quinta-feira, 16 de maio de 2013

Mais uma oficina para educadores

Já estão abertas as inscrições para a oficina Criando com Artes na Educação Infantil. Será mais um momento para os professores se atualizarem e levarem as Artes visuais para os pequenos de uma forma estimulante e criativa.
A oficina será no dia 01 de junho, às 9.30h na Creche Favinho e Mel, em Botafogo. Maiores informações pelo telefone 2537-8189.

domingo, 5 de maio de 2013

Maria Clara Machado

Maria Clara Machado foi escritora, professora, atriz, diretora e dramaturga brasileira. Escreveu inúmeras peças infantis, entre elas: O fantasminha Pluft, O rapto das cebolinhas, O cavalinho azul, A bruxinha que era boa, Maroquinhas Fru-fru.
"O objetivo do ensino deveria ser formar gente para viver num determinado lugar e não formar diplomados ignorantes de seus próprios problemas adormecidos por erudição não digerida."
Foi fundadora do grupo de teatro Tablado. Ela nos deixou no dia 30 de abril de 2001, aos 80 anos de idade.
"A espontaneidade aumenta à medida que a criança penetra mais no tema através de repetições e consegue enriquecê-la com novas falas, gestos e marcações e até situações e coisas."
Um excelente material para o professor de teatro é o livro 100 Jogos Dramáticos de sua autoria junto com Marta Rosman.
Os exercícios a seguir foram retirados desse livro.
A partida de pingue-pongue
Duas pessoas jogam pingue-pongue. Uma começa a ganhar. A outra vai se irritando. A que está perdendo, perde também a cabeça e avança para cima da outra com a raquete. O ganhador foge amedrontado e leva uma raquetada na cabeça, caindo desmaiado. Arrependido o perdedor tenta acordar o companheiro. Reconciliação. Recomeçam o jogo com melhor espírito.
O bolo
Um bolo de aniversário está escondido no armário. Dois meninos, proibidos de provar o bolo não resistem e aproveitam que estão sozinhos para dar uma provadinha. Sentimentos: receio de serem descobertos e gula. Abrem o armário e começam a comer o bolo. De repente ouvem barulhos de passos. Apavorados se escondem. Quando são descobertos fazem cara de dissimulação.
O fantasma
Num quarto escuro, meninos brincando de fantasmas. No meio da brincadeira ouve-se um barulho vindo de fora. O medo torna-se real. Se escondem. Entra um ladrão e começa a roubar. Os meninos observam e resolvem gozar o ladrão - fazem barulho de fantasma e ele foge.
A recordação
Uma velha casa com uma cadeira ao centro. Ali viveu uma pessoa muito querida. O personagem chega depois de 10 anos de ausência e, ao ver a cadeira, começa a recordar e a sentir saudades - mostrando sentimentos alegres e tristes, que as lembranças do passado lhe trazem.

domingo, 31 de março de 2013

O presente da mamãe

Autoria: Alessandra Mourão
Criança 1 – O dia da Mães está chegando...
Criança 2 – O que vamos dar de presente para a mamãe?
Criança 3 – Já sei!! Vamos fazer uns doces!! blockquote> Entra um grupo de crianças como doceiros, com colher de pau, avental. Dançam e dramatizam como se estivessem fazendo doces. Uma criança com uma bandeja serve brigadeiros às mães que assistem. Após a música o grupo sai e as crianças continuam conversando.
Criança 2 – A mamãe não vai gostar, ela só vive de regime.
Criança 3 – Vamos dar uma roupa, então.
Criança 1 – Que tal um biquini?
Entra outro grupo com trajes de banho, óculos escuros, bola, canga.
Criança 1 – A mamãe já tem muita roupa!
Criança 3 – É mesmo...
Criança 2 – Vamos fazer uma pintura!
Entra o terceiro grupo caracterizados de pintores, com telas, pincéis, tintas. Podem entrar algumas crianças de gaivota ou distribuir gaivotas e barquinhos de papel para quem assiste.
Criança 3 – A gente já faz desenho e pintura o ano todo!
Criança 2 – A minha mãe diz que quer ser feliz.
Criança 1 – Mas onde mora essa tal felicidade?
As três crianças fazem uma roda e dançam. No meio da música chamam as outras, reunindo todos que já entraram.
Narrador: Todo ano é a mesma coisa: o que vamos dar para a mamãe? Nós pensamos muito e chegamos à conclusão de que o mais importante é ter os filhos sempre por perto.
Mãe que tem a coragem de procurar, ir atrás, mesmo quando assustada. É capaz de recomeçar quantas vezes forem necessárias. Dá o passo exato no momento preciso e prepara os filhos para darem outros passos posteriormente.
Mãe, que tua alegria possa ser a certeza de que deste o melhor, direcionando teu filho no caminho do bem. Os filhos alegres, com saúde, brincalhões, esse é o maior de todos os presentes.
E é por isso que esses filhinhos estão aqui hoje, para poder te homenagear nesse dia tão feliz.
Todos cantam a música final.

sábado, 16 de março de 2013

Mais uma oficina Criandartes

Hoje aconteceu mais uma oficina Criandartes - Criando com Arte na Educação Infantil. Os profissionais presentes conheceram diferentes técnicas, apreciaram trabalhos feitos por crianças e, é claro, colocaram a mão na massa, ou melhor, nas tintas, pincéis, tesoura, cola e outros materiais.
Foram produzidos lindos trabalhos, trocamos ideias e mexemos com a imaginação e a criatividade, tão importantes em tudo o que fazemos.
Mais fotos no Facebook

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Criando com arte na Educação Infantil

"Precisamos levar a arte que hoje está circunscrita a um mundo socialmente limitado a se expandir, tornando-se patrimônio da maioria e elevando o nível de qualidade de vida da população." Ana Mae Barbosa
Compre pela internet de forma fácil e segura, utilizando o seu cartão de crédito, débito ou através de boleto bancário. Quem já fez alguma oficina Criandartes tem desconto nessa.
Valor para pagamento até 11/3 - 40,00
Após essa data - 50,00
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Para pagamento através de depósito bancário, favor entrar em contato por e-mail.
Arte não é colorir desenhos prontos
Hoje em dia é de suma importância que o profissional de educação se atualize e se aperfeiçoe. Os alunos não aceitam mais a educação tradicional e, quem não muda, só tem a oferecer aulas cansativas.
Artes visuais deixa muito a desejar na escola, principalmente na Educação Infantil. Infelizmente ainda vemos por aí professores que oferecem desenhos prontos para a criança colorir dizendo que é aula de artes. Trabalho esse que pouco vem a acrescentar na formação integral do educando, pois limitam a criatividade.
Por outro lado vemos que o brasileiro não tem o hábito de visitar museus e exposições, cabendo a escola apresentar artistas e obras à criança. Através de releituras, interferências, o fazer artístico e exposições dos alunos, vamos nos familiarizando cada vez mais com essa área, além de desenvolver uma nova forma de expressão, onde a criança pode liberar seus medos, desejos, frustrações, sempre trabalhando com prazer.
A oficina Criando com Arte na Educação Infantil tem como objetivo principal aproximar o professor desse meio através de algumas importantes reflexões e apresentar técnicas diferentes e inovadoras para enriquecer cada vez mais as aulas, proporcionando crescimento cultural e pessoal. Devido a isso teremos trocas e discussões entre os presentes, sem deixar de lado a tão gratificante parte prática.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Teatro com os pés

Pelegrino & Petrônio
Ziraldo
Era uma vez um pé que se chamava Pelegrino. Seu sonho era ser bailarino.
Ele era o rei da ponta! Chegou a estudar francês, não para ser de bon ton, mas para fazer o glissé e mais o pas de bourrée avec toute la perfection.
Pelegrino se soltava no espaço, todo leve. O seu sonho era dançar como dançou Nureiev.
Ou - está bem! - como Travolta (no tempo em que ele dançava). E Pelegrino, acordado, sonhava. E como sonhava!
Era uma vez um outro pé que se chamava Petrônio. Também era um sonhador: queria ser um craque, ser um rei do futebol na defesa e no ataque.
Ele era sensacional, talentoso, jeitosinho... Sabia bater na bola (mas batia com carinho). Sabia brincar com ela - sua velha camarada. Dava passes de trivela e arrasava na embaixada.
Tudo bem... dois sonhadores. Mas vejam o que é o destino: o Pelegrino era irmão do Petrônio!
Acontece que os pés são assim: só nascem aos pares, de fato. (Que nem sapato.) E agora? Como é que ia ser? Um Pelegrino pensando permanentemente em passos, em palmas, pulos e pássaros, em pouso, paz e aplausos.
E um Petrônio preocupado com a perfeição dos passes, a ponta, o pique, a pelota, a pontaria... e o gol!
E não tem choro nem vela: pés são um par. Como irmão siameses, que não dá pra separar. Mas muitas cabeças - dos dedos! - pensam melhor, ora pois. Ideia que vale por duas vale melhor para dois!
Depois de muita conversa - irmão não briga com irmão, o Pelegrino e o Petrônio encontraram a solução.
E os dois foram trabalhar - vejam a vida como é - nas chuteiras de um craque tão bom quanto foi Pelé.
Foi lindo o seu gol, Petrônio!
Adorei sua performance, Pelegrino!

domingo, 2 de dezembro de 2012

Oficina de Contação de histórias

Conte outra vez
Oficina de contação de histórias
Histórias são contadas desde os tempos mais remotos. Inicialmente eram sobre batalhas, viagens, assombrações e chegavam ao conhecimento do povo pela tradição oral, sendo, também, levadas de uma cidade para outra por mercadores e viajantes.
Nessas localidades elas sofriam mudanças de acordo com os costumes e crenças do povo que ali habitava e eram passadas para as gerações seguintes.
Hoje em dia as histórias continuam encantando adultos e crianças, despertando a imaginação, desde a mais tenra idade, para um novo mundo, onde tudo é possível.
Contos de fadas, lendas, fábulas, “causos”, histórias de terror e tantas outras que já rodaram o mundo através dos séculos. Mais do que um passatempo, elas são de uma riqueza imensa na formação dos indivíduos e futuros leitores.
E em pleno século da tecnologia e de contatos meramente virtuais, a narrativa oral mantém ainda a sua força. E como diz o escritor Affonso Romano Sant’Anna:
“E numa sociedade em que a tecnologia afastou as pessoas, fazendo-as dialogar com máquinas que frustram e esfriam as relações, ouvir de corpo presente uma voz humana que nos fale de coisas imemorialmente simples e fundamentais é um acontecimento que deve ser celebrado e estimulado.”
Conte outra vez
Público Alvo: Educadores, psicólogos, atores, recreadores, bibliotecários e estudantes da área.
Data: 19 de janeiro de 2013
Horário: 9h às 13h
Local: SB Artes - Rua Cônego Tobias, 205 Méier - RJ
Investimento: 50,00
Logotipos de meios de pagamento do PagSeguro
Número de vagas: 20
Não haverá inscrição no dia.
Certificado entregue no local.
Objetivos da oficina:
- Sensibilizar o contador da importância das histórias como instrumento de interferência na formação do cidadão;
- Analisar a contação como recurso pedagógico;
- Desenvolver o potencial criador do contador, através de novas maneiras de transmitir as histórias;
Oficina ministrada pela educadora e atriz Alessandra Mourão. Graduada em Pedagogia, Pós Graduada em Artes Cênicas, especialista em Educação Infantil, Professora de Teatro de diversas instituições, palestrante e contadora de histórias. Ministrante do Workshop Teatro na Educação e organizadora do blog Criandartes
Veja as fotos da oficina realizada em janeiro de 2013 no Facebook

domingo, 25 de novembro de 2012

O teatro de sombras

Pesquisando na internet descobri uma das prováveis origens do Teatro de sombras.
Diz a lenda que no ano 121, o imperador Wu Ti, da dinastia Han, desesperado com a morte de sua bailarina favorita, ordenou ao mago que a trouxesse de volta do "Reino das Sombras", caso contrário ele seria decapitado.
O mago usou toda a sua criatividade e, através de uma pele de peixe macia e transparente, confeccionou a silhueta de uma bailarina. Quando tudo estava preparado, ele ordenou que no jardim do palácio, fosse erguida uma cortina branca contra a luz do sol.
Então começou o espetáculo para o imperador e sua corte. Toda a apresentação foi acompanhada de um som de uma flauta que fez surgir a sombra de uma bailarina movimentando-se com graciosidade. Dizem que nesse momento, teria surgido o teatro de sombras.
O Teatro de Sombras é muito interessante de assistir e chama a atenção de adultos e crianças. As sombras podem ser feitas com o próprio corpo, usando apenas as mãos, como na foto ou com silhuetas feitas com cartolina preta. Para colocar um pouco de cor, basta vazar o desenho na cartolina e colar um pedaço de papel celofane. Pronto! As cores aparecerão nas sombras.
Quem quiser receber um pdf com todas as sombras, basta deixar o e-mail.
As sombras foram retiradas do site www.pititi.com

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Trabalhando Drummond

O Elefante
Fabrico um elefante
de meus poucos recursos.
Um tanto de madeira
tirado a velhos moveis
talvez lhe dê apoio.
E o encho de algodão,
de paina, de doçura...
A Lagoa
Eu não vi o mar.
Não sei se o mar é bonito,
não sei se ele é bravo.
O mar não me importa.
Eu vi a lagoa.
A lagoa, sim.
A lagoa é grande
e calma também.
Na chuva de cores
da tarde que explode
a lagoa brilha
a lagoa se pinta
de todas as cores.
Eu não vi o mar.
Eu vi a lagoa...

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Trabalhando Drummond II

VERDADE
A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

domingo, 11 de novembro de 2012

O Piquenique dos bonecos

Uma atividade diferente que pode ser feita na aula de teatro é o piquenique dos bonecos.
Cada criança deve trazer o seu boneco ou bicho de pelúcia preferido, no dia combinado.
Após a apresentação inicial, em que cada um conta quem é o seu boneco, o professor pede que os alunos caminhem pelo ambiente como se fossem o boneco: engatinhando como o bebê, correndo como o super herói ou de forma delicada como a princesa.
Depois desse primeiro momento, é solicitado que os personagens se encontrem e conversem. Estimula-se, assim, que cada um improvise seus diálogos e socialize-se com os demais.
Uma criança pode ser escolhida para entregar o convite, explicando o local do encontro, o horário e o que cada um pode levar. Deixe a imaginação fluir na escolha do que levarão e reserve um tempinho para a colheita das frutas no pomar, a preparação de bolos, tortas e salgadinhos ou as compras no mercado.
Passando uma ótima noite de sono, para crianças e bonecos, o dia amanhece. Todos se arrumam e seguem até o bosque em que acontecerá o encontro. No trajeto, muitas coisas podem acontecer, como: uma ventania inesperada em que é preciso segurar nas árvores, um lobo feroz à solta, um temporal, pedras escorregadias, o rio que transbordou...
Depois de muitas aventuras finalmente chegam ao local do piquenique, colocam suas guloseimas na toalha e os bonecos participam de um mágico encontro, servindo-se de deliciosas comidas e trocando ideias com seus amigos.

domingo, 26 de agosto de 2012

3º Encontro de Ludicidade e Aprendizagem do Estado do Rio de Janeiro

Entre os dias 20 e 28 de outubro de 2012 acontecerá o 3º Encontro de Ludicidade e Aprendizagem do Estado do Rio de Janeiro, com a participação de diversos profissionais.
Teremos oficinas, palestras, ações lúdicas e mesa redonda sobre vários temas, visando o aperfeiçoamento dos profissionais de educação. As atividades acontecerão nas cidades de Maricá, Niterói e Rio de Janeiro.
A palestra de abertura, Ludicidade e Aprendizagem, será no dia 20 de outubro, em Niterói e será gratuita.
Estarei presente com a oficina Teatro na Educação, no dia 22 de outubro, das 9h às 11.30h na Tijuca - RJ
Estudantes - 25,00 e Professores - 30,00 por palestra que participar.
Maiores informações - contato@maisqesporte.com.br - (21) 4139-0611
Ainda dá tempo de enviar o seu trabalho. Não fique de fora dessa, afinal quem não se atualiza perde pontos no mercado de trabalho.

domingo, 12 de agosto de 2012

Encontros temáticos do SESC

No mês de setembro estarei participando dos Encontros Temáticos do SESC de São João de Meriti.
Serão 4 sábados em que trocaremos muitas informações em prol de uma educação mais dinâmica e o uso do teatro como ferramenta pedagógica.
A programação será:
08 de setembro - O teatro na escola
- Objetivos
- O papel do Professor
- Interdisciplinaridade
- Criando histórias, personagens e adereços
15 de setembro - Os Jogos Dramáticos
- A importância do brincar
- O Faz de Conta
- Jogo Projetado e Jogo Pessoal
- Mímica
- Clown
22 de setembro - Os Jogos Teatrais
- Improvisação
- Atividades de: relacionamento, espontaneidade, imaginação, observação e percepção
29 de setembro - Tipos de Teatro
- Fantoches
- Sombras
- Vara
- Teatro com os pés
- Sonoplastia
- Relaxamento
Veja as fotos desse evento no Facebook

domingo, 5 de agosto de 2012

A Lenda da Vitória-Régia

A Amazônia é um celeiro de lendas que encantam a todos, desde os mais novos aos mais velhos. Uma lenda conhecida pelo povo indígena da região é a da Vitória-régia, flor aquática muito comum na floresta brasileira e que chega a atingir até 2 metros de diâmetro.
Sugestões de Atividades:
- Leitura e interpretação oral da lenda.
- Ilustração das partes da lenda para a confecção de um livro.
- Confecção de um painel ou mural com a Vitória-régia feita com cartolina.
- Localização no mapa da Floresta Amazônica.
- Visita ao Jardim Botânico ou a outro lugar da cidade em que tenha essa flor.
- Pesquisa de outras plantam que bóiam.
- Confecção do cenário (árvores, peixes, lua, vitória-régia) e vestuário (cocares, tangas, colares, estrelas) para a dramatização.
- Dramatização.
- Relaxamento com sons da floresta.
Adaptação da lenda para encenação por crianças da Educação Infantil:
Personagens: Cacique, índios, lua, estrelas, Naiá;
Cenário: Floresta – árvores feitas com cartolina ou papel cartão, folhas secas espalhadas pelo chão; Rio – um lençol azul esticado no chão, com peixes coloridos e a lua, presos com fita adesiva em cima dele. Algumas crianças caracterizadas de índios, sentadas em semi-círculo. O cacique está sentado num plano mais alto ou em pé. Ao lado a lua (menino) e várias estrelas em volta (meninas).
Professor – Nas tribos indígenas é muito comum os mais velhos contarem histórias para os mais novos saberem um pouco dos seus antepassados. Foi numa dessas noites que os curumins conheceram uma lenda bem antiga.
Cacique – Havia uma índia muito bonita que era da tribo dos Maués.
Índio 1 – Onde fica essa tribo?
Cacique – Fica lá no Amazonas.
Índio 2 – E como era o nome da índia?
Cacique – Naiá. Ela adorava a lua. Os índios diziam que a lua era um guerreiro valente que subiu ao céu.
Índio 3 – Ela acreditava nisso?
Cacique – Sim, ela também achava que a lua fosse um índio.
Índio 4 – E o que aconteceu?
(Entra Naiá e olha para a lua.)
Naiá – Lua, ó lua! Como você está bonita.
(As estrelas se aproximam e fazem carinho na lua.)
Estrela 1 – Posso ficar perto de você?
Estrela 2 – Eu também quero.
Estrela 3 – A noite hoje está maravilhosa.
Professor - Naiá não gosta nem um pouco, mas não pode fazer nada, pois está aqui na Terra e a lua muito distante, lá no céu.
Naiá – Ah, como eu queria ser uma estrela para ficar pertinho da lua.
Professor – Então, ela resolve dar um passeio pela floresta, admirando a linda noite de luar. De repente, ao se aproximar do rio, vê a imagem da lua refletida nas águas. Naiá acha que a lua desceu do céu para vê-la.
Naiá – Meu guerreiro! Estou muito feliz, finalmente você veio ficar comigo.
Professor – Naiá mergulhou bem fundo no rio e não voltou mais. (Levantar uma parte do lençol e a criança fica por baixo dele). Tempos depois, apareceu boiando nas águas do rio Amazonas uma enorme e maravilhosa flor, que abre as suas pétalas, à noite, para o luar. (Colocar no rio uma vitória-régia feita de cartolina). A índia transformou-se na bela Vitória-régia.
Como acontece com várias lendas, existem diferentes versões que variam de região para região.

sábado, 28 de julho de 2012

Folclore

O folclore brasileiro é de uma riqueza imensa. Cada região do país, com a diversidade de seus costumes contribui com lendas, superstições, provérbios, trava-línguas, parlendas, adivinhações, cantigas de ninar, brinquedos cantados, comidas típicas, danças.
A escola tem um papel fundamental no resgate dessa cultura, que muitas vezes é passada de geração para geração. Mula sem cabeça, Saci-Pererê, Lobisomem, Boitatá, Iara, Negrinho do Pastoreio, Cobra grande, Boto cor de rosa, o que não falta é lenda para mexer com o imaginário infantil. E como a lenda nada mais é do que uma história, temos muito material para dramatização, interpretação, recontagem, criação de textos.
Devem ser reservados de 20 a 30 minutos diários para o trabalho com as lendas. Após conhecê-la, o aluno registra o que entendeu das mais diferentes formas: desenho, recorte e colagem, pintura, dobradura, modelagem, sucata.
Através do folclore a criança tem a oportunidade de conhecer os costumes de seu povo e se interessar por novos conhecimentos, instigando o hábito da pesquisa e, futuramente, o da leitura. O folclore representa a alma da nossa terra, com sua alegria, seu trabalho e sua filosofia de vida.Seguem algumas sugestões de atividades para serem trabalhadas na Educação Infantil.
Brinquedos Cantados: Os brinquedos cantados, também conhecidos como cantigas de roda, têm origens diversas e sofreram influências de vários países, principalmente de Portugal, nosso colonizador. Eles são bem recebidos pelas crianças, que se envolvem totalmente através da música, da roda e dos gestos. Através dessa brincadeira desenvolve-se: ritmo, lateralidade, equilíbrio, percepção espaço-temporal, socialização, entre outras coisas.
De abóbora faz melão
De abóbora faz melão,
De melão faz melancia(bis)
Faz doce, sinhá, faz doce, sinhá,
Faz doce de maracujá. (bis)
Quem quiser aprender a dançar,
Vai à casa do seu Juquinha. (bis)
Ele pula, ele roda,
Ele faz requebradinho. (bis)
Sugestões de Atividades:
- Interpretação e discussão sobre a música:
*Quem é a sinhá?
*Quais as frutas que são citadas?
*A abóbora também é uma fruta? O que ela é?
*Quem é o Juquinha? Como ele é?
*O que ele faz? Quem sabe imitá-lo?
- Desenho da música na forma de história em quadrinhos, registrando todas as partes da mesma.
- Preparação de doce de abóbora, sucos de melancia, melão e maracujá para serem degustados.
- Confecção de um cartaz com outras frutas que começam com a letra M e seus benefícios para a saúde.
- Conversa com a cozinheira da escola.
*Que outros pratos podemos fazer com abóbora?
*Que cuidados devemos ter na cozinha?
- Pesquisa de doces de diferentes regiões do Brasil.
Doce de abóbora
-1/2 kg de abóbora em cubos
-1 xícara de água
-4 colheres de sopa de açúcar
-2 cravos da índia
-1 pau de canela
-4 colheres de sopa de coco ralado
Modo de preparo:
Coloque todos os ingredientes, menos o coco ralado, numa panela. Leve ao fogo, mexendo de vez em quando até desmanchar. Retire do fogo, coloque o coco ralado e sirva frio.
O momento da culinária sempre é muito rico, pois além de trabalhar a matemática presente nas noções de quantidade, medidas de volume, massa, tempo, podemos chamar a atenção das crianças para as formas e cores dos alimentos e seus sabores, trabalhar com os rótulos das embalagens, praticar hábitos de higiene, sempre destacando a importância de uma alimentação saudável.