alunos terão conhecimento da linguagem cênica e maior abertura para assistir e debater uma peça.

O teatro na escola visa o desenvolvimento de todas as potencialidades do educando, contribuindo para a sua formação integral e preparando-o para o mundo que o cerca.

Infelizmente ainda vemos o teatro como mera representação de peças em datas comemorativas, onde o aluno repete um texto pronto e totalmente decorado, não havendo autonomia no fazer e nem espontaneidade nos seus gestos. Essa prática visa o resultado final e não o processo em si, dando ênfase ao exibicionismo e promovendo constrangimentos nas crianças mais envergonhadas.

Em algumas instituições há a formação de grupos que, segundo os professores, são compostos de alunos que têm talento ou levam mais jeito, excluindo os demais de uma participação efetiva.

Falta ao professor brasileiro tempo, ânimo e apoio para se aprofundar, debater e pesquisar, o que acarretaria uma maior estruturação dos fundamentos teórico-metodológicos. Um dos grandes desafios seria: como motivar um profissional para estudo e atualização quando ele trabalha o dia todo com turmas de em média 45 alunos? Por outro lado é necessário fazer com que os profissionais de outras disciplinas percebam a importância do teatro para o desenvolvimento global do educando.

O teatro nas escolas brasileiras ainda tem um longo caminho a percorrer, mas não é por isso que não daremos algumas engatinhadas, caindo e levantando, mas, tentando e aprendendo junto com os alunos.