domingo, 2 de dezembro de 2012

Oficina de Contação de histórias

Conte outra vez
Oficina de contação de histórias
Histórias são contadas desde os tempos mais remotos. Inicialmente eram sobre batalhas, viagens, assombrações e chegavam ao conhecimento do povo pela tradição oral, sendo, também, levadas de uma cidade para outra por mercadores e viajantes.
Nessas localidades elas sofriam mudanças de acordo com os costumes e crenças do povo que ali habitava e eram passadas para as gerações seguintes.
Hoje em dia as histórias continuam encantando adultos e crianças, despertando a imaginação, desde a mais tenra idade, para um novo mundo, onde tudo é possível.
Contos de fadas, lendas, fábulas, “causos”, histórias de terror e tantas outras que já rodaram o mundo através dos séculos. Mais do que um passatempo, elas são de uma riqueza imensa na formação dos indivíduos e futuros leitores.
E em pleno século da tecnologia e de contatos meramente virtuais, a narrativa oral mantém ainda a sua força. E como diz o escritor Affonso Romano Sant’Anna:
“E numa sociedade em que a tecnologia afastou as pessoas, fazendo-as dialogar com máquinas que frustram e esfriam as relações, ouvir de corpo presente uma voz humana que nos fale de coisas imemorialmente simples e fundamentais é um acontecimento que deve ser celebrado e estimulado.”
Conte outra vez
Público Alvo: Educadores, psicólogos, atores, recreadores, bibliotecários e estudantes da área.
Data: 19 de janeiro de 2013
Horário: 9h às 13h
Local: SB Artes - Rua Cônego Tobias, 205 Méier - RJ
Investimento: 50,00
Logotipos de meios de pagamento do PagSeguro
Número de vagas: 20
Não haverá inscrição no dia.
Certificado entregue no local.
Objetivos da oficina:
- Sensibilizar o contador da importância das histórias como instrumento de interferência na formação do cidadão;
- Analisar a contação como recurso pedagógico;
- Desenvolver o potencial criador do contador, através de novas maneiras de transmitir as histórias;
Oficina ministrada pela educadora e atriz Alessandra Mourão. Graduada em Pedagogia, Pós Graduada em Artes Cênicas, especialista em Educação Infantil, Professora de Teatro de diversas instituições, palestrante e contadora de histórias. Ministrante do Workshop Teatro na Educação e organizadora do blog Criandartes
Veja as fotos da oficina realizada em janeiro de 2013 no Facebook

domingo, 25 de novembro de 2012

O teatro de sombras

Pesquisando na internet descobri uma das prováveis origens do Teatro de sombras.
Diz a lenda que no ano 121, o imperador Wu Ti, da dinastia Han, desesperado com a morte de sua bailarina favorita, ordenou ao mago que a trouxesse de volta do "Reino das Sombras", caso contrário ele seria decapitado.
O mago usou toda a sua criatividade e, através de uma pele de peixe macia e transparente, confeccionou a silhueta de uma bailarina. Quando tudo estava preparado, ele ordenou que no jardim do palácio, fosse erguida uma cortina branca contra a luz do sol.
Então começou o espetáculo para o imperador e sua corte. Toda a apresentação foi acompanhada de um som de uma flauta que fez surgir a sombra de uma bailarina movimentando-se com graciosidade. Dizem que nesse momento, teria surgido o teatro de sombras.
O Teatro de Sombras é muito interessante de assistir e chama a atenção de adultos e crianças. As sombras podem ser feitas com o próprio corpo, usando apenas as mãos, como na foto ou com silhuetas feitas com cartolina preta. Para colocar um pouco de cor, basta vazar o desenho na cartolina e colar um pedaço de papel celofane. Pronto! As cores aparecerão nas sombras.
Quem quiser receber um pdf com todas as sombras, basta deixar o e-mail.
As sombras foram retiradas do site www.pititi.com

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Trabalhando Drummond

O Elefante
Fabrico um elefante
de meus poucos recursos.
Um tanto de madeira
tirado a velhos moveis
talvez lhe dê apoio.
E o encho de algodão,
de paina, de doçura...
A Lagoa
Eu não vi o mar.
Não sei se o mar é bonito,
não sei se ele é bravo.
O mar não me importa.
Eu vi a lagoa.
A lagoa, sim.
A lagoa é grande
e calma também.
Na chuva de cores
da tarde que explode
a lagoa brilha
a lagoa se pinta
de todas as cores.
Eu não vi o mar.
Eu vi a lagoa...

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Trabalhando Drummond II

VERDADE
A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

domingo, 11 de novembro de 2012

O Piquenique dos bonecos

Uma atividade diferente que pode ser feita na aula de teatro é o piquenique dos bonecos.
Cada criança deve trazer o seu boneco ou bicho de pelúcia preferido, no dia combinado.
Após a apresentação inicial, em que cada um conta quem é o seu boneco, o professor pede que os alunos caminhem pelo ambiente como se fossem o boneco: engatinhando como o bebê, correndo como o super herói ou de forma delicada como a princesa.
Depois desse primeiro momento, é solicitado que os personagens se encontrem e conversem. Estimula-se, assim, que cada um improvise seus diálogos e socialize-se com os demais.
Uma criança pode ser escolhida para entregar o convite, explicando o local do encontro, o horário e o que cada um pode levar. Deixe a imaginação fluir na escolha do que levarão e reserve um tempinho para a colheita das frutas no pomar, a preparação de bolos, tortas e salgadinhos ou as compras no mercado.
Passando uma ótima noite de sono, para crianças e bonecos, o dia amanhece. Todos se arrumam e seguem até o bosque em que acontecerá o encontro. No trajeto, muitas coisas podem acontecer, como: uma ventania inesperada em que é preciso segurar nas árvores, um lobo feroz à solta, um temporal, pedras escorregadias, o rio que transbordou...
Depois de muitas aventuras finalmente chegam ao local do piquenique, colocam suas guloseimas na toalha e os bonecos participam de um mágico encontro, servindo-se de deliciosas comidas e trocando ideias com seus amigos.

domingo, 26 de agosto de 2012

3º Encontro de Ludicidade e Aprendizagem do Estado do Rio de Janeiro

Entre os dias 20 e 28 de outubro de 2012 acontecerá o 3º Encontro de Ludicidade e Aprendizagem do Estado do Rio de Janeiro, com a participação de diversos profissionais.
Teremos oficinas, palestras, ações lúdicas e mesa redonda sobre vários temas, visando o aperfeiçoamento dos profissionais de educação. As atividades acontecerão nas cidades de Maricá, Niterói e Rio de Janeiro.
A palestra de abertura, Ludicidade e Aprendizagem, será no dia 20 de outubro, em Niterói e será gratuita.
Estarei presente com a oficina Teatro na Educação, no dia 22 de outubro, das 9h às 11.30h na Tijuca - RJ
Estudantes - 25,00 e Professores - 30,00 por palestra que participar.
Maiores informações - contato@maisqesporte.com.br - (21) 4139-0611
Ainda dá tempo de enviar o seu trabalho. Não fique de fora dessa, afinal quem não se atualiza perde pontos no mercado de trabalho.

domingo, 12 de agosto de 2012

Encontros temáticos do SESC

No mês de setembro estarei participando dos Encontros Temáticos do SESC de São João de Meriti.
Serão 4 sábados em que trocaremos muitas informações em prol de uma educação mais dinâmica e o uso do teatro como ferramenta pedagógica.
A programação será:
08 de setembro - O teatro na escola
- Objetivos
- O papel do Professor
- Interdisciplinaridade
- Criando histórias, personagens e adereços
15 de setembro - Os Jogos Dramáticos
- A importância do brincar
- O Faz de Conta
- Jogo Projetado e Jogo Pessoal
- Mímica
- Clown
22 de setembro - Os Jogos Teatrais
- Improvisação
- Atividades de: relacionamento, espontaneidade, imaginação, observação e percepção
29 de setembro - Tipos de Teatro
- Fantoches
- Sombras
- Vara
- Teatro com os pés
- Sonoplastia
- Relaxamento
Veja as fotos desse evento no Facebook

domingo, 5 de agosto de 2012

A Lenda da Vitória-Régia

A Amazônia é um celeiro de lendas que encantam a todos, desde os mais novos aos mais velhos. Uma lenda conhecida pelo povo indígena da região é a da Vitória-régia, flor aquática muito comum na floresta brasileira e que chega a atingir até 2 metros de diâmetro.
Sugestões de Atividades:
- Leitura e interpretação oral da lenda.
- Ilustração das partes da lenda para a confecção de um livro.
- Confecção de um painel ou mural com a Vitória-régia feita com cartolina.
- Localização no mapa da Floresta Amazônica.
- Visita ao Jardim Botânico ou a outro lugar da cidade em que tenha essa flor.
- Pesquisa de outras plantam que bóiam.
- Confecção do cenário (árvores, peixes, lua, vitória-régia) e vestuário (cocares, tangas, colares, estrelas) para a dramatização.
- Dramatização.
- Relaxamento com sons da floresta.
Adaptação da lenda para encenação por crianças da Educação Infantil:
Personagens: Cacique, índios, lua, estrelas, Naiá;
Cenário: Floresta – árvores feitas com cartolina ou papel cartão, folhas secas espalhadas pelo chão; Rio – um lençol azul esticado no chão, com peixes coloridos e a lua, presos com fita adesiva em cima dele. Algumas crianças caracterizadas de índios, sentadas em semi-círculo. O cacique está sentado num plano mais alto ou em pé. Ao lado a lua (menino) e várias estrelas em volta (meninas).
Professor – Nas tribos indígenas é muito comum os mais velhos contarem histórias para os mais novos saberem um pouco dos seus antepassados. Foi numa dessas noites que os curumins conheceram uma lenda bem antiga.
Cacique – Havia uma índia muito bonita que era da tribo dos Maués.
Índio 1 – Onde fica essa tribo?
Cacique – Fica lá no Amazonas.
Índio 2 – E como era o nome da índia?
Cacique – Naiá. Ela adorava a lua. Os índios diziam que a lua era um guerreiro valente que subiu ao céu.
Índio 3 – Ela acreditava nisso?
Cacique – Sim, ela também achava que a lua fosse um índio.
Índio 4 – E o que aconteceu?
(Entra Naiá e olha para a lua.)
Naiá – Lua, ó lua! Como você está bonita.
(As estrelas se aproximam e fazem carinho na lua.)
Estrela 1 – Posso ficar perto de você?
Estrela 2 – Eu também quero.
Estrela 3 – A noite hoje está maravilhosa.
Professor - Naiá não gosta nem um pouco, mas não pode fazer nada, pois está aqui na Terra e a lua muito distante, lá no céu.
Naiá – Ah, como eu queria ser uma estrela para ficar pertinho da lua.
Professor – Então, ela resolve dar um passeio pela floresta, admirando a linda noite de luar. De repente, ao se aproximar do rio, vê a imagem da lua refletida nas águas. Naiá acha que a lua desceu do céu para vê-la.
Naiá – Meu guerreiro! Estou muito feliz, finalmente você veio ficar comigo.
Professor – Naiá mergulhou bem fundo no rio e não voltou mais. (Levantar uma parte do lençol e a criança fica por baixo dele). Tempos depois, apareceu boiando nas águas do rio Amazonas uma enorme e maravilhosa flor, que abre as suas pétalas, à noite, para o luar. (Colocar no rio uma vitória-régia feita de cartolina). A índia transformou-se na bela Vitória-régia.
Como acontece com várias lendas, existem diferentes versões que variam de região para região.

sábado, 28 de julho de 2012

Folclore

O folclore brasileiro é de uma riqueza imensa. Cada região do país, com a diversidade de seus costumes contribui com lendas, superstições, provérbios, trava-línguas, parlendas, adivinhações, cantigas de ninar, brinquedos cantados, comidas típicas, danças.
A escola tem um papel fundamental no resgate dessa cultura, que muitas vezes é passada de geração para geração. Mula sem cabeça, Saci-Pererê, Lobisomem, Boitatá, Iara, Negrinho do Pastoreio, Cobra grande, Boto cor de rosa, o que não falta é lenda para mexer com o imaginário infantil. E como a lenda nada mais é do que uma história, temos muito material para dramatização, interpretação, recontagem, criação de textos.
Devem ser reservados de 20 a 30 minutos diários para o trabalho com as lendas. Após conhecê-la, o aluno registra o que entendeu das mais diferentes formas: desenho, recorte e colagem, pintura, dobradura, modelagem, sucata.
Através do folclore a criança tem a oportunidade de conhecer os costumes de seu povo e se interessar por novos conhecimentos, instigando o hábito da pesquisa e, futuramente, o da leitura. O folclore representa a alma da nossa terra, com sua alegria, seu trabalho e sua filosofia de vida.Seguem algumas sugestões de atividades para serem trabalhadas na Educação Infantil.
Brinquedos Cantados: Os brinquedos cantados, também conhecidos como cantigas de roda, têm origens diversas e sofreram influências de vários países, principalmente de Portugal, nosso colonizador. Eles são bem recebidos pelas crianças, que se envolvem totalmente através da música, da roda e dos gestos. Através dessa brincadeira desenvolve-se: ritmo, lateralidade, equilíbrio, percepção espaço-temporal, socialização, entre outras coisas.
De abóbora faz melão
De abóbora faz melão,
De melão faz melancia(bis)
Faz doce, sinhá, faz doce, sinhá,
Faz doce de maracujá. (bis)
Quem quiser aprender a dançar,
Vai à casa do seu Juquinha. (bis)
Ele pula, ele roda,
Ele faz requebradinho. (bis)
Sugestões de Atividades:
- Interpretação e discussão sobre a música:
*Quem é a sinhá?
*Quais as frutas que são citadas?
*A abóbora também é uma fruta? O que ela é?
*Quem é o Juquinha? Como ele é?
*O que ele faz? Quem sabe imitá-lo?
- Desenho da música na forma de história em quadrinhos, registrando todas as partes da mesma.
- Preparação de doce de abóbora, sucos de melancia, melão e maracujá para serem degustados.
- Confecção de um cartaz com outras frutas que começam com a letra M e seus benefícios para a saúde.
- Conversa com a cozinheira da escola.
*Que outros pratos podemos fazer com abóbora?
*Que cuidados devemos ter na cozinha?
- Pesquisa de doces de diferentes regiões do Brasil.
Doce de abóbora
-1/2 kg de abóbora em cubos
-1 xícara de água
-4 colheres de sopa de açúcar
-2 cravos da índia
-1 pau de canela
-4 colheres de sopa de coco ralado
Modo de preparo:
Coloque todos os ingredientes, menos o coco ralado, numa panela. Leve ao fogo, mexendo de vez em quando até desmanchar. Retire do fogo, coloque o coco ralado e sirva frio.
O momento da culinária sempre é muito rico, pois além de trabalhar a matemática presente nas noções de quantidade, medidas de volume, massa, tempo, podemos chamar a atenção das crianças para as formas e cores dos alimentos e seus sabores, trabalhar com os rótulos das embalagens, praticar hábitos de higiene, sempre destacando a importância de uma alimentação saudável.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Fazendo Experiências

Artigo de minha autoria que foi publicado na revista Educação Infantil, da Editora Minuano - Julho de 2012. As sugestões Boneco Cabeludo e desenho na folha queimada, já ganharam um post, cada, com explicações e fotos. Vamos à matéria.
O estudo de ciências na Educação Infantil deve ser feito de forma prática e prazerosa, pois a criança gosta de explorar e experimentar. É nessa faixa etária que ela começa a observar o mundo que a rodeia e, através dessas observações, elabora ideias para explicar os acontecimentos.
O professor deve estimular o seu interesse, formulando problemas para serem resolvidos em conjunto. É importante que o aluno possa testar as suas hipóteses, sempre que possível, registrando os resultados.
Quem nunca brincou de cientista quando pequeno? Descobrir uma coisa nova, observar uma transformação, fazer e refazer. O aprendizado através de experiências pode ser muito agradável para a criança. Sejam coisas mais simples, como ver a água se transformando em gelo e depois derretendo ou detalhes que exijam um maior preparo, o importante é que esse trabalho seja feito no decorrer do ano letivo. As ciências despertam um novo olhar para as coisas que nos rodeiam. E é esse olhar investigativo que a criança levará por toda a vida, nas suas futuras descobertas.
Trabalhando com os quatro elementos: terra, água, fogo e ar, o professor oferece um vasto campo de observações e experimentações, propiciando a formulação de novos questionamentos. Devemos nos atentar para os cuidados ao se trabalhar com o fogo. É importante uma conversa prévia com o grupo, explicando a atenção que devemos ter e a presença de um adulto o tempo todo.
Também é interessante que o professor teste as experiências antes de levá-las para a turma, pois uma pequena quantidade a mais ou a menos, um simples detalhe, pode fazer com que o seu experimento não resulte no esperado.
Sugestões de atividades:
Terra:
- Plantação de diferentes sementes e observação do seu crescimento.
- Confecção de um painel com diversos tipos de folhas.
- Observação e registro do que acontece com um vaso de planta num local claro e arejado e num local escuro e fechado.
- Preparação de miniterrários.
- Observação dos bichinhos do jardim.
- Rodízio de alunos para regar as plantas da escola.
- Coleta de mudas em casa e que possam ser plantadas.
- Registro fotográfico de tipos de árvores no entorno da escola.
Boneco Cabeludo
Material:
*Potes de iogurte ou cascas de ovo
*Alpiste
*Terra
*Água
*Hidrocor
*Cola, tesoura e papéis de cores variadas
Faça pequenos furos no fundo das embalagens de iogurte ou da casca de ovo para que o excesso de água possa sair. Encha-os com terra e por cima coloque um punhado de alpiste. Regue todos os dias, deixando num lugar arejado. O alpiste ao nascer, será o cabelo do boneco, agora é só fazer o rosto e o corpo usando o hidrocor e os papéis coloridos.
Água:
- Experimente diferentes quantidades de água em recipientes iguais. A água pesa?
- Tingimento de água com papel crepom de cores diversas. É só deixar pedaços de papel crepom dentro de garrafas com água. Uma cor em cada garrafa.
- De olhos vendados sentir a temperatura da água – quente, fria, gelada.
- Listar objetos que boiam e afundam – ferro, isopor, espuma, imã, rolha, prego.
- Observação do derretimento de dois cubos de gelo – um exposto no sol e um dentro da sala.
- Confecção de um aquário de brinquedo. É só encher uma garrafa com água, pingar algumas gotas de anilina azul claro, jogar um pouco de purpurina e colocar peixes e estrelas-do-mar feitos com papel celofane.
Redemoinho
Material:
*Duas garrafas plásticas, transparentes e com as tampas
*Cola
*Água
Cole as tampas, uma de costas para a outra. Faça um furo que atravesse as duas tampas. Encha a primeira garrafa com aproximadamente 1/3 de água. Coloque as tampas na primeira garrafa. Coloque a segunda garrafa, de modo que fique por cima da primeira. Vire a garrafa com água para cima. A água começará a cair aos poucos pelo furo, faça uma pequena rotação nas garrafas e verá um redemoinho se formando.
Fogo:
- Desenhe numa folha branca com cotonete embebido em suco de limão. Depois passe o papel com ferro quente. Veja o que acontece!
- Descobrindo que o fogo precisa do ar. Coloque pedaços de algodão dentro de dois copos, botando fogo nos dois pedaços. Enquanto eles queimam, tampe um dos copos. Por que o fogo apagou no copo fechado?
- Coloque alguns lápis cera dentro de formas variadas e leve ao forno para derreter. Esperar esfriar para endurecer e usar para desenhar.
Vulcão
Material:
*Uma garrafa plástica
*Vinagre branco
*Bicarbonato de sódio
*Anilina
Coloque em uma garrafa plástica, transparente, um copo de vinagre branco com algumas gotas de anilina vermelha ou laranja. Despeje dentro da garrafa uma colher de sopa bem cheia de bicarbonato de sódio. Veja o que acontece.
Ar:
- Encher balões. O ar tem volume?
- Soprar cata-ventos, apitos, penas.
- Fazer bolinhas de sabão.
- Soltar pipas.
- Dobradura de leques.
- Confecção de uma biruta para observar a direção do vento.
Balão mágico
Material:
- Uma garrafa
- Um balão de festa de aniversário
- Funil
- Vinagre
- Bicarbonato de sódio
Coloque dentro de uma garrafa aproximadamente ¼ de vinagre morno. Com a ajuda de um funil, encha um balão de festa com bicarbonato de sódio. Prenda a boca do balão no gargalo da garrafa e quando estiver preso, levante o balão, de modo que o bicarbonato de sódio caia dentro da garrafa. Veja o balão encher.
Aliando a ciência à arte:
Existe uma proximidade entre ciência e arte. A arte, de certa forma, não deixa de usar elementos da ciência. Podemos preparar técnicas bem interessantes utilizando os quatro elementos.
Algumas ideias...
- Desenhe, com hidrocor, no papel queimado anteriormente com uma vela. Com o que se parece a forma que ficou?
- Soprar com canudo gotas de gouache diluído em água. O que acontece quando as cores se misturam?
- Desenhe, com hidrocor, no papel branco e depois passar pincel com água por toda a folha.
- Molhe as mãos numa bacia com água, em seguida coloque-as numa bacia com areia. Depois, faça pintura com as mãos numa cartolina com tinta. - Derreta lápis cera na chama da vela.
- Umedeça folhas de papel sobre a mesa e com o conta-gotas pingue diferentes cores de tintas. O que se forma?
- Misture cores e registre as novas nuances que resultam.
- Faça pintura com gelo colorido.

domingo, 10 de junho de 2012

Criando na folha queimada

Essa técnica é bem diferente e o efeito é ótimo. Em turmas de crianças menores, o professor deve preparar o material em casa e levar as folhas já queimadas. O ideal é que fique uma diferente da outra, estimulando a criatividade da garotada.
Com as crianças maiores, pode-se fazer um ou dois para eles verem como é. Sempre lembrando os cuidados que devemos ter com o fogo. Atenção! Fogo não é para brincar e isso deve ficar bem claro para todos.
Como fazer:
Com uma vela acessa, encoste uma parte da folha no fogo, deixando queimar um pouco e, logo em seguida, apague rapidamente.
Experimente queimar as folhas em lugares diferentes, no meio ou nas pontas e até queimar a mesma folha duas vezes. Retire o excesso de papel queimado e deixe as crianças usarem a imaginação, completando com o hidrocor e formando desenhos variados!!

domingo, 3 de junho de 2012

Boneco Cabeludo

Esse boneco é muito fácil de fazer e tem um efeito bem bacana. As crianças adoram e você vai se divertir também.
Material necessário:
-1 garrafa de iogurte
-terra preta
-alpiste
-papéis coloridos
-cola
-tesoura
Faça alguns furos no fundo do pote para que o excesso de água possa sair. Coloque terra, alpiste e regue.
Espere alguns dias para o alpiste crescer e monte o seu boneco do jeito que quiser.
Depois de mais alguns dias, chegou a hora de aparar o "cabelo" e fazer inúmeros penteados. Vamos deixar a imaginação fluir!!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Workshop Teatro na Educação



No dia 19 de maio de 2012 foi realizado mais um Workshop Teatro na Educação. Este ano foi no SB Artes que abriu as suas portas para receber educadores apaixonados que querem inovar em sala de aula.

Foi uma manhã agradável e de muito trabalho, pois ninguém ficou parado diante das propostas. O grupo de professores abraçou os jogos teatrais e contribuiu com sua experiência. Mais fotos no Orkut ou no Facebook

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Hoje em dia é de suma importância que o educador esteja sempre se atualizando e inovando dentro da sala de aula. O chamado da tecnologia é muito atrativo para as crianças e adolescentes e, com isso, tornou-se enfadonho assistir aulas que, em pleno século XXI, ainda podem ser chamadas de “cuspe e giz” . Se o professor não mudar, acompanhando o ritmo acelerado do mundo, a escola tornar-se-á monótona para alunos que estão cada vez mais atuantes. O papel do educador na atualidade é estar sempre se reciclando e se aperfeiçoando profissionalmente, afinal os alunos não aguentam mais as mesmas coisas.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

quarta-feira, 28 de março de 2012

sábado, 25 de fevereiro de 2012

A Páscoa da Paz


O Carnaval passou e agora vem a Páscoa. Deixo para vocês a esquete A Páscoa da Paz, de minha autoria. Como sempre gosto de registrar, a dinâmica é simples, pois é para ser feito por não-atores. Quando apresentamos, foi feito pelas professoras da escola, com participação de uma turma. As meninas foram as crianças da Terra e os meninos os coelhos. No final todas as turmas tiraram fotos com os personagens. Ah, pra não perder o hábito, eu sou o Coelho.

A Páscoa da Paz
*Autoria de Alessandra Mourão

Personagens: Coelho da Páscoa, Flor, Borboleta, Peixe, Leão, Estrela e crianças

Coelho – A Páscoa está chegando, gente. Sabiam que é a minha data preferida? Mas esse ano eu estou triste. Só vejo discussões, desentendimentos, destruição. Isso não combina com a época da Páscoa. Até na terra dos coelhos tem briga. Querem ver? Coelhinhos venham cá!

Entram várias crianças vestidas de coelho e começam a brigar.
- Seu bobo, feio! Não gosto de você. Chato!
- Vou puxar a sua orelha, bobo!

Coelho – (Para a plateia) Viram como está a situação? Que coisa triste. (Para os coelhos) Parem! Parem com isso! Vão fazer os ovos da Páscoa. (Coelhinhos saem) A quem eu posso pedir ajuda para encontrar a paz? Hum, deixa eu pensar. Já sei! Vou pedir ajuda a todas as crianças do planeta Terra. (Chamando) Crianças, me ajudem! Por favor!

Entram várias crianças, cada uma com uma bandeira de um país.
Música – Crianças da Terra.
Coelho – Sei que cada um de vocês vai fazer o melhor para tentar encontrar a paz. Nunca deixem de buscá-la. Tchau, crianças! (Crianças saem) Agora fiquei mais animado. Também vou procurar a paz. (Procura por todo o palco)
Entra a Flor.
Flor – Olá Coelho da Páscoa. Tudo bem?
Coelho – Oi, como vai?
Flor – Vou bem e você? Muito animado para o domingo de Páscoa?
Coelho – Mais ou menos. Tem muita confusão pelo mundo e eu queria um domingo mais tranquilo. Estou procurando a paz. Você sabe onde ela está?
Flor – Claro que eu sei.
Coelho – Que ótimo! Onde?
Flor – A paz está no jardim, no meio dos cravos, rosas, violetas, margaridas.
Coelho – No jardim?
Flor – Com certeza, pode ir lá.
Coelho – Vou dar uma passadinha por lá. Obrigado Florzinha.
Flor – De nada. (Sai)
Coelho – Não custa nada ir até o jardim. O caminho é por aqui. (Coelho anda enquanto canta: “De olhos vermelhos, de pelo branquinho...”)

Entra a borboleta voando.
Borboleta – Oi Coelho! Que bom te ver!
Coelho – Oi, Borboleta.
Borboleta – Aonde você vai?
Coelho – Até o jardim. Vou procura a paz.
Borboleta – Mas ela não está lá.
Coelho – Não?
Borboleta – Nananinanão!
Coelho – E onde fica a paz, então?
Borboleta – Ela fica no céu, lá no meio das nuvens.
Coelho – (Olhando pra cima) No céu? Tem certeza?
Borboleta – Tenho, bem lá no alto. Está vendo?
Coelho – Não!
Borboleta – Tem que ir mais perto, daqui não dá pra ver direito. Agora não posso te mostrar, estou muito atrasada para a reunião das borboletas. Tchau Coelho. (Sai)
Coelho – Espere! Como vou achar a paz lá no céu? Coelho não voa! E o que ela foi fazer lá em cima? Sabe da maior? Vou continuar procurando por aqui mesmo, vou seguir o curso do rio. (Andando)

Peixe – Oi! Acho que eu te conheço, você não é o... o...
Coelho – Coelho da Páscoa.
Peixe – Isso mesmo! Sabia que as suas orelhas eram familiar. E como vão os preparativos para a Páscoa?
Coelho – Ah, na terra dos coelhos está a maior confusão. Eles brigam mais do que trabalham, não sei se teremos ovos suficientes esse ano. Corre até o risco de ter criança sem ovo.
Peixe – Criança sem ovo? Isso nunca aconteceu desde que eu me entendo por gente, ops peixe.
Coelho – Talvez esse seja o primeiro ano. A não ser que eu encontre a paz.
Peixe – Paz? Por que não falou logo?
Coelho – Vai dizer que você sabe onde ela está?
Peixe – Claro que eu sei.
Coelho – Então fala logo.
Peixe – A paz vive no fundo do rio.
Coelho – No fundo do rio?
Peixe – Isso aí, e de rio eu entendo. Lá é silencioso, tranquilo, uma maravilha. Aparece lá! Agora preciso ir, não posso ficar muito tempo na superfície. (Sai)

Coelho – Ai, ai, ai, cada um fala uma coisa e além do mais coelho não nada. Onde será que a paz se enfiou? Noutro dia mesmo ela vivia por aqui. (Para a plateia) A paz está por aí? E aí? Vocês viram a paz? Preciso encontrá-la e rápido!
(Entra o Leão)
Leão – Falando sozinho Coelho?
Coelho – Estou tentando achar a paz.
Leão – Ela está na floresta, não sabia?
Coelho – Na floresta?
Leão – Lá é um sossego no meio das árvores. Não se escuta essa barulheira aqui, não.
Coelho – É verdade. Lá está sempre tranquilo, só tem sons da natureza.
Leão – Aparece lá. Será muito bem-vindo e eu te mostro onde ela fica. (Sai)

Coelho – Hum, estou achando isso meio estranho. Cada um fala uma coisa diferente. Não sei não. Ai que brilho é esse? (Entra a Estrela) Uma estrela.

Estrela – Olá, Coelho. Como vai?
Coelho – Um pouco triste. A Páscoa é no domingo e eu quero que ela seja de paz, mas não consigo encontrá-la. Cada um fala uma coisa diferente. Estou confuso.
Estrela – Não consegue encontrar a paz? É porque não está procurando no lugar certo. Ela sempre esteve no espaço e se espalha por todo o universo.
Coelho – Assim vou acabar virando um coelho astronauta.
Estrela – Não é uma má ideia. Lá em cima é uma paz só. Você vai gostar. Aproveita que eu estou aqui e te dou uma carona. Vem, suba nas minhas costas.
Coelho – Não, prefiro ficar com minhas patinhas em chão firme.
Estrela – Que pena que você não quer vir.
Coelho – Fica para outra vez.
Estrela – Boa Páscoa para todos aqui da Terra. (Sai)
Coelho – (Desanimado) O tempo está passando e eu não acho a paz. Cada um vem com uma história diferente: a flor disse que está no jardim, a borboleta no meio das nuvens, o peixe no fundo do rio, o leão na floresta e a estrela no espaço. E agora? (Senta-se, abaixa a cabeça e começa a chorar) Onde está a paz?
Música – Paz – Clésio Tapety>Durante a música o coelho levanta-se e procura a paz pelo palco. Depois distribui rosas brancas ou pombas da paz feitas de cartolina para as crianças que assistem.
Coelho - Já sei! A paz está em todos os lugares! E é a gente que faz. Ela pode estar aqui, ali, lá longe, no mar, no rio, no céu, na floresta, no jardim, dentro da nossa casa, na nossa escola, no nosso país. O segredo é que ela fica aqui, dentro do nosso coração. E ela aparece quando a gente faz o bem, ajuda as pessoas, é tolerante, respeita as diferenças, desculpa o amigo, faz carinho, dá amor. É isso! Vou chamar todos os meus amigos para contar o que eu descobri. (Sai de cena)

Entram todos os personagens, cantando e dançando.
Música A paz – Roupa Nova>
Boa Páscoa!!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Faz de Conta


Artigo de minha autoria que foi publicado na revista Educação Infantil da Editora Minuano - fevereiro de 2012

O teatro é a arte que mais se aproxima das crianças, pois, desde cedo, os jogos simbólicos e as brincadeiras de faz de conta fazem parte da vida delas.

Ao observarmos uma criança brincando de casinha, de mãe e filha ou de escola, notamos que ela imita algumas coisas do seu cotidiano.

Para Vygotsky, existe uma combinação de situações reais com elementos fantasiosos, que surgem da necessidade de reproduzir a vida do adulto, da qual ela ainda não participa ativamente. Essa reprodução é baseada em conhecimentos prévios da realidade. Desse modo, quanto mais rica for a sua experiência de vida, maior será o material disponível para a sua imaginação, que se materializará no seu faz de conta.

A criança é autoexpressiva por natureza e o teatro, nessa idade, deve ser espontâneo. Um dos poucos autores que desenvolveu um discurso sobre o teatro para crianças na fase pré-escolar é o inglês Peter Slade, autor de O Jogo Dramático Infantil. Após 20 anos de observações e trabalhos com crianças, ele definiu o jogo dramático infantil como: “a maneira da criança pensar, comprovar, relaxar, trabalhar, lembrar, ousar, experimentar, criar e absorver.” (SLADE, 1958, p.18).

Existe uma diferença entre o jogo dramático e o teatro propriamente dito. O teatro como conhecemos é uma ocasião com data marcada para apresentação e tem uma ordem, onde os atores e a plateia são separados. No jogo dramático, todos são atores e público ao mesmo tempo, mas nem por isso ele é menos do que o teatro, considerando que pede envolvimento e sinceridade e é vivido fortemente pela criança.

A palavra drama tem origem no latim e significa “eu faço, eu luto”. Ainda segundo Slade, p.18: “a criança descobre a vida e a si mesma através de tentativas emocionais e físicas e depois através da prática repetitiva, que é o jogo dramático.”

O jogo dramático possui duas qualidades que são: absorção e sinceridade. A primeira significa estar totalmente envolvido no que se faz e a segunda é uma forma de honestidade ao dramatizar e para que ela ocorra precisa da absorção.

Toda criança é naturalmente criativa, e cabe ao professor organizar, de forma sistemática, esse potencial, dando oportunidade e encorajamento, o que Slade chama de “nutrição”, que, segundo ele, difere de interferência. O professor pode dar algumas sugestões sobre o que fazer, mas nunca como fazer. O seu papel é o de estimular a participação, sem obrigar, deixando a criança experimentar, e de mediar, ao aproveitar as sugestões dadas pelo grupo.



Para começar um trabalho com teatro na sua turma de Educação Infantil, o professor pode confeccionar uma caixa junto com os alunos, onde serão guardados: chapéus, arcos, perucas, luvas, máscaras, pulseiras, bolsas, óculos, roupas diversas e tudo mais que possa ser usado nas aulas.

O primeiro momento é de exploração, onde as crianças experimentam roupas e acessórios para compor os figurinos. O ideal é que tenha um espelho em sala para que elas possam ver o resultado. Conforme definem o que usarão, sentam-se, aguardando os colegas. Quando todos estão prontos, a caixa é guardada e, conforme combinado anteriormente, não se pode pegar mais nada. Se algo incomodar ou não for necessário, deve ser deixado num canto. Essa medida evita trocas de roupas durante o jogo, interrompendo o grupo.

Em uma roda de conversas, cada criança conta “quem é”: nome do seu personagem, o que gosta de fazer e tudo mais que achar importante. Observa-se que as crianças de 3, 4 anos criam os próprios personagens enquanto as de 5, 6 anos já formulam toda uma situação envolvendo o personagem e as relações que mantêm com os outros, combinadas com os colegas.

Às vezes, surgem muitas ideias ao mesmo tempo e é preciso administrá-las de modo que possam ser aproveitadas e haja um entendimento geral. Ao perceber que a história caminha pela iniciativa dos próprios alunos, o professor pode parar de contar e deixar que eles conduzam, ajudando quando necessário.

A formação dos grupos varia, dependendo no número de alunos e do interesse deles, podendo toda a turma estar envolvida na resolução de um problema ou se dividir naturalmente, cada um com seu interesse específico. Nessa idade nem todos aceitam prontamente a ideia dos colegas, querendo que as suas prevaleçam. Posteriormente o professor deve sugerir momentos em que todos possam estar novamente juntos, criando situações de integração dos subgrupos.

Em uma aula na Amanhecendo Escola para Bebês e Crianças, na Lagoa, Rio de Janeiro, os personagens criados pelas crianças foram: médica de animais, fada, porco, ovelha, leão, ninja e vendedor de gravatas. A menina de 6 anos, que era a médica de animais, tornou-se uma líder natural, levando-os por um caminho em que tinham que passar por cavernas, andar por um chão escorregadio, por caminhos estreitos, entre outros. Todos a seguiam enquanto ela dava ordens como: “esquerda”, “direita”, apesar do caminho continuar o mesmo, em volta da sala, pois as crianças ainda não dominam essas noções.

Houve um momento em que os personagens caíram num buraco imaginário e ela usou a alça de sua bolsa como corda para que eles pudessem subir. Ao jogar a “corda” para a fada, ela se corrige, dizendo: “Ah, a fada não precisa, ela sabe voar. Em outra situação fala: “A doutora esqueceu a bolsa dela.” Referindo-se a si mesma na terceira pessoa.

A história pode seguir caminhos diferentes e é preciso flexibilidade e criatividade por parte do professor, já que o final vai sendo construído à medida que ela se desenrola. A aula deve finalizar de forma calma para que todos voltem a se organizar e a se concentrar para a avaliação. Esse momento é importante para que o professor perceba o que eles gostaram, o que sentiram falta, se querem continuar com o mesmo tema na aula seguinte, o que deu certo e até sistematizar valores que apareceram, como a ajuda ao próximo, por exemplo.

Pode-se ainda desencadear discussões do tipo: Podemos ser felizes para sempre?; Será que a madrasta não podia ficar boa?; E se a princesa não quisesse se casar com o príncipe? Conseguindo, assim, com que a criança pense e elabore essas e outras questões, sem aceitar tudo o que é imposto pela sociedade.

O ser humano tem o poder de inventar, de criar e o teatro nos permite isso. Ele pode ser feito em qualquer espaço, numa sala de aula ou no pátio, tendo ou não materiais disponíveis. Cadeiras viram ônibus ou trem, debaixo da mesa pode ser uma caverna ou se for coberta com um pano, vira uma cabana, se a mesa for colocada de pernas para o ar, ela transforma-se num elevador. O uso de objetos imaginários é permitido, assim como transformar o que se tem em mãos.

Considerando que a brincadeira deve ocupar espaço de destaque nessa faixa etária, a prática dos jogos dramáticos respeita a individualidade e o momento de cada criança da Educação Infantil. Ele possui aspectos do contexto social no qual aparece um problema e deve-se buscar a solução através da prática da ação, sendo necessário um acordo entre todos. As regras são estabelecidas pelo grupo no momento em que a ação está acontecendo. Através dessa vivência social o aluno descobre a si mesmo como participante de um grupo, socializando-se. Os jogos dramáticos são os primeiros passos para a introdução dos jogos teatrais e para o ensino de teatro futuramente.


Referências Bibliográficas:
FERREIRA, Aurora. A criança e a arte – O dia-a-dia na sala de aula. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2008. In: BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da arte. 4ª ed. São Paulo: Perspectiva, 1991.

JAPIASSU, Ricardo. Metodologia do Ensino de teatro. Campinas: Papirus, 2003

MACHADO, Maria Clara e ROSMAN, Marta. 100 jogos dramáticos. Rio de Janeiro: Agir, s/d.

PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança: Imitação, jogo e sonho, imagem e representação. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.
________. O nascimento da inteligência na criança. Rio de Janeiro: Guanabara, 1987.
REVERBEL, Olga. Jogos teatrais na escola – Atividades globais de expressão. São Paulo: Scipione, 2006.
________. Um caminho do teatro na escola. São Paulo: Scipione, 1989.

SLADE, Peter. [1958] O Jogo dramático infantil. São Paulo: Summus, 1978.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

________. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ícone, 1988.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A criação de um personagem



Existem milhares de personagens espalhados pelas histórias, filmes, desenhos animados, peças de teatro. Cada um com suas características particulares, como: jeito de andar, de falar, trejeitos. A colocação de voz de uma bruxa é diferente de uma princesa, por exemplo. Uma criança não anda da mesma maneira que um idoso.

Fada, camponesa, herói, rei, rainha, homem de gelo ou de lata, animais ou objetos falantes. Podemos inventar tantos personagens quanto a nossa imaginação deixar, pois ela não tem limites.

Um excelente exercício é pedir que os alunos criem um personagem, desenhando-o. O traçado é o menos importante, e sim colocar no papel todas as características possíveis, não só físicas, mas também de personalidade.

As fotos ilustram um trabalho feito com crianças de 5 anos de idade.


Exemplo de uma aula de criação de um personagem

- Conversar com a turma sobre a variedade de personagens existentes. Qual é o preferido de cada um? Qual é o mais estranho? E o mais assustador?

- Cada um deve criar um personagem, através de desenhos, falando ou escrevendo o nome, idade, como ele é, o que gosta de fazer, manias, com quem mora e tudo mais que achar importante. Apresentá-lo para o grupo. Criar um painel com todos os desenhos.

- Todos juntos devem caminhar pelo ambiente como se fosse o seu personagem, passando por várias situações mencionadas pelo professor, como: começou a chover, estavam apressados, machucaram o pé numa pedra, ficaram zangados com um esbarrão, lembraram que alguma coisa ficou em casa e é preciso voltar, estavam cansados.

- Encontro dos personagens. Como o seu personagem age quando encontra com outro na rua? Ele fica feliz, desconfiado, chateado? Falam muito ou são de poucas palavras? Sobre o que eles conversam? Vamos dramatizar esses encontros?

- Sentados em roda, passar um objeto e cada um que estiver com ele em mãos, conta um pedaço de uma história que vai sendo criada na hora pela turma.

- Dividir em grupos e cada participante, encaixará seu personagem na história criada anteriormente pelo grupão, fazendo as adaptações necessárias.

- Cada grupo apresenta a cena criada com a participação de todos os componentes e seus respectivos personagens.
Para a próxima aula, cada um deve criar uma pequena cena individual em que o personagem apareça numa situação atual ou inusitada. Pode ser a mesma situação para todos, como por exemplo, o Carnaval.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A bruxinha que era boa e o fantasminha Pluft


Fiz uma adaptação, juntando duas peças da grande Maria Clara Machado: A bruxinha que era boa e O fantasminha Pluft. Está bem resumido, pois é para ser feito em escolas e não por atores que já dominam todas as técnicas teatrais. Muitas vezes, o menos é mais.

Em alguns momentos não escrevo diálogos, para que os alunos possam exercer a improvisação e a espontaneidade. O texto pode ser modificado de acordo com a faixa etária do grupo, quanto mais velha a criança, maior pode ser o texto.

Ah, eu sou a Bruxa-Chefe, à esquerda da foto, de nariz postiço.


A Bruxinha que era boa e o Fantasminha Pluft

Personagens: Bruxa-Chefe, Caolha, Fredegunda, Fedelha, Fedorosa, Ângela, Pluft, Mãe do Pluft, Maribel, Perna de Pau.

CENA 1
As bruxas voam em suas vassouras, em fila, ao apito da instrutora, viram-se e começam a seguir para o outro lado, ao apito, voltam-se novamente. Até que a Bruxa-Chefe diz:

Bruxa-Chefe - Aos seus lugares! (Elas posicionam-se uma ao lado da outra.) Bruxinha Ângela, você é um fracasso! Não tem jeito! Não sabe nem voar direito. Vamos praticar agora gargalhadas de bruxa.

(A instrutora apita e todas gargalham, menos Ângela, que sorri.)
Bruxa-Chefe - Uma de cada vez agora. (Gargalhadas.) Bruxinha Ângela, você está muito mal, deste jeito irá para a Torre de Piche. Você quer ir para lá?
Ângela - Não! Claro que não!
Bruxa-Chefe - Então trate de aprender bruxarias direitinho.
Ângela – É que eu não gosto muito de fazer bruxarias.
Bruxa-Chefe - Que vergonha! O que você gosta de fazer, afinal?
Ângela - Eu gosto de passear de vassoura!
(Dá voltas na sua vassoura elegantemente.)

Bruxa-Chefe - Isso são maneiras de se comportar numa vassoura? Bruxa Caolha mostre como se faz.
(Caolha dá uma volta, gargalhando bem alto.)

Bruxa-Chefe - Viu como é!? Acho bom você treinar porque amanhã será o grande concurso de bruxas, a vencedora ganhará uma vassoura a jato.
(Todas vibram.)
Bruxa-Chefe - Agora eu quero que vocês treinem suas feitiçarias por aí. Até amanhã no concurso.
(Elas saem rindo e em seguida sai a Bruxa-Chefe.)

CENA 2
Pluft, pensativo, olha pela janela de sua casa e comenta com sua mãe, que trabalha nas tarefas domésticas.

Pluft – Mãe, gente existe?
Mãe - Claro, meu filho. Que pergunta!
Pluft - Ah! Eu tenho tanto medo de gente...
Mãe - Bobagem, Pluft.
Pluft - Ontem eu vi gente. Eles eram 3 e passavam lá embaixo. Eu fiquei com medo, mamãe.
Mãe - Deixa de ser bobo! Gente é que tem que ter medo de fantasma! Onde já se viu uma coisa dessas!
Pluft - Vem alguém ai. Vamos nos esconder.
(Eles se escondem e entra Perna de pau com Maribel.)

Perna de pau - Hum, acho que foi aqui mesmo que o Capitão Bonança escondeu o tesouro. Agora que seu avô morreu, eu vou encontrar esse baú. Venha, menina Maribel, entre. Vou buscar uma lanterna e já volto. (Sai de cena.)
Maribel - Socorro! Socorro! E agora? Quem vai me salvar?

Pluft, que olhava tudo de longe, se aproxima, a menina o vê e desmaia. Ele a observa e cada vez que ela se mexe, leva um susto e se afasta. Ela acorda e os dois se olham assustados e se apresentam.

Pluft - Quem é você? Você é gente?
Maribel - Sou a Maribel. Sim, sou gente e você é fantasma?
Pluft - Sou, meu nome é Pluft. Engraçado, de você eu não tenho medo.
Maribel - Nem eu de você.
Pluft – O que faz aqui?
Ela conta tudo o que está acontecendo para ele. Eles escutam Perna de Pau voltando. Pluft se esconde.
Perna de Pau - Voltei, não achei nenhuma lanterna, mas achei essa vela.
Ele acende a vela e Pluft apaga, ele reclama, diz que é o vento e a situação repete várias vezes.

Perna de Pau - Eu hein, acho que essa casa é mal assombrada. Não quero mais saber do tesouro. Vou embora daqui. (Foge assustado.)

Maribel – (Para Pluft) Eu preciso achar os marinheiros do barco do meu avô, o Capitão Bonança. Eles podem me ajudar a encontrar o tesouro.
Pluft - Ontem eu vi 3 pessoas passando por aqui, tinham roupas de marinheiro, devem ser eles, aqui não vem ninguém, nunca.
Maribel - Então eu vou procurar. Você me ajuda?
Pluft - Ajudo.
(Os dois saem de cena.)

CENA 3
Entram as bruxas voando e se posicionam uma ao lado da outra.

Bruxa-Chefe - Chegou o grande dia do concurso de bruxarias. A vencedora ganhará uma vassoura a jato.
(Todas vibram.)
Bruxa-Chefe - Vamos começar. Primeiro você, Fredegunda. Qual é o ingrediente mais importante do feitiço para fazer dormir?
Fredegunda – Asas de morcego!
Bruxa-Chefe - Isso! Que maravilha! Agora a Bruxa Caolha. Para que serve rabo de lagartixa e bigode de rato?
Caolha – Para fazer fumaça, muita fumaça.
Bruxa-Chefe - Ótimo! Vocês andaram estudando direitinho. Agora é a vez da Fedelha. O que não pode faltar na composição do pó mágico?
Fedelha – Ah, essa é fácil! Pimenta ardida.
Bruxa-Chefe – Brilhante! Todas estão indo bem. Fedorosa é a sua vez. Qual é o feitiço que faz nascer uma enorme verruga?
Fedorosa – Deixa eu ver, deixa eu ver... É... só mais um pouco... Feitiço de lacraia do mato.
Bruxa-Chefe - Magnífico. Vocês são ótimas! Agora a Bruxinha Ângela.
Bruxa-Chefe - Qual é o ingrediente, que se misturado a outros dois, faz uma explosão?
Ângela – Água de rosas.
Bruxa-Chefe - Não é nada disso! Ai, ai Bruxinha Ângela... Você é muito boazinha. Não tem jeito! Não aprende mesmo! Acho que vai ficar uns dias na Torre de Piche para ver se aprende a ser malvada.

Ela chora e é levada à força para a torre. Todas as Bruxas saem.

CENA 4
Pluft entra, perdido, chamando por Maribel, quando escuta o choro da Bruxinha.

Pluft - Quem está chorando?
Ângela - Sou eu! Aqui na torre.
Pluft - Uma bruxinha... Por que você está presa ai?
Ela explica toda a história e ele explica a sua.

Pluft - Eu vou te tirar daí, Bruxinha.
Ângela - Não! As bruxas vão voltar e me prender de novo!
Pluft - O que vamos fazer?
Ângela - Você me ajuda a dar um jeito nas bruxas e eu te ajudo a encontrar a Maribel.
Pluft - Combinado.
Ângela - Você precisa encontrar uma flauta e tocar. As bruxas ficam paralisadas com música de flauta.
Pluft – Vou procurar uma. Já volto.
(Ele sai e volta com uma flauta.)
Pluft - Pronto.
Ângela - Estou ouvindo gargalhadas! São elas! Vamos nos esconder.

Entram as bruxas voando em suas vassouras e gargalhando. Pluft começa a tocar a flauta e elas vão andando devagar, mais devagar, até virarem estátuas. Pluft solta a Bruxinha Ângela, eles pegam cada um uma vassoura e voam ao redor das bruxas paralisadas.
Entra Maribel trazendo o tesouro do Capitão Bonança. Eles comemoram, colocam as bruxas trancadas na Torre de Pixe e dão as mãos, felizes.

Adaptação – Alessandra Mourão

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Expressão corporal e Sonoplastia

Atendendo a pedidos, posto aqui a história que contei no 4º Encontro Nacional de Educadores, realizado dia 13/01/2012, no Hotel Mirador, Copacabana, Rio de Janeiro.

Primeiramente o professor divide a turma em dois grupos. O primeiro grupo ficará responsável pela sonoplastia, usando o próprio corpo para produzir os sons. O segundo, fará os movimentos corporais de acordo com a história.

O professor pode pedir, ainda, que os alunos criem as suas próprias histórias, contando-as para todos. Deve haver um revezamento, de modo que os alunos passem pelas duas etapas. Então, eis a história...


Uma criança acordou com o despertador tocando. Levantou-se e logo ouviu os pássaros cantando no jardim. Foi até o banheiro, abriu a torneira, lavou o rosto, escovou os dentes e desceu a escada correndo.

O telefone começou a tocar. Era a mamãe pedindo para cuidar do bebê. Ele parecia que estava adivinhando, pois começou a chorar. A criança pegou seu irmãozinho com carinho, mas ele não parava de chorar. Chorava, chorava, cada vez mais alto. Finalmente o choro foi diminuindo e o bebê dormiu, sendo colocado com cuidado no carrinho.

A criança, então, abriu as janelas da sala. Na sua rua, que era uma subida, passava um caminhão vagarosamente. Do outro lado da calçada ela avistou a sua amiga, mas ela olhava em outra direção. A criança assoviou e, finalmente, a amiga acenou.

De volta à sala, ela sentou-se no sofá, relaxou, porém um barulho de um trovão a assustou. Começou um temporal. Raios e trovões eram ouvidos. A criança estava nervosa, andava de um lado para o outro, a tempestade aumentava. As janelas e portas batiam, a chuva fazia um grande barulho e ela estava com medo, muito medo. Aos poucos a chuva foi passando, passando e parou de vez. Ela sentiu-se aliviada.

Seu gatinho chegou na sala e começou a miar. A criança colocou ração para ele, fez um carinho e subiu para o seu quarto. Abriu a porta que o vento havia batido, deitou-se na sua cama. Pouco a pouco os pássaros voltavam a cantar.

Ela foi relaxando, relaxando, seus olhos foram ficando pesados e ela adormeceu.


Saiba com foi o 4º Encontro Nacional de Educadores no site:
http://www.enedu2012.com/fotos.html