segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Criando com arte na Educação Infantil

"Precisamos levar a arte que hoje está circunscrita a um mundo socialmente limitado a se expandir, tornando-se patrimônio da maioria e elevando o nível de qualidade de vida da população." Ana Mae Barbosa
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Arte não é colorir desenhos prontos
Hoje em dia é de suma importância que o profissional de educação se atualize e se aperfeiçoe. Os alunos não aceitam mais a educação tradicional e, quem não muda, só tem a oferecer aulas cansativas.
Artes visuais deixa muito a desejar na escola, principalmente na Educação Infantil. Infelizmente ainda vemos por aí professores que oferecem desenhos prontos para a criança colorir dizendo que é aula de artes. Trabalho esse que pouco vem a acrescentar na formação integral do educando, pois limitam a criatividade.
Por outro lado vemos que o brasileiro não tem o hábito de visitar museus e exposições, cabendo a escola apresentar artistas e obras à criança. Através de releituras, interferências, o fazer artístico e exposições dos alunos, vamos nos familiarizando cada vez mais com essa área, além de desenvolver uma nova forma de expressão, onde a criança pode liberar seus medos, desejos, frustrações, sempre trabalhando com prazer.
A oficina Criando com Arte na Educação Infantil tem como objetivo principal aproximar o professor desse meio através de algumas importantes reflexões e apresentar técnicas diferentes e inovadoras para enriquecer cada vez mais as aulas, proporcionando crescimento cultural e pessoal. Devido a isso teremos trocas e discussões entre os presentes, sem deixar de lado a tão gratificante parte prática.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Teatro com os pés

Pelegrino & Petrônio
Ziraldo
Era uma vez um pé que se chamava Pelegrino. Seu sonho era ser bailarino.
Ele era o rei da ponta! Chegou a estudar francês, não para ser de bon ton, mas para fazer o glissé e mais o pas de bourrée avec toute la perfection.
Pelegrino se soltava no espaço, todo leve. O seu sonho era dançar como dançou Nureiev.
Ou - está bem! - como Travolta (no tempo em que ele dançava). E Pelegrino, acordado, sonhava. E como sonhava!
Era uma vez um outro pé que se chamava Petrônio. Também era um sonhador: queria ser um craque, ser um rei do futebol na defesa e no ataque.
Ele era sensacional, talentoso, jeitosinho... Sabia bater na bola (mas batia com carinho). Sabia brincar com ela - sua velha camarada. Dava passes de trivela e arrasava na embaixada.
Tudo bem... dois sonhadores. Mas vejam o que é o destino: o Pelegrino era irmão do Petrônio!
Acontece que os pés são assim: só nascem aos pares, de fato. (Que nem sapato.) E agora? Como é que ia ser? Um Pelegrino pensando permanentemente em passos, em palmas, pulos e pássaros, em pouso, paz e aplausos.
E um Petrônio preocupado com a perfeição dos passes, a ponta, o pique, a pelota, a pontaria... e o gol!
E não tem choro nem vela: pés são um par. Como irmão siameses, que não dá pra separar. Mas muitas cabeças - dos dedos! - pensam melhor, ora pois. Ideia que vale por duas vale melhor para dois!
Depois de muita conversa - irmão não briga com irmão, o Pelegrino e o Petrônio encontraram a solução.
E os dois foram trabalhar - vejam a vida como é - nas chuteiras de um craque tão bom quanto foi Pelé.
Foi lindo o seu gol, Petrônio!
Adorei sua performance, Pelegrino!

domingo, 2 de dezembro de 2012

Oficina de Contação de histórias

Conte outra vez
Oficina de contação de histórias
Histórias são contadas desde os tempos mais remotos. Inicialmente eram sobre batalhas, viagens, assombrações e chegavam ao conhecimento do povo pela tradição oral, sendo, também, levadas de uma cidade para outra por mercadores e viajantes.
Nessas localidades elas sofriam mudanças de acordo com os costumes e crenças do povo que ali habitava e eram passadas para as gerações seguintes.
Hoje em dia as histórias continuam encantando adultos e crianças, despertando a imaginação, desde a mais tenra idade, para um novo mundo, onde tudo é possível.
Contos de fadas, lendas, fábulas, “causos”, histórias de terror e tantas outras que já rodaram o mundo através dos séculos. Mais do que um passatempo, elas são de uma riqueza imensa na formação dos indivíduos e futuros leitores.
E em pleno século da tecnologia e de contatos meramente virtuais, a narrativa oral mantém ainda a sua força. E como diz o escritor Affonso Romano Sant’Anna:
“E numa sociedade em que a tecnologia afastou as pessoas, fazendo-as dialogar com máquinas que frustram e esfriam as relações, ouvir de corpo presente uma voz humana que nos fale de coisas imemorialmente simples e fundamentais é um acontecimento que deve ser celebrado e estimulado.”
Conte outra vez
Público Alvo: Educadores, psicólogos, atores, recreadores, bibliotecários e estudantes da área.
Data: 19 de janeiro de 2013
Horário: 9h às 13h
Local: SB Artes - Rua Cônego Tobias, 205 Méier - RJ
Investimento: 50,00
Logotipos de meios de pagamento do PagSeguro
Número de vagas: 20
Não haverá inscrição no dia.
Certificado entregue no local.
Objetivos da oficina:
- Sensibilizar o contador da importância das histórias como instrumento de interferência na formação do cidadão;
- Analisar a contação como recurso pedagógico;
- Desenvolver o potencial criador do contador, através de novas maneiras de transmitir as histórias;
Oficina ministrada pela educadora e atriz Alessandra Mourão. Graduada em Pedagogia, Pós Graduada em Artes Cênicas, especialista em Educação Infantil, Professora de Teatro de diversas instituições, palestrante e contadora de histórias. Ministrante do Workshop Teatro na Educação e organizadora do blog Criandartes
Veja as fotos da oficina realizada em janeiro de 2013 no Facebook

domingo, 25 de novembro de 2012

O teatro de sombras

Pesquisando na internet descobri uma das prováveis origens do Teatro de sombras.
Diz a lenda que no ano 121, o imperador Wu Ti, da dinastia Han, desesperado com a morte de sua bailarina favorita, ordenou ao mago que a trouxesse de volta do "Reino das Sombras", caso contrário ele seria decapitado.
O mago usou toda a sua criatividade e, através de uma pele de peixe macia e transparente, confeccionou a silhueta de uma bailarina. Quando tudo estava preparado, ele ordenou que no jardim do palácio, fosse erguida uma cortina branca contra a luz do sol.
Então começou o espetáculo para o imperador e sua corte. Toda a apresentação foi acompanhada de um som de uma flauta que fez surgir a sombra de uma bailarina movimentando-se com graciosidade. Dizem que nesse momento, teria surgido o teatro de sombras.
O Teatro de Sombras é muito interessante de assistir e chama a atenção de adultos e crianças. As sombras podem ser feitas com o próprio corpo, usando apenas as mãos, como na foto ou com silhuetas feitas com cartolina preta. Para colocar um pouco de cor, basta vazar o desenho na cartolina e colar um pedaço de papel celofane. Pronto! As cores aparecerão nas sombras.
Quem quiser receber um pdf com todas as sombras, basta deixar o e-mail.
As sombras foram retiradas do site www.pititi.com

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Trabalhando Drummond

O Elefante
Fabrico um elefante
de meus poucos recursos.
Um tanto de madeira
tirado a velhos moveis
talvez lhe dê apoio.
E o encho de algodão,
de paina, de doçura...
A Lagoa
Eu não vi o mar.
Não sei se o mar é bonito,
não sei se ele é bravo.
O mar não me importa.
Eu vi a lagoa.
A lagoa, sim.
A lagoa é grande
e calma também.
Na chuva de cores
da tarde que explode
a lagoa brilha
a lagoa se pinta
de todas as cores.
Eu não vi o mar.
Eu vi a lagoa...

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Trabalhando Drummond II

VERDADE
A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

domingo, 11 de novembro de 2012

O Piquenique dos bonecos

Uma atividade diferente que pode ser feita na aula de teatro é o piquenique dos bonecos.
Cada criança deve trazer o seu boneco ou bicho de pelúcia preferido, no dia combinado.
Após a apresentação inicial, em que cada um conta quem é o seu boneco, o professor pede que os alunos caminhem pelo ambiente como se fossem o boneco: engatinhando como o bebê, correndo como o super herói ou de forma delicada como a princesa.
Depois desse primeiro momento, é solicitado que os personagens se encontrem e conversem. Estimula-se, assim, que cada um improvise seus diálogos e socialize-se com os demais.
Uma criança pode ser escolhida para entregar o convite, explicando o local do encontro, o horário e o que cada um pode levar. Deixe a imaginação fluir na escolha do que levarão e reserve um tempinho para a colheita das frutas no pomar, a preparação de bolos, tortas e salgadinhos ou as compras no mercado.
Passando uma ótima noite de sono, para crianças e bonecos, o dia amanhece. Todos se arrumam e seguem até o bosque em que acontecerá o encontro. No trajeto, muitas coisas podem acontecer, como: uma ventania inesperada em que é preciso segurar nas árvores, um lobo feroz à solta, um temporal, pedras escorregadias, o rio que transbordou...
Depois de muitas aventuras finalmente chegam ao local do piquenique, colocam suas guloseimas na toalha e os bonecos participam de um mágico encontro, servindo-se de deliciosas comidas e trocando ideias com seus amigos.

domingo, 26 de agosto de 2012

3º Encontro de Ludicidade e Aprendizagem do Estado do Rio de Janeiro

Entre os dias 20 e 28 de outubro de 2012 acontecerá o 3º Encontro de Ludicidade e Aprendizagem do Estado do Rio de Janeiro, com a participação de diversos profissionais.
Teremos oficinas, palestras, ações lúdicas e mesa redonda sobre vários temas, visando o aperfeiçoamento dos profissionais de educação. As atividades acontecerão nas cidades de Maricá, Niterói e Rio de Janeiro.
A palestra de abertura, Ludicidade e Aprendizagem, será no dia 20 de outubro, em Niterói e será gratuita.
Estarei presente com a oficina Teatro na Educação, no dia 22 de outubro, das 9h às 11.30h na Tijuca - RJ
Estudantes - 25,00 e Professores - 30,00 por palestra que participar.
Maiores informações - contato@maisqesporte.com.br - (21) 4139-0611
Ainda dá tempo de enviar o seu trabalho. Não fique de fora dessa, afinal quem não se atualiza perde pontos no mercado de trabalho.

domingo, 12 de agosto de 2012

Encontros temáticos do SESC

No mês de setembro estarei participando dos Encontros Temáticos do SESC de São João de Meriti.
Serão 4 sábados em que trocaremos muitas informações em prol de uma educação mais dinâmica e o uso do teatro como ferramenta pedagógica.
A programação será:
08 de setembro - O teatro na escola
- Objetivos
- O papel do Professor
- Interdisciplinaridade
- Criando histórias, personagens e adereços
15 de setembro - Os Jogos Dramáticos
- A importância do brincar
- O Faz de Conta
- Jogo Projetado e Jogo Pessoal
- Mímica
- Clown
22 de setembro - Os Jogos Teatrais
- Improvisação
- Atividades de: relacionamento, espontaneidade, imaginação, observação e percepção
29 de setembro - Tipos de Teatro
- Fantoches
- Sombras
- Vara
- Teatro com os pés
- Sonoplastia
- Relaxamento
Veja as fotos desse evento no Facebook

domingo, 5 de agosto de 2012

A Lenda da Vitória-Régia

A Amazônia é um celeiro de lendas que encantam a todos, desde os mais novos aos mais velhos. Uma lenda conhecida pelo povo indígena da região é a da Vitória-régia, flor aquática muito comum na floresta brasileira e que chega a atingir até 2 metros de diâmetro.
Sugestões de Atividades:
- Leitura e interpretação oral da lenda.
- Ilustração das partes da lenda para a confecção de um livro.
- Confecção de um painel ou mural com a Vitória-régia feita com cartolina.
- Localização no mapa da Floresta Amazônica.
- Visita ao Jardim Botânico ou a outro lugar da cidade em que tenha essa flor.
- Pesquisa de outras plantam que bóiam.
- Confecção do cenário (árvores, peixes, lua, vitória-régia) e vestuário (cocares, tangas, colares, estrelas) para a dramatização.
- Dramatização.
- Relaxamento com sons da floresta.
Adaptação da lenda para encenação por crianças da Educação Infantil:
Personagens: Cacique, índios, lua, estrelas, Naiá;
Cenário: Floresta – árvores feitas com cartolina ou papel cartão, folhas secas espalhadas pelo chão; Rio – um lençol azul esticado no chão, com peixes coloridos e a lua, presos com fita adesiva em cima dele. Algumas crianças caracterizadas de índios, sentadas em semi-círculo. O cacique está sentado num plano mais alto ou em pé. Ao lado a lua (menino) e várias estrelas em volta (meninas).
Professor – Nas tribos indígenas é muito comum os mais velhos contarem histórias para os mais novos saberem um pouco dos seus antepassados. Foi numa dessas noites que os curumins conheceram uma lenda bem antiga.
Cacique – Havia uma índia muito bonita que era da tribo dos Maués.
Índio 1 – Onde fica essa tribo?
Cacique – Fica lá no Amazonas.
Índio 2 – E como era o nome da índia?
Cacique – Naiá. Ela adorava a lua. Os índios diziam que a lua era um guerreiro valente que subiu ao céu.
Índio 3 – Ela acreditava nisso?
Cacique – Sim, ela também achava que a lua fosse um índio.
Índio 4 – E o que aconteceu?
(Entra Naiá e olha para a lua.)
Naiá – Lua, ó lua! Como você está bonita.
(As estrelas se aproximam e fazem carinho na lua.)
Estrela 1 – Posso ficar perto de você?
Estrela 2 – Eu também quero.
Estrela 3 – A noite hoje está maravilhosa.
Professor - Naiá não gosta nem um pouco, mas não pode fazer nada, pois está aqui na Terra e a lua muito distante, lá no céu.
Naiá – Ah, como eu queria ser uma estrela para ficar pertinho da lua.
Professor – Então, ela resolve dar um passeio pela floresta, admirando a linda noite de luar. De repente, ao se aproximar do rio, vê a imagem da lua refletida nas águas. Naiá acha que a lua desceu do céu para vê-la.
Naiá – Meu guerreiro! Estou muito feliz, finalmente você veio ficar comigo.
Professor – Naiá mergulhou bem fundo no rio e não voltou mais. (Levantar uma parte do lençol e a criança fica por baixo dele). Tempos depois, apareceu boiando nas águas do rio Amazonas uma enorme e maravilhosa flor, que abre as suas pétalas, à noite, para o luar. (Colocar no rio uma vitória-régia feita de cartolina). A índia transformou-se na bela Vitória-régia.
Como acontece com várias lendas, existem diferentes versões que variam de região para região.

sábado, 28 de julho de 2012

Folclore

O folclore brasileiro é de uma riqueza imensa. Cada região do país, com a diversidade de seus costumes contribui com lendas, superstições, provérbios, trava-línguas, parlendas, adivinhações, cantigas de ninar, brinquedos cantados, comidas típicas, danças.
A escola tem um papel fundamental no resgate dessa cultura, que muitas vezes é passada de geração para geração. Mula sem cabeça, Saci-Pererê, Lobisomem, Boitatá, Iara, Negrinho do Pastoreio, Cobra grande, Boto cor de rosa, o que não falta é lenda para mexer com o imaginário infantil. E como a lenda nada mais é do que uma história, temos muito material para dramatização, interpretação, recontagem, criação de textos.
Devem ser reservados de 20 a 30 minutos diários para o trabalho com as lendas. Após conhecê-la, o aluno registra o que entendeu das mais diferentes formas: desenho, recorte e colagem, pintura, dobradura, modelagem, sucata.
Através do folclore a criança tem a oportunidade de conhecer os costumes de seu povo e se interessar por novos conhecimentos, instigando o hábito da pesquisa e, futuramente, o da leitura. O folclore representa a alma da nossa terra, com sua alegria, seu trabalho e sua filosofia de vida.Seguem algumas sugestões de atividades para serem trabalhadas na Educação Infantil.
Brinquedos Cantados: Os brinquedos cantados, também conhecidos como cantigas de roda, têm origens diversas e sofreram influências de vários países, principalmente de Portugal, nosso colonizador. Eles são bem recebidos pelas crianças, que se envolvem totalmente através da música, da roda e dos gestos. Através dessa brincadeira desenvolve-se: ritmo, lateralidade, equilíbrio, percepção espaço-temporal, socialização, entre outras coisas.
De abóbora faz melão
De abóbora faz melão,
De melão faz melancia(bis)
Faz doce, sinhá, faz doce, sinhá,
Faz doce de maracujá. (bis)
Quem quiser aprender a dançar,
Vai à casa do seu Juquinha. (bis)
Ele pula, ele roda,
Ele faz requebradinho. (bis)
Sugestões de Atividades:
- Interpretação e discussão sobre a música:
*Quem é a sinhá?
*Quais as frutas que são citadas?
*A abóbora também é uma fruta? O que ela é?
*Quem é o Juquinha? Como ele é?
*O que ele faz? Quem sabe imitá-lo?
- Desenho da música na forma de história em quadrinhos, registrando todas as partes da mesma.
- Preparação de doce de abóbora, sucos de melancia, melão e maracujá para serem degustados.
- Confecção de um cartaz com outras frutas que começam com a letra M e seus benefícios para a saúde.
- Conversa com a cozinheira da escola.
*Que outros pratos podemos fazer com abóbora?
*Que cuidados devemos ter na cozinha?
- Pesquisa de doces de diferentes regiões do Brasil.
Doce de abóbora
-1/2 kg de abóbora em cubos
-1 xícara de água
-4 colheres de sopa de açúcar
-2 cravos da índia
-1 pau de canela
-4 colheres de sopa de coco ralado
Modo de preparo:
Coloque todos os ingredientes, menos o coco ralado, numa panela. Leve ao fogo, mexendo de vez em quando até desmanchar. Retire do fogo, coloque o coco ralado e sirva frio.
O momento da culinária sempre é muito rico, pois além de trabalhar a matemática presente nas noções de quantidade, medidas de volume, massa, tempo, podemos chamar a atenção das crianças para as formas e cores dos alimentos e seus sabores, trabalhar com os rótulos das embalagens, praticar hábitos de higiene, sempre destacando a importância de uma alimentação saudável.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Fazendo Experiências

Artigo de minha autoria que foi publicado na revista Educação Infantil, da Editora Minuano - Julho de 2012. As sugestões Boneco Cabeludo e desenho na folha queimada, já ganharam um post, cada, com explicações e fotos. Vamos à matéria.
O estudo de ciências na Educação Infantil deve ser feito de forma prática e prazerosa, pois a criança gosta de explorar e experimentar. É nessa faixa etária que ela começa a observar o mundo que a rodeia e, através dessas observações, elabora ideias para explicar os acontecimentos.
O professor deve estimular o seu interesse, formulando problemas para serem resolvidos em conjunto. É importante que o aluno possa testar as suas hipóteses, sempre que possível, registrando os resultados.
Quem nunca brincou de cientista quando pequeno? Descobrir uma coisa nova, observar uma transformação, fazer e refazer. O aprendizado através de experiências pode ser muito agradável para a criança. Sejam coisas mais simples, como ver a água se transformando em gelo e depois derretendo ou detalhes que exijam um maior preparo, o importante é que esse trabalho seja feito no decorrer do ano letivo. As ciências despertam um novo olhar para as coisas que nos rodeiam. E é esse olhar investigativo que a criança levará por toda a vida, nas suas futuras descobertas.
Trabalhando com os quatro elementos: terra, água, fogo e ar, o professor oferece um vasto campo de observações e experimentações, propiciando a formulação de novos questionamentos. Devemos nos atentar para os cuidados ao se trabalhar com o fogo. É importante uma conversa prévia com o grupo, explicando a atenção que devemos ter e a presença de um adulto o tempo todo.
Também é interessante que o professor teste as experiências antes de levá-las para a turma, pois uma pequena quantidade a mais ou a menos, um simples detalhe, pode fazer com que o seu experimento não resulte no esperado.
Sugestões de atividades:
Terra:
- Plantação de diferentes sementes e observação do seu crescimento.
- Confecção de um painel com diversos tipos de folhas.
- Observação e registro do que acontece com um vaso de planta num local claro e arejado e num local escuro e fechado.
- Preparação de miniterrários.
- Observação dos bichinhos do jardim.
- Rodízio de alunos para regar as plantas da escola.
- Coleta de mudas em casa e que possam ser plantadas.
- Registro fotográfico de tipos de árvores no entorno da escola.
Boneco Cabeludo
Material:
*Potes de iogurte ou cascas de ovo
*Alpiste
*Terra
*Água
*Hidrocor
*Cola, tesoura e papéis de cores variadas
Faça pequenos furos no fundo das embalagens de iogurte ou da casca de ovo para que o excesso de água possa sair. Encha-os com terra e por cima coloque um punhado de alpiste. Regue todos os dias, deixando num lugar arejado. O alpiste ao nascer, será o cabelo do boneco, agora é só fazer o rosto e o corpo usando o hidrocor e os papéis coloridos.
Água:
- Experimente diferentes quantidades de água em recipientes iguais. A água pesa?
- Tingimento de água com papel crepom de cores diversas. É só deixar pedaços de papel crepom dentro de garrafas com água. Uma cor em cada garrafa.
- De olhos vendados sentir a temperatura da água – quente, fria, gelada.
- Listar objetos que boiam e afundam – ferro, isopor, espuma, imã, rolha, prego.
- Observação do derretimento de dois cubos de gelo – um exposto no sol e um dentro da sala.
- Confecção de um aquário de brinquedo. É só encher uma garrafa com água, pingar algumas gotas de anilina azul claro, jogar um pouco de purpurina e colocar peixes e estrelas-do-mar feitos com papel celofane.
Redemoinho
Material:
*Duas garrafas plásticas, transparentes e com as tampas
*Cola
*Água
Cole as tampas, uma de costas para a outra. Faça um furo que atravesse as duas tampas. Encha a primeira garrafa com aproximadamente 1/3 de água. Coloque as tampas na primeira garrafa. Coloque a segunda garrafa, de modo que fique por cima da primeira. Vire a garrafa com água para cima. A água começará a cair aos poucos pelo furo, faça uma pequena rotação nas garrafas e verá um redemoinho se formando.
Fogo:
- Desenhe numa folha branca com cotonete embebido em suco de limão. Depois passe o papel com ferro quente. Veja o que acontece!
- Descobrindo que o fogo precisa do ar. Coloque pedaços de algodão dentro de dois copos, botando fogo nos dois pedaços. Enquanto eles queimam, tampe um dos copos. Por que o fogo apagou no copo fechado?
- Coloque alguns lápis cera dentro de formas variadas e leve ao forno para derreter. Esperar esfriar para endurecer e usar para desenhar.
Vulcão
Material:
*Uma garrafa plástica
*Vinagre branco
*Bicarbonato de sódio
*Anilina
Coloque em uma garrafa plástica, transparente, um copo de vinagre branco com algumas gotas de anilina vermelha ou laranja. Despeje dentro da garrafa uma colher de sopa bem cheia de bicarbonato de sódio. Veja o que acontece.
Ar:
- Encher balões. O ar tem volume?
- Soprar cata-ventos, apitos, penas.
- Fazer bolinhas de sabão.
- Soltar pipas.
- Dobradura de leques.
- Confecção de uma biruta para observar a direção do vento.
Balão mágico
Material:
- Uma garrafa
- Um balão de festa de aniversário
- Funil
- Vinagre
- Bicarbonato de sódio
Coloque dentro de uma garrafa aproximadamente ¼ de vinagre morno. Com a ajuda de um funil, encha um balão de festa com bicarbonato de sódio. Prenda a boca do balão no gargalo da garrafa e quando estiver preso, levante o balão, de modo que o bicarbonato de sódio caia dentro da garrafa. Veja o balão encher.
Aliando a ciência à arte:
Existe uma proximidade entre ciência e arte. A arte, de certa forma, não deixa de usar elementos da ciência. Podemos preparar técnicas bem interessantes utilizando os quatro elementos.
Algumas ideias...
- Desenhe, com hidrocor, no papel queimado anteriormente com uma vela. Com o que se parece a forma que ficou?
- Soprar com canudo gotas de gouache diluído em água. O que acontece quando as cores se misturam?
- Desenhe, com hidrocor, no papel branco e depois passar pincel com água por toda a folha.
- Molhe as mãos numa bacia com água, em seguida coloque-as numa bacia com areia. Depois, faça pintura com as mãos numa cartolina com tinta. - Derreta lápis cera na chama da vela.
- Umedeça folhas de papel sobre a mesa e com o conta-gotas pingue diferentes cores de tintas. O que se forma?
- Misture cores e registre as novas nuances que resultam.
- Faça pintura com gelo colorido.

domingo, 10 de junho de 2012

Criando na folha queimada

Essa técnica é bem diferente e o efeito é ótimo. Em turmas de crianças menores, o professor deve preparar o material em casa e levar as folhas já queimadas. O ideal é que fique uma diferente da outra, estimulando a criatividade da garotada.
Com as crianças maiores, pode-se fazer um ou dois para eles verem como é. Sempre lembrando os cuidados que devemos ter com o fogo. Atenção! Fogo não é para brincar e isso deve ficar bem claro para todos.
Como fazer:
Com uma vela acessa, encoste uma parte da folha no fogo, deixando queimar um pouco e, logo em seguida, apague rapidamente.
Experimente queimar as folhas em lugares diferentes, no meio ou nas pontas e até queimar a mesma folha duas vezes. Retire o excesso de papel queimado e deixe as crianças usarem a imaginação, completando com o hidrocor e formando desenhos variados!!

domingo, 3 de junho de 2012

Boneco Cabeludo

Esse boneco é muito fácil de fazer e tem um efeito bem bacana. As crianças adoram e você vai se divertir também.
Material necessário:
-1 garrafa de iogurte
-terra preta
-alpiste
-papéis coloridos
-cola
-tesoura
Faça alguns furos no fundo do pote para que o excesso de água possa sair. Coloque terra, alpiste e regue.
Espere alguns dias para o alpiste crescer e monte o seu boneco do jeito que quiser.
Depois de mais alguns dias, chegou a hora de aparar o "cabelo" e fazer inúmeros penteados. Vamos deixar a imaginação fluir!!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Workshop Teatro na Educação



No dia 19 de maio de 2012 foi realizado mais um Workshop Teatro na Educação. Este ano foi no SB Artes que abriu as suas portas para receber educadores apaixonados que querem inovar em sala de aula.

Foi uma manhã agradável e de muito trabalho, pois ninguém ficou parado diante das propostas. O grupo de professores abraçou os jogos teatrais e contribuiu com sua experiência. Mais fotos no Orkut ou no Facebook