quinta-feira, 16 de julho de 2015

A varinha mágica

Alessandra - Há muitos anos havia uma fada bondosa que gostava de ajudar as pessoas. Um dia, no bosque onde morava, teve uma ventania e levou sua varinha para longe. Ela procurou durante vários dias e não a encontrou. Então ela resolveu fazer um encanto: - Quem encontrar a minha varinha poderá realizar muitos desejos - disse a fada. Ela continuou vivendo no bosque e aprendeu a realizar seus desejos mexendo as orelhas. Vocês gostariam de conhecer o bosque onde mora a fada?
Crianças - Sim!
Alessandra - (Abro na sala um túnel de pano.) Vamos entrar nesse túnel e sairemos lá. (Todos passam pelo túnel, animados.)
Eliane - É um túnel mágico.
Sabrina - Vamos conhecer o bosque da fada!
Alessandra - Aqui é o bosque, vamos até aquelas árvores lá do outro lado. (Em algum momento do caminho coloco uma varinha num canto da sala para ser encontrada pelas crianças.)
Gustavo - Olha! Uma varinha!
Paulo - Nós achamos a varinha da fada!
Alessandra - Cada um ficará um pouco com ela e vai transformar os amigos e o lugar no que quiser. Todos devem obedecer quem estiver com a varinha. Mas vamos fazer apenas movimentos corporais, sem som.
Geisa - Posso começar?
Alessandra - Pode sim.
Geisa - Todo mundo vai virar leão. (Todos se transformam em leões ferozes, caminhando pela sala. Escuto alguns rugidos e lembro que movimentaremos somente o corpo.)
Geisa - E agora vão virar estátua. (Nessa hora o silêncio predomina, ninguém fala ou se mexe.)
Alessandra – Geisa, você vai escolher alguém para ficar com a varinha.
Geisa - Eu escolho o Cláudio.
Cláudio - (Pega a varinha.) Vocês vão ser dinossauros. (...) E agora todo mundo é formiga.
Alessandra - O que vocês estão fazendo como formigas?
Paulo - Eu moro no formigueiro.
Sabrina - Tô carregando muitas folhas.
Eliane - Vou me encontrar com outras formigas.
E assim a brincadeira continua até que todas as crianças tenham ficado com a varinha e realizado seus desejos.

sábado, 18 de abril de 2015

Uma reflexão sobre o teatro na escola

É comum ouvir de alguns adultos comentários do tipo: "Vocês estão ensaiando uma pecinha?" Não, aula de teatro não significa que estamos decorando textos, ensaiando. Só para lembrar, o teatro na escola não pretende formar atores e sim trabalhar o desenvolvimento global do educando.
Não sou contra apresentações públicas, mas estas devem ser a última etapa de um trabalho muito bem feito.
Quem não tem uma experiência ruim para contar de uma apresentação na escola? Quem é que nunca se ofereceu para fazer o trabalho do colégio inteiro e ficar sem apresentá-lo oralmente?
Alguém já parou para pensar de onde vem esse medo, essa vergonha? Com certeza vai encontrar a resposta no próprio meio escolar.
Por isso, já dizia Peter Slade, nem sempre apresentar peças é um bom ensino de teatro. Decorar falas que talvez não tenham significado para a criança, repetir palavra por palavra sem mudar nada, sem criar. Não saber onde colocar as mãos, o que fazer se esquecer a fala e se for o outro quem esqueceu? Lendo assim parece uma coisa torturante. E vendo por esse lado é mesmo.
Quando me perguntam indicações de cursos de teatro, sempre digo para a pessoa escolher um que não tenha montagem de peça ou se tiver que seja beeeeemmm lá na frente.
Há muita coisa para ser trabalhado antes, inicialmente, na Educação Infantil, com os jogos dramáticos e depois com os jogos teatrais.
Nas aulas de teatro podemos trabalhar a socialização, o equilíbrio, a concentração, a imaginação, a criatividade, a linguagem, a reflexão, a capacidade de resolver problemas, a memória, a sensibilidade, a espontaneidade, a percepção, a autoestima, a memória, a consciência corporal. Ufa!
Muitas pessoas criticam o trabalho com teatro feito pelo professor de turma, dizendo que deve ser desenvolvido por um profissional especializado. Já vi muitos profissionais sem domínio de turma, trazendo jogos longos demais para a idade, temas fora da realidade e exigindo o que aquele grupo ainda não pode dar.
Se você é professor de turma, leia, pergunte, busque, faça um curso. O teatro em sala pode e deve ser o seu aliado, proporcionando alegria e nunca tensão e sofrimento por parte dos alunos.
Se você é professor de Artes Cênicas ou ator e dá aulas, pesquise sobre o desenvolvimento infantil, as fases da aprendizagem, características de cada faixa etária. Quanto menor a faixa etária do aluno, mas você deve saber.
Não vamos ficar estagnados repetindo sempre as mesmas coisas e com medo de inovar. Os alunos agradecem.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Feliz 2015!!!

Em 2015...

domingo, 12 de outubro de 2014

Teatro na Educação Infantil

Teatro na Educação Infantil
Oficina de Jogos Dramáticos
Público Alvo:
Educadores, recreadores e estudantes da área
Objetivo:
- Desenvolver as potencialidades da criança da Educação Infantil
- Perceber o teatro como meio para trabalhar os conteúdos pedagógicos em sala de aula
Conteúdo:
• O teatro na escola
- O que é Arte na escola
- Objetivos do ensino de teatro
- O papel do professor
- Criando histórias, personagens e adereços
• Os jogos dramáticos
- A importância do brincar
- O jogo simbólico
- O faz de conta
- Jogo projetado e jogo teatral
- Mímica
- Clown
• Os jogos teatrais
- O que são jogos teatrais
- Improvisação
• Tipos de teatro
- Fantoche
- Sombras
- Vara
- Teatro com os pés
- Sonoplastia
- Relaxamento

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Um pedido de socorro para o bosque

Personagens: Marina, Mãe, Joaninha, Sapo, Periquito, Lobo, Bicho1, Bicho2, Bicho3, Rosa
Autoria de Alessandra Mourão
Marina entra feliz, observando o lindo dia que está fazendo.
Marina – De repente me deu uma vontade de dar uma volta no bosque. Vou pedir para a mamãe. Mamãe! Mamãe!
Mãe – O que foi minha filha?
Marina – Mãe, vamos passear lá no bosque?
Mãe – Eu acho que não é uma boa ideia. Ontem eu passei por lá e estava tudo feio, as flores mortas, o rio sujo.
Marina – Mas logo agora que vai começar a Primavera!?
Mãe – É uma pena, mas as pessoas não estão respeitando a Natureza.
Marina – Eu queria tanto que as flores ficassem bonitas de novo. Como eu faço, mamãe?
Mãe – Minha filha, agora eu tenho que limpar a casa, não posso conversar. Por que você não procura a Linda Rosa Juvenil? Ela é muito bondosa e pode lhe explicar tudo.
Mãe sai de cena.
Marina – Isso mesmo! Eu vou procurar a Linda Rosa Juvenil, ela deve saber o que fazer para deixar o bosque florido de novo! Mas onde será que ela mora? Vou procurar!
Ela chega ao bosque, onde as plantas estão secas, mortas e começa a caminhar cantando: “Alecrim Dourado”. Entra a joaninha.
Marina – Quem é você?
Joaninha – Eu sou a Joaninha. Você não me conhece?
Marina – Eu estou muito triste Dona Joaninha. A Primavera vai chegar e as flores estão todas murchas.
Joaninha – É, você tem razão. Não tem mais nenhuma flor para eu ficar deitadinha.
Marina – Flores são tão bonitas, enfeitam, deixam o mundo mais belo!
Joaninha – Eu acho que assim o nosso bosque vai acabar.
(Joaninha abaixa a cabeça e começa a chorar).
Marina – Eu não vou deixar que isso aconteça! Vou procurar a Linda Rosa Juvenil e ela vai me ajudar.
Joaninha – Boa sorte pra você, então. Agora eu preciso ir.
Ela sai e a Marina continua o seu caminho cantando. Entra o sapo. Toca a música “Sapo Cururu”.
Marina – Oi Sapo Cururu!
Sapo – Oi, onde você vai?
Marina – Vou na casa da Linda Rosa Juvenil. Você sabe onde ela mora?
Sapo – Dizem que é lá no final do bosque...
Marina – Quer ir comigo sapinho?
Sapo – Eu não posso, tenho que limpar o rio que está todo sujo. Veja o que encontrei!
(Pega um saco cheio de lixo e derruba no chão).
Marina – Que sujeira! Quem fez isso?
Sapo – Foram as pessoas que vieram acampar aqui no fim de semana. Eu nem posso tomar mais o meu banho!
Marina – As pessoas estão acabando com o bosque! Destruindo a natureza.
Sapo – É verdade! Assim os bichos também vão morrer.
Marina – Eu não vou deixar isso acontecer!
Sapo – Obrigado, toda ajuda é bem vinda. Adeus!
Marina – Adeus Sapo Cururu!
Marina continua o seu caminho e encontra o periquito. Toca a música “Periquito Maracanã”. Após a música, ele foge assustado e a menina vai atrás dele.
Periquito – Socorro! Socorro!
Marina – O que foi?
Periquito – Socorro! Socorro!
Até que ele para, ofegante.
Marina – O que houve Periquito?
Periquito – Estão destruindo as árvores, eu não vou ter mais casa!
Marina – Quem está fazendo isso?
Periquito – O homem, o homem.
Marina – O homem não sabe que a mão que destroi, também serve pra plantar?
Periquito – Se cada árvore que ele derrubasse, plantasse duas, as florestas não estariam acabando e eu tinha a minha casa.
Marina – Você sabia que existe o dia da árvore? É no dia 21 de setembro.
Periquito – É mesmo, vamos convidar nossos amigos para cantar “Parabéns” para todas as árvores?
Marina - Crianças, vamos cantar parabéns para as árvores!?
Todos cantam “Parabéns pra você”, em seguida o periquito se despede e sai. Marina continua seu caminho e encontra um lobo muito astuto. Enquanto ele conversa, cheira a Marina, a rodeia, cheio de más intenções.
Lobo – O que você faz por aqui, linda criança?
Marina – Eu, eu, eu estou procurando a Linda Rosa Juvenil. Você sabe onde ela mora?
Lobo – Talvez sim, talvez não.
Marina – E você pode me ajudar a chegar até lá?
Lobo – Talvez sim, talvez não.
Marina – É que a Primavera vai chegar e as flores estão muito murchas, sem vida.
Lobo – Eu adoro pisar nas flores, destruir tudo!
Marina – Mas você não pode fazer isso! Não pode destruir a natureza!
Lobo – É o que eu mais gosto de fazer. Eu pisei em todas as flores que estavam no canteiro, quase que eu piso na Dona Joaninha também. Eu joguei latas de refrigerante lá no rio e o sapo ficou preso dentro de uma delas. Ahahahaha! Eu mostrei para os lenhadores onde era a árvore que o Periquito Maracanã morava e ele a colocou abaixo! Madeeeiiiraaa!
Marina – Mas você é muito malvado! A natureza é uma coisa maravilhosa! As árvores nos dão flores, frutas, sombra e o ar que respiramos.
Lobo – O ar que respiramos?
Marina – Sim, esse ar puro que nós respiramos, vem das árvores.
Lobo – Eu não sabia.
Marina - E você sente sede, Lobo?
Lobo – Claro que sim! Eu bebo água lá do rio, é geladinha!
Marina – Se você jogar sujeira lá, não vai ter mais água limpa para beber.
Lobo – Eu não havia pensado nisso.
Marina – Você também é da Natureza Seu Lobo.
Lobo – Eu?
Marina – Sim, todos os animais. E se destruirmos as florestas, as plantas e as árvores, os animais vão morrer.
Lobo – Você tem certeza disso?
Marina – Claro! Vou chamar alguns animais para te provar como é verdade. Amigos animais! Amigos Animais!
Aparecem diversos animais de fantoches.
Marina – Amigos, contem para o Lobo como é verdade que tem uns bichos que já não existem mais.
Bicho 1 – Sim, alguns animais já foram extintos.
Lobo – Extintos? O que é isso?
Bicho 2 – O homem destruiu a natureza e eles não tiveram onde viver.
Bicho 3 – Tem outras espécies que também estão em extinção, só existem poucos deles.
Lobo – Quer dizer que se eu destruir a natureza, não vou ter mais onde morar?
Todos - Sim!
(Fantoches saem)
Lobo – Eu prometo que vou cuidar direitinho da natureza, e para provar isso, vou te ensinar onde mora a Linda Rosa Juvenil.
Marina – Que legal! Onde é?
Lobo – Bem, você vai por esse caminho, dobra a direita e depois a esquerda.
Marina – Obrigado, você me ajudou muito. Tchau!
Lobo – Tchau.
Marina continua o seu caminho e chega perto da casa da Linda Rosa.
Marina – Acho que é aquela casa que ela mora. Estou ouvindo um barulho.
A Linda Rosa está regando as suas plantas. Entram algumas crianças, fazem uma roda, cantando “A linda rosa juvenil”. Após a música, a menina se aproxima para falar com a Rosa.
Marina – Você que é a Linda Rosa Juvenil?
Rosa – Sim, sou eu. O que você deseja?
Marina – Ah, Dona Rosa, eu queria a sua ajuda porque o bosque está muito feio, as flores secas, tudo sujo. A primavera está chegando e eu queria que tudo ficasse florido. O que eu faço?
Rosa – Isso é muito fácil. Tudo depende de nós.
Marina – Como assim?
Rosa – Nós devemos respeitar a natureza, cuidar das plantas, não jogar lixo nos rios, nos jardins, também não podemos maltratar os animais.
Marina – E como eu faço para as flores do bosque renascerem?
Rosa – Escute o seu coração, escute o seu coração!
Marina – Obrigado, adeus linda rosa.
Rosa – Adeus!
Marina sai pensativa e repetindo “escute o seu coração”. De repente tem um estalo. Marina – Já sei! O meu coração diz que eu posso fazer muito. Nós somos responsáveis pela natureza! Vou cuidar das plantas com carinho, regar, dá amor. É isso!
Ela cuida das plantas, rega, e elas começam a se transformar em flores lindas.
Marina – Todos nós podemos fazer a nossa parte. A natureza precisa de ajuda. Até que enfim vamos poder comemorar a chegada da Primavera com tudo florido!
Entram todos os personagens e cantam alegres a música final com o tema “Primavera”.

sábado, 15 de março de 2014

Conte outra vez

Oficina de contação de histórias
Conte outra vez
Público Alvo: Educadores
Data: 12 de abril de 2014
Local: Colégio Divina Providência (SA Filmes)
Rua Lopes Quintas, 274 Jardim Botânico RJ
Valor: 50,00
Formas de Pagamento: Depósito bancário
Após o pagamento entrar em contato através do e-mail criandartes@gmail.com para receber a ficha de inscrição.
Veja como foi a oficina de 2013 clicando aqui Oficina de 2013

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Ideias para Aula de Teatro

O ano letivo já iniciou e que tal usar alguns exercícios teatrais com o seu grupo? Tenho certeza que sua aula será mais dinâmica e sua turma mais interessada. Seguem algumas sugestões:
- Criar uma história, onde cada um conta um pedaço da mesma
- Dividir em dois grupos e apresentar a história
- O corpo fala. Representar com o corpo as frases: Estou com fome, Ganhei na loteria, Estou sendo seguido, etc
- Criação de um personagem. Desenhar o seu personagem e escrever algumas características dele.
- Apresentar o desenho explicando ao grupo como é o seu personagem.
- Cada um deve escolher uma história conhecida (Três porquinhos, Chapeuzinho Vermelho) e se apresentar, como se fosse o personagem criado, dentro da história escolhida.
- Andar pelo ambiente, movimentando o corpo e, ao sinal:
*uma das mãos quer apertar sua garganta
*um dos pés fica colado no chão
*um barulho altíssimo no ouvido
*desmaia
*acorda num lugar estranho e quer fugir
- Trava-línguas
*Andar lendo o trava-língua – alto, baixo, alegre, triste
*Individualmente interpretar sua frase
*Em dupla criar uma história que fale sobre o assunto do seu trava-língua
*Escolher outro trava-língua e caminhar lendo-o
*Individualmente ler sua frase com gestos
*Criar uma história em que seja dita a frase

domingo, 27 de outubro de 2013

Paulo Freire, o mestre da mudança

Numa sociedade em que não se dá o devido valor à educação, vide a greve dos professores que se arrastou por tanto tempo, creio que podemos dizer que é através dela que teremos a chave para a sociedade que queremos.
Um dos grandes representantes da educação brasileira é Paulo Freire, que com certeza, dispensa apresentações. Nesse mês de outubro em que tivemos o dia do professor (15) e o blog Criandartes completou 4 anos (17), deixo algumas frases desse sábio mestre, para refletirmos e mudarmos nossa prática. Muita coisa já foi feita, mas é preciso muito mais.
“Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.”
“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”.
"Ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo."
"Sou professor a favor da esperança que me anima apesar de tudo. Sou professor contra o desengano que me consome e imobiliza. Sou professor a favor da boniteza de minha própria prática..."
"Quando entro em uma sala de aula devo estar sendo um ser aberto a indagações, à curiosidade, às perguntas dos alunos, às suas inibições; um ser crítico e inquiridor, inquieto em face da tarefa que tenho - a de ensinar e não a de transferir conhecimento"
"A liberdade, que é uma conquista, e não uma doação, exige uma permanente busca. Busca permanente que só existe no ato responsável de quem a faz. Ninguém tem liberdade para ser livre: pelo contrário, luta por ela precisamente porque não a tem."
"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino".
"Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda."
"A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria."
"Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo."
"Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes."
"Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes." "Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo."
"Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou sua construção."

domingo, 1 de setembro de 2013

domingo, 11 de agosto de 2013

Desfile da Independência

Exército da Paz
* Soldados da Paz
Roupa de soldado (exército)
Além da bandeira do Brasil, estarão presentes bandeiras de vários países, mostrando que o exército da Paz não tem fronteiras e deve estar presente em todo o planeta.
* A pomba da Paz
Roupa branca, pomba na cabeça
A pomba e a cor branca representam a paz.
* Pelotão da alegria
O colorido representa além da natureza, a alegria das cores. A turma deve ser dividida em 3 grupos:
Grupo 1 - Crianças de roupa azul, com chapéu de peixe, sendo cada um de uma cor, representando o mar. O chapéu de peixe pode ser de espuma ou feito em cartolina de cores variadas. Elas podem segurar balões de gás azuis.
Grupo 2 - Crianças de roupa amarela (sol) com balões de gás amarelo.
Grupo 3 - Crianças de calça marrom e camiseta verde (floresta) com balões verdes. A camiseta pode estar com folhas de árvores, feitas de cartolina, presas nela.
* Pelotão da bondade
Representado por profissões que ajudam a salvar vidas, muitas delas arriscando a sua própria vida. O grupo de crianças deve ser dividido pelo número de profissões escolhidas. Podem levar um objeto relativo ao seu trabalho nas mãos.
Sugestões de profissões:
Médico – roupa azul com jaleco branco (maleta)
Bombeiro – roupa vermelha ou caqui (extintor)
Representante da cruz vermelha – calça e boné vermelhos, camiseta branca com a cruz na cor vermelha (bandeira da cruz vermelha)
Salva-vidas – bermuda, camiseta e boné vermelhos (binóculos)
Enfermeira – Roupa branca, chapéu branco com cruz vermelha
* Pelotão do amor
As crianças representam etnias e classes sociais diferentes, mostrando que o amor independente de qualquer coisa. Durante todo o desfile caminharão de mãos dadas. Num determinado momento, elas soltam as mãos e se abraçam, de dois em dois, dentro de suas filas.
Faixa “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”
O grupo ficará dividido em 4 filas. As crianças usarão roupas diferentes: terno, roupa simples, de retirante, roupa social, índio, trapos (mendigo), nordestino, sulista. E se alternarão nas filas. Ou seja, em cada fila haverá crianças com roupas diferentes, de mãos dadas.

domingo, 9 de junho de 2013

Dramatização para a Festa Junina

Óia a onça
Narrador - Eu vô contá procês um causo que aconteceu lá na minha terra. Toinho era um menino que adorava contá mentira. Toda vez que tinha oportunidade ele gostava de pregá peças nos outros.
Toinho - (Para uma moça que colocava roupa no varal) Moça! Moça! Tá vindo uma tempestade arretada. Já tá tudo escuro pras bandas de lá.
Moça - (Tira a roupa rapidamente) Vixe, minha nossa senhora! Agradecida menino.
(Toinho vai embora rindo e encontra algumas crianças brincando de roda - podem cantar uma ou duas cantigas de roda, enquanto são observadas pelo menino.)
Toinho – Gente, cuidado, tá vindo um monte de abeia nessa direção. (Crianças correm e se escondem, Toinho sai rindo)
Criança 1 – Ué, cadê as abeia?
Criança 2 – Num tem nadica de nada.
Criança 3 – O Toinho tá mangando de nóis.
Criança 1 – Que coisa feia!
Criança 2 – Ele inda vai se dá mal.
Narrador – Mas Toinho só queria se diverti. E como ele se divertia pregando peças nos outros! Um dia teve um grande piquenique perto do rio. Todos foram brincá e aproveitá o dia.
Toinho – Vou pregá uma peça daquelas nesse mundaréu de gente.
Narrador – Enquanto todos aproveitavam o dia, Toinho nadou bem pro meio do lago.
Toinho – Socorro! Tô me arfogando. Acudam eu, acudam eu!
Mãe – Ai, meu fio tá se arfogando. Acudam!
(Várias pessoas correm e tiram Toinho do lago. Ele começa a rir e vai embora.)
Mãe – Esse menino num tem jeito! Que vergonha!
Pessoa 1 – Era tudinho mentira. Agora nóis tá moiado.
Pessoa 2 – Êta moleque arretado.
Narrador – Um dia, brincando no quintar de casa, Toinho leva um baita susto.
(Toinho brincando dá de cara com uma onça e fica muito assustado)
Toinho – Ai, Padim Ciço, é uma onça! Mainha, socorro é uma onça!
Mãe – (Dentro de casa arrumando a cozinha) Lá vem esse menino com história de novo. (Grita para Toinho) Num tem nada fio, é só sua imaginação!
Toinho – (Corre até onde tá o pai) Painho tem uma onça no quintar.
Pai – Deixa de lorota, menino. Seu pai precisa trabaiá.
Toinho - (Desesperado começa a gritar) Óia a onça! Óia a onça! (As pessoas passam e nem ligam pra ele. E Toinho corre com a onça atrás dele.)
Toinho – Socorro! Socorro!
Narrador – E foi assim que o menino Toinho aprendeu a lição. Desse dia em diante nunca mais contou nenhuma mentira.

domingo, 19 de maio de 2013

Oficina de Clown

Vagas limitadas! Inscrições na academia Equilibrium ou pelo blog, com pagamento através do PagSeguro e ficha de inscrição enviada pelo e-mail.
90,00
O clown (palhaço em inglês) é diferente dos palhaços que vemos nos circos. Trabalhando com a linguagem gestual (mímica), atividades lúdicas e expressivas, propomos desenvolver a espontaneidade nas crianças, além de todos os benefícios que o teatro traz, tais como:
consciência corporal, raciocínio, criatividade, autoestima, concentração, imaginação, cooperação
*Haverá uma apresentação, ao término da oficina, aberta aos pais ou responsáveis. Não será necessário comprar ou confeccionar nenhum tipo de roupa e nem haverá qualquer taxa adicional.
*Devido aos ensaios para a apresentação e as vagas limitadas, por causa do espaço da academia, não aceitaremos inscrições após o primeiro dia de aula.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Mais uma oficina para educadores

Já estão abertas as inscrições para a oficina Criando com Artes na Educação Infantil. Será mais um momento para os professores se atualizarem e levarem as Artes visuais para os pequenos de uma forma estimulante e criativa.
A oficina será no dia 01 de junho, às 9.30h na Creche Favinho e Mel, em Botafogo. Maiores informações pelo telefone 2537-8189.

domingo, 5 de maio de 2013

Maria Clara Machado

Maria Clara Machado foi escritora, professora, atriz, diretora e dramaturga brasileira. Escreveu inúmeras peças infantis, entre elas: O fantasminha Pluft, O rapto das cebolinhas, O cavalinho azul, A bruxinha que era boa, Maroquinhas Fru-fru.
"O objetivo do ensino deveria ser formar gente para viver num determinado lugar e não formar diplomados ignorantes de seus próprios problemas adormecidos por erudição não digerida."
Foi fundadora do grupo de teatro Tablado. Ela nos deixou no dia 30 de abril de 2001, aos 80 anos de idade.
"A espontaneidade aumenta à medida que a criança penetra mais no tema através de repetições e consegue enriquecê-la com novas falas, gestos e marcações e até situações e coisas."
Um excelente material para o professor de teatro é o livro 100 Jogos Dramáticos de sua autoria junto com Marta Rosman.
Os exercícios a seguir foram retirados desse livro.
A partida de pingue-pongue
Duas pessoas jogam pingue-pongue. Uma começa a ganhar. A outra vai se irritando. A que está perdendo, perde também a cabeça e avança para cima da outra com a raquete. O ganhador foge amedrontado e leva uma raquetada na cabeça, caindo desmaiado. Arrependido o perdedor tenta acordar o companheiro. Reconciliação. Recomeçam o jogo com melhor espírito.
O bolo
Um bolo de aniversário está escondido no armário. Dois meninos, proibidos de provar o bolo não resistem e aproveitam que estão sozinhos para dar uma provadinha. Sentimentos: receio de serem descobertos e gula. Abrem o armário e começam a comer o bolo. De repente ouvem barulhos de passos. Apavorados se escondem. Quando são descobertos fazem cara de dissimulação.
O fantasma
Num quarto escuro, meninos brincando de fantasmas. No meio da brincadeira ouve-se um barulho vindo de fora. O medo torna-se real. Se escondem. Entra um ladrão e começa a roubar. Os meninos observam e resolvem gozar o ladrão - fazem barulho de fantasma e ele foge.
A recordação
Uma velha casa com uma cadeira ao centro. Ali viveu uma pessoa muito querida. O personagem chega depois de 10 anos de ausência e, ao ver a cadeira, começa a recordar e a sentir saudades - mostrando sentimentos alegres e tristes, que as lembranças do passado lhe trazem.

domingo, 31 de março de 2013

O presente da mamãe

Autoria: Alessandra Mourão
Criança 1 – O dia da Mães está chegando...
Criança 2 – O que vamos dar de presente para a mamãe?
Criança 3 – Já sei!! Vamos fazer uns doces!! blockquote> Entra um grupo de crianças como doceiros, com colher de pau, avental. Dançam e dramatizam como se estivessem fazendo doces. Uma criança com uma bandeja serve brigadeiros às mães que assistem. Após a música o grupo sai e as crianças continuam conversando.
Criança 2 – A mamãe não vai gostar, ela só vive de regime.
Criança 3 – Vamos dar uma roupa, então.
Criança 1 – Que tal um biquini?
Entra outro grupo com trajes de banho, óculos escuros, bola, canga.
Criança 1 – A mamãe já tem muita roupa!
Criança 3 – É mesmo...
Criança 2 – Vamos fazer uma pintura!
Entra o terceiro grupo caracterizados de pintores, com telas, pincéis, tintas. Podem entrar algumas crianças de gaivota ou distribuir gaivotas e barquinhos de papel para quem assiste.
Criança 3 – A gente já faz desenho e pintura o ano todo!
Criança 2 – A minha mãe diz que quer ser feliz.
Criança 1 – Mas onde mora essa tal felicidade?
As três crianças fazem uma roda e dançam. No meio da música chamam as outras, reunindo todos que já entraram.
Narrador: Todo ano é a mesma coisa: o que vamos dar para a mamãe? Nós pensamos muito e chegamos à conclusão de que o mais importante é ter os filhos sempre por perto.
Mãe que tem a coragem de procurar, ir atrás, mesmo quando assustada. É capaz de recomeçar quantas vezes forem necessárias. Dá o passo exato no momento preciso e prepara os filhos para darem outros passos posteriormente.
Mãe, que tua alegria possa ser a certeza de que deste o melhor, direcionando teu filho no caminho do bem. Os filhos alegres, com saúde, brincalhões, esse é o maior de todos os presentes.
E é por isso que esses filhinhos estão aqui hoje, para poder te homenagear nesse dia tão feliz.
Todos cantam a música final.